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E3 aberta ao público: os sinais de como o evento evoluiu ao longo dos anos

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Já faz algum tempo que os games não são parte apenas de um “nicho”, e sim de toda uma experiência altamente convidativa a todos os públicos. A “indústria”, palavra que tem certo peso quando aplicada aos contextos que a ela convêm, não é um cerco fechado; ela tem uma abertura muito maior hoje do que em outrora, fato impulsionado, entre outras coisas, pelo fomento da internet e das redes sociais.

A E3 é uma espécie de reflexo disso, desde seu nascimento lá nos meados dos anos 90: um evento de games voltado, majoritariamente, à imprensa. E também ao varejo, às publishers e a outras partes ligadas à indústria de games. Mas tudo isso, no final das contas, se converte em uma coisa: consumidores. Por que eles não têm esse acesso?

Coisa que a Brasil Game Show, por exemplo faz desde sua existência: ela reserva um dia para imprensa e negócios e os outros dias todos para o público. Ao longo dos anos, o mundo abraçou os games. De nicho a audiência mundial: esse salto não ocorreu da noite para o dia, e nós estamos vivenciando tudo isso.

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Vamos aos números...

Nesse contexto, muitos se questionam sobre a “relevância” da E3: poxa, vão ficar fechados até quando? Até 2016. Porque, de 2017 em diante, as portas se abriram ao público mediante um passe de US$ 150 nos primeiros lotes – depois, o valor salta para US$ 250 para acesso durante os três dias de evento.

O fato é que a quantidade de pessoas circulando nos pavilhões do Los Angeles Convention Center diminuiu com o passar do tempo. A imprensa não é “infinita”, mas os consumidores são. E eles fomentam essa indústria. Ao lado, é claro, de todas as partes envolvidas (incluindo imprensa, naturalmente). Americanos são mais “controlados” com números e isso é louvável – ninguém quer baderna –, mas alguns pauzinhos precisariam ser mexidos para a festa continuar cheia.

De acordo com a ESA, empresa responsável pela E3, a edição de 2016 deslocou cerca de 40 a 50 mil pessoas à feira, enquanto a edição de 2017, a primeira aberta ao público pagante, saltou para 68.400 visitantes, segundo a organização. “A E3 2017 foi um enorme sucesso. Parabéns aos expositores, membros, parceiros e os milhares de gamers que celebraram essa E3 espetacular conosco”, endossou o presidente e CEO da ESA, Michael D. Gallagher, à época.

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E veio um grande reflexo dessa abertura: E3 2018 com novos horários de funcionamento

Se a E3 2017 serviu como experimentação de algo novo ao abrir a porteira pro público, a E3 2018 já sente um reflexo disso, também a pedidos da imprensa: horários de abertura e fechamento mais espaçados.

As portas do Los Angeles Convention Center serão abertas dos dias 12 a 14 de junho nos seguintes cronogramas:

  • Dia 12: a partir das 11h para imprensa/indústria e 14h para o público geral. O local fecha às 19h.
  • Dia 13: membros da imprensa/indústria poderão acessar o evento a partir das 9h. O público geral será liberado às 12h. Todos poderão ficar até 19h.
  • Dia 14: nesse dia, imprensa e público geral se misturam a partir das 9h e até 18h.

Os horários acima têm como base o fuso local de Los Angeles, quatro horas atrás do relógio de Brasília. “Estamos empolgados em alimentar a paixão dos jogadores e melhorar a experiência da E3 ao estender os horários do evento e adicionar um terceiro dia ao popular E3 Coliseum”, declarou Gallagher.

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E3 Coliseum: novas percepções

Outra percepção que cabe como possível reflexo dessas mudanças é o E3 Coliseum, um painel dedicado a conversas com desenvolvedores e outras pessoas ligadas à indústria. O conteúdo é curado e apresentado por Geoff Keighley, o criador do The Game Awards (o “Oscar dos games").

“Acho que é para onde o evento deve ir. (...) Com três dias de programação, o E3 Coliseum deste ano trará fãs de games, criadores de jogos e convidados especiais da cultura pop para celebrar a forma de entretenimento mais poderosa do mundo”, enalteceu Keighley no começo deste ano.

O que o futuro reserva?

Os exemplos e números supracitados nesta matéria se respaldam em declarações oficiais e estatísticas divulgadas pela própria ESA, considerando o cenário recente e, sobretudo, as edições de 2016, 2017 e 2018 agora, as quais representam grandes mudanças na logística do evento – abertura ao público, mudança nos horários de funcionamento, E3 Coliseum com conteúdo pensado ao consumidor.

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Mudanças substanciais que entraram em vigor a partir de decisões mercadológicas que não causaram impacto negativo na imprensa – afinal, precisamos fazer nosso trabalho – e que, aos poucos, desenham um formato mais acessível para o maior evento de games do mundo.

O que você acha? A E3 2018 ocorre dos dias 9 a 14 de junho em Los Angeles, nos EUA, e terá cobertura completa do Voxel, aqui no Brasil e lá fora. Fiquem ligados!

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