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Dia do Rock, sexta-feira 13 e nostalgia: os jogos com o gênero no gameplay

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13 de julho é Dia do Rock, bebê! E, para celebrar a data de um dos melhores gêneros musicais da história, nada como cavocar a memória e relembrar os grandes títulos que usaram o rock como pilar fundamental para desenhar o gameplay.

Jogos rítmicos são mais antigos do que você possivelmente deve pensar. Mais que Dance Dance Revolution, muito mais que Guitar Hero e afins: trilha sonora e mixagem de som existem desde os primórdios como parte da concepção de um jogo. Parte da imersão que você tem em qualquer experiência assim se deve ao fator audiovisual.

Além de gráficos e de capricho técnico, a engenharia de som precisa funcionar para a trilha sonora e para o gameplay. O rock e as variantes do heavy metal – death metal, power metal etc. –, quando incorporados ao gameplay, incitam a importância que o gênero tem em qualquer público, que de nicho passou ao mainstream faz tempo.

Para celebrar a referida data, que, novamente, por acaso cai em plena sexta-feira 13, separamos alguns jogos que vão além da trilha sonora e usam o rock como pilar de gameplay – se fosse só trilha sonora, a abrangência seria muito maior. Mas é claro que um GTAzinho não poderia ficar de fora, não é mesmo? Confira!

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Guitar Hero

Um dos maiores símbolos do rock e do gênero rítmico nos games, Guitar Hero deu sobrevida aos acessórios que vão além de joysticks tradicionais numa época em que o mercado estava um pouquinho saturado disso – ali no começo dos anos 2000, depois da onda de periféricos da década de 90. O controle-guitarra deu início a uma tendência que só agora vive a ressaca – mas veja: a febre durou mais de 10 anos com tranquilidade, e isso se deve ao extenso acervo musical roqueiro de todos os Guitar Hero.

Rock Band

A tendência desencadeada por Guitar Hero deu origem a este aqui: Rock Band. Só que mais ambicioso, com direito a uma banda completa, incluindo bateria, vocal, baixo e guitarra. Assim como Guitar Hero, Rock Band teve edições exclusivas de bandas específicas – tipo Green Day Rock Band, em resposta a Guitar Hero Metallica, Guitar Hero Aerosmith e outros.

Rocksmith

O controle-guitarra de Guitar Hero não foi suficiente? Dá-lhe Rock Band com bateria, guitarra, baixo e vocal. Ainda não é o bastante? Eis aqui, então, o simulador oficial de guitarra: Rocksmith. Por meio de um cabo P-10/USB, você conecta o instrumento real ao console e deve palhetar notas musicais com muito mais capricho e realismo, aplicando pestanas, arpejos e outros arranjos que a guitarra exige.

Brutal Legend

Imagine uma obra em que a mente genial de Tim Schafer encontra o talento artístico de Jack Black, que transmite o semblante do rock em sua carreira musical e como ator de Hollywood. Foi assim que Brutal Legend nasceu: o astro do filme “Escola do Rock” emprestou voz e carisma ao protagonista do jogo, que se passa num mundo aberto em que estrelas como Ozzy Osbourne e Lemmy, entre outras, te dão missões. Pois é.

Tony Hawk’s Pro Skater

É impossível falar de rock em games sem se lembrar de um dos jogos mais proeminentes da era PS1: Tony Hawk’s Pro Skater. O punk rock sempre foi um elemento fundamental da franquia. Como isso se incorpora ao gameplay, você pergunta? Eu também questionei isso aqui na redação e a resposta foi simples: energia. O ritmo musical acelerado dá os comandos necessários ao nosso cérebro para executar tantas manobras combinantes com o estilo.

Rock ‘N’ Roll Racing

Deep Purple, Steppenwolf e Black Sabbath foram bandas reproduzidas magistralmente em linguagem que foi até emulada em MIDI em Rock‘n’Roll Racing, um dos maiores clássicos do SNES. As músicas desses e de outros grupos consolidados – e ainda extremamente populares no meio da década de 90 – eram o melhor nitro que os carros poderiam ter na perspectiva isométrica.

Heavy Metal Machines

Na onda de Rock’n’Roll Racing temos Heavy Metal Machines, o qual, veja só, é de um estúdio brasileiro! A Hoplon Entertainment preparou um produto abertamente inspirado no clássico do SNES; toda a temática e trilha sonora são voltados ao heavy metal e à cultura do rock. Aqui, no entanto, existe um forte apelo multiplayer, com direito a uma boa inserção no segmento de eSports.

DOOM

Doom é um nome forte e com muito sentido dentro daquilo que a franquia representa. “Perdição”, quando o inferno paira sobre a Terra, na acepção mais bruta que o termo tem, só fica mais acentuada com a trilha sonora pauleira que dá a energia necessária nos momentos de combate. Death Metal é a principal fórmula aqui – aliás, “Doom Metal” também é uma derivação do gênero e se incorpora exemplarmente ao gameplay.

GTAs

Ok, o rock não necessariamente tem um componente de gameplay tão proeminente em GTA, mas convenhamos: as rádios que acompanham o jogador durante a jornada pelos imensos mundos abertos urbanos foram concebidas com um baita bom gosto pela equipe da Rockstar, que conversou com as produtoras certas para segurar as licenças das canções até onde conseguiu. Recentemente, GTA 4 perdeu algumas faixas do gênero – incluindo “Heaven and Hell”, do Black Sabbath. Mas o brilho roqueiro vem mesmo de GTA Vice City, que trouxe a cena oitentista da maneira mais legítima possível, desde as músicas metaleiras da “V-Rock” até as melodias sentimentais da estação“Emotion 98.3”, com direito à canção “Africa”, da banda “Toto”, entre outras inesquecíveis.

Franquia Guilty Gear

Certamente muitos não sabem que os nomes dos personagens fazem alusão a astros do rock: o nome verdadeiro de Sol é Fredderick, que homenageia o vocalista da banda Queen, Freddie Mercury; Axl Low se baseia em Axl Rose, cantor de Guns ‘N’ Roses, e por aí vai. Outro detalhe diz respeito aos poderes: eles geralmente têm nomes que se referem a letras de músicas das bandas. Não é algo que interfere em gameplay, mas é uma característica do rock completamente incorporada na franquia.

Holy Diver

Um jogo com o nome dessa canção clássica do eterno Dio? Pois é: Holy Diver saiu em 1989 para o Nintendinho e contou uma história parecida com a temática religiosa que as letras da música entoam. Trata-se de um jogo de plataforma ao estilo de Castlevania. Curiosidade: o game ficou restrito ao Japão por quase TRINTA anos. Só em janeiro deste ano a licença para lançar o título em outros países foi possibilitada.

Hail to the King: Deathbat

As mentes da banda Avenged Sevenfold lançaram um jogo que de ruim não tem nada: trata-se de uma aventura de ação e RPG na qual as fases são inspiradas no catálogo musical da banda. É claro que toda a trilha sonora é composta pelo grupo, que contou com ajuda da desenvolvedora Subscience Studios. A distribuição foi feita pelo próprio Avenged Sevenfold.

Iron Maiden: Ed Hunter

Lançado em 1999, Ed Hunter é o “jogo oficial” de uma das maiores bandas de heavy metal do planeta. O objetivo do game consiste em conduzir o mascote da banda, Eddie, por vários níveis que descrevem capas de álbuns do grupo. Algumas das canções mais populares da banda compõem a trilha sonora do game.

Kiss Psycho Circus: The Nightmare Child

Utilizando uma engine desenvolvida pela Monolith Interactive, KISS Psycho Circus: The Nightmare Child foi surpreendentemente aclamado na história de jogos baseados em outra mídia (no caso, um grupo musical). Os quatro integrantes originais do Kiss – Paul Stanley, Peter Criss, Ace Frehley e Gene Simmons – são colocados como os quatro humanos que vestem as armaduras legendárias dos Elders – The Starbearer, The Beastmaster, The Celestial e The Demon – a fim de expurgar o mal com que a Criança do Pesadelo ameaça cobrir o universo.

Menções honrosas

Essa matéria buscou contemplar jogos em que o rock têm uma participação mais “ativa” do que somente integrar a trilha sonora; quando o gênero exerce um papel mais fundamental no gameplay.

Correndo por fora, há diversos outros títulos que adotam toda a postura e a sonzeira que o estilo reserva. Aqui, nomes como Blackthorne, Crazy Taxi, Full Throttle, Twisted Metal e até a banda Pentakill, de League of Legends, podem ser lembrados. Até mesmo Darksiders tem todo um lado “mamãe, sou uma capa de banda de Power Metal” – inserto do nosso nobre redator Felipe Gugelmin.

E o nosso querido JoJo no Kimyo na Boken, que tem jogo, também faz lindos tributos a artistas do rock. Essa lembrança é do Vinícius Munhoz. Nosso editor, Igor Napol, foi o responsável por trazer a pérola Holy Diver à tona.

O que mais esse mundão dos games reserva no rock que não citamos? Escreva para nós aqui embaixo, na seção destinada aos comentários.

*Imagem de destaque criada por Fernando Perazzoli

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