Desde 2018, a Capcom vem atendendo aos apelos dos fãs e trazendo jogos cada vez mais refinados e rebuscados. Depois de anos de espera, os fãs foram agraciados com Resident Evil 2 Remake, anunciado em 2015 e lançado em 2019, conquistando elogios da crítica especializada e elogios extremamente positivos do público por muito tempo. Seguindo a onda de sucesso, outro rumor foi concretizado e alegrou os fãs da antiga era de ouro da desenvolvedora japonesa: uma reimaginação do terceiro título também estava em produção.

Tido por muitos como o survival horror com maior ação da franquia clássica, o terceiro game é responsável por trazer um terror mais urbano e palpável, saindo dos moldes de “mansões” dos dois títulos anteriores. Seguindo o bom trabalho da Capcom até o momento, ele é muito aguardado pelos fãs da velha e da nova guarda, prometendo ser a “experiência definitiva” do jogo que conquistou os fãs em 1999.

Se você está empolgado para reviver os últimos eventos de Raccoon City em seu terror e sua pandemia biológica mais uma vez, nós vamos ajudar a apimentar o seu hype com mais um superespecial compilando todas as informações já divulgadas, que vão deixá-lo a par de tudo o que é preciso para desfrutar de uma das experiências mais aguardadas do ano.

Se você é novato e não conhece a história de Resident Evil 2, mas quer chegar sabendo pelo menos o básico, eis um breve resumo dos acontecimentos.

Leon estava em seu primeiro dia de trabalho quando foi a Raccoon City, enquanto Claire foi em busca de seu irmão, Chris Redfield. Os dois personagens acabam se encontrando em um posto de gasolina nos arredores da cidade, em meio a um ataque de criaturas que nenhum deles havia visto antes.

Logo após se separarem por conta de um terrível acidente envolvendo um caminhão, ambos seguem em direção à delegacia da cidade. Ao chegarem lá, encontram o tenente Marvin Branagh, já debilitado e pedindo para que os dois saiam imediatamente da cidade.

A partir disso, uma série de acontecimentos se desenrolam e também marcam a volta de icônicos vilões, como William Birkin e Mr. X, bem como o retorno de heroínas como Ada Wong e Sherry Birkin.

Depois de uma árdua batalha contra as temíveis armas biológicas da Umbrella, Leon, Claire e Sherry conseguem fugir com êxito do laboratório da farmacêutica. O encerramento de Resident Evil 2, se seguir a lore do clássico, acontece enquanto Resident Evil 3 está na metade da história: quando Carlos volta com a vacina para a Clock Tower.

História

“28 de setembro, amanhecendo… os monstros tomaram conta da cidade. De algum jeito, ainda estou viva…”

Logo após os fatídicos acontecimentos na mansão Spencer, os sobreviventes da equipe Alpha dos S.T.A.R.S. (Special Tactics and Rescue Service, ou Serviço de Táticas Especiais e Resgate, em tradução livre) decidem confrontar Brian Irons sobre toda a sujeira em que a Umbrella estava envolvida, mas não obtêm sucesso e o chefe de polícia acaba não dando atenção para o grupo, já que estava recebendo propina da empresa farmacêutica.

Insatisfeitos com toda a situação, Chris Redfield e Barry Burton decidem investigar um dos laboratórios da Umbrella na Europa, deixando Jill e Brad em Raccoon City para reunir mais algumas informações da gigante farmacêutica na cidade. No entanto, a dupla deixada em Raccon não estava preparada para o pesadelo…

Depois de decretada lei marcial em Raccoon City, dois meses após o incidente da mansão, Jill se vê em meio ao caos e precisa sobreviver, custe o que custar. A heroína então começa a sua última fuga desesperada de Raccoon e de Nemesis, arma biológica da Umbrella solta na cidade com apenas um objetivo: eliminar todos os S.T.A.R.S. remanescentes para queimar arquivos.

Durante a campanha você encontra Carlos Oliveira e o time da U.B.C.S. (Umbrella Biohazard Countermeasure Service, ou Serviço de Contramedida de Risco Biológico da Umbrella, em tradução livre), mercenários veteranos em situações de risco que estão na cidade para resgatar civis. O objetivo do grupo é salvar o maior número possível de sobreviventes e fugir do caos.

Por ser uma reimaginação, o objetivo do remake é esclarecer alguns pontos e dar um background aprofundado para todos os personagens envolvidos na trama. Apesar de alguns acontecimentos inéditos, a essência continua a mesma, e a ideia é manter a cronologia dos acontecimentos.

Vale ressaltar, no entanto, que Resident Evil 3 acontece 24 horas antes e 24 horas depois de Resident Evil 2. Parece complicado, mas se o remake seguir a cronologia do clássico de 1999, o momento em que Jill chega à Clock Tower é quando Leon e Claire chegam a Raccoon. Jill então é infectada em batalha contra Nemesis e fica 1 dia em coma na capela da Clock Tower, momento em que Carlos vai em busca da vacina. Carlos demora 1 dia para pegar a vacina e, quando retorna até Jill, é o ponto em que Leon e Claire fogem da cidade no trem da Umbrella.

Cenários

Ruas de Raccoon City

Ruas de Raccoon City de vários pontos: em Resident Evil 2, é possível ver o que outrora foi campo de batalha contra zumbis. No entanto, em Resident Evil 3 é possível explorar uma grande área da cidade com tudo fresquinho, enquanto o povo ainda corre desesperado pelas ruas.

Alguns lugares da cidade foram mostrados durante os trailers e a demo. De novas localidades, temos a loja de brinquedo, a central de controle do metrô, o depósito onde Dario Rosso se esconde, entre outras. De pontos já conhecidos, há a usina elétrica, o restaurante (que agora virou uma donuteria), uma breve lembrança da boutique, o beco em chamas, entre outros, que com certeza podem aparecer.

Hospital

o primeiro Hunter de Resident Evil 3 aparece quando Carlos vai até o hospital procurar a vacina de Jill — área que acabou sendo confirmada em um dos trailers divulgados até então. No clássico, essa área é explodida por Nicholai; será que teremos uma grande explosão em 4K desta vez?

Metrô

a área do metrô é totalmente nova nesse remake. Antes, era um trem que precisava de peças para ser reativado e se locomover para fora da cidade; desta vez, além de se responsabilizar por reativar o transporte, Jill precisa zelar pela vida de alguns sobreviventes que estão em um dos vagões. Apesar de ser um dos únicos jeitos de fugir da cidade, isso ainda não me parece boa ideia…

Delegacia de Polícia de Raccoon City

velha de guerra das histórias de Resident Evil, a delegacia de polícia com certeza apareceria nesse remake. No entanto, interpretando um dos trailers divulgados, Carlos e Tyrel serão os visitantes da vez.

Usina elétrica

a usina elétrica de Raccoon é o local onde Jill precisa ativar a energia que fará o metrô andar. No clássico, Jill vai até lá para pegar os fusíveis para o trem funcionar, mas encontra vários desafios na área. O que será que o remake reserva?

Esgotos

no Resident Evil 3 original, a heroína faz uma breve passagem pelos esgotos, tanto que é quase imperceptível. No material divulgado até o momento, o percurso dentro do esgoto parece muito maior, com inimigos como os Hunter Gamma.

Personagens

Um dos principais objetivos de um remake, além de repaginar o visual, é dar uma profundidade para os personagens do game, então vale ressaltar que eles podem ou não ter suas lores atualizadas em Resident Evil 3 Remake. Talvez a essência seja mantida pela Capcom, apenas com alguns ajustes e pequenas mudanças.

Jill Valentine é a protagonista de Resident Evil 3 e uma das sobreviventes do incidente na mansão Spencer. Em meio ao surto do T-Vírus em Raccoon City, ela se vê perseguida por Nemesis, arma biológica da Umbrella deixada na cidade para eliminar o restante do esquadrão S.T.A.R.S.

ridicularizado por fraquejar em momentos de decisão e constantemente chamado pelos seus companheiros de “frangote”, Brad Vickers é piloto do S.T.A.R.S. e também se vê em fuga contra Nemesis. Em Resident Evil 3, ele quer se redimir com Jill por ter fugido no incidente da mansão, mas acaba enfrentando maus bocados.

criado em meio à guerrilhas na América do Sul, Carlos Oliveira é um dos integrantes do time da U.B.C.S., um esquadrão de mercenários da Umbrella criado para resgatar civis. O soldado é conhecido pelo seu fraco arsenal de cantadas em Jill Valentine, mas também é comprometido com seu dever e fará de tudo para proteger a heroína.

Nicholai é ex-membro das forças especiais russas e também integra o time da U.B.C.S.. Com temperamento impetuoso, o soldado russo é uma espécie de espião da Umbrella Corporation e está na cidade para reunir dados do surto para a empresa. Ainda não foi mencionado se na lore do remake Nicholai também será conhecido como “Silver Fox” nem se haverá uma breve menção à sua rivalidade com Hunk, o quarto sobrevivente de Resident Evil 2.

ex-tenente do exército vermelho, dispensado logo após o fim da União Soviética e consequentemente um terrorista de guerrilha, Mikhail Viktor acaba sendo obrigado pelo governo americano a se tornar capitão da U.B.C.S. e a se redimir pelos seus crimes.

Tyrel é um exímio hacker e faz parte do time da U.B.C.S., ao lado de Carlos e os outros. Ainda não foi mencionado o passado do personagem no remake; porém, se seguir a cronologia do clássico, Tyrel fez parte da legião estrangeira francesa e acabou se envolvendo em vendas de armas no mercado negro, que mais tarde foram usadas em genocídios. Por esse motivo, ele foi levado a julgamento e condenado à prisão perpétua, mas não cumpriu a pena e entrou para a U.B.C.S. para evitar a sentença.

habilidoso soldado da Marinha americana, Murphy teve seu irmão morto por uma gangue e decidiu matar todos os membros por vingança. Acabou sendo julgado e condenado, mas escapou da sentença por causa da Umbrella, que decidiu recrutá-lo para as forças especiais da U.B.C.S..

Dario Rosso era um dos cidadãos de Raccoon, onde vivia com sua família. Na trama do clássico, logo após perder sua filha no meio do caos, Dario passou uma madrugada confinado com Jill em um depósito, onde se escondeu em um baú de caminhão e não quis sair tão cedo.

Inimigos

Nemesis

criado com base no T-Vírus e em um parasita chamado NE-alpha, o grandalhão de quase 2 metros e meio de altura foi desenvolvido com o objetivo de ser a arma biológica mais inteligente já desenvolvida pela Umbrella. Seu objetivo é simples: eliminar todos os S.T.A.R.S. remanescentes durante o surto de T-Vírus em Raccoon City.

Hunter Beta

resultado assustador do cruzamento de óvulo humano fertilizado, DNA de répteis e infectado pelo T-Vírus, os Hunters são criaturas assustadoras. Eles podem desferir golpes críticos; ou seja, se as garras estiverem perto, pode começar a rezar. No remake ele está mais intimidador do que nunca, então todo cuidado é pouco.

Hunter Gamma ou Frogger

seguindo a mesma premissa do Hunter Beta, Froggers são o resultado da mistura de T-Vírus, DNA de anfíbios e óvulo humano fertilizado. Eles são mais inteligentes que os Beta e estão assustadoramente maiores em Resident Evil 3 Remake.

Drain Deimos

parasitas que foram infectados e mutados pelo T-Vírus, como muitos outros artrópodes, as pulgas responderam ao vírus aumentando drasticamente em tamanho, força e agressão. Uma mecânica interessante foi inserida nesse remake: caso Jill seja pega por esse inimigo, é infectada e precisa consumir uma erva verde para eliminar os vermes do organismo.

Zumbi

os zumbis estão de volta em Raccoon City e, diferente de Resident Evil 2 Remake, você não pode desmembrá-los como bem entender. Com a mecânica de esquiva e o tiro crítico fica muito mais fácil fugir. Mas não se engane: eles devem aparecer em grupos muito maiores e complicar bastante a vida do jogador.

Zumbi especial

durante a demo, é possível ter o primeiro contato com um novo tipo de zumbi, que ainda não teve o nome revelado. Esses inimigos são infectados pelos genes de Nemesis e ficam com uma espécie de tentáculos no lugar da cabeça. Esses aí não morrem facilmente.

Arsenal de Nemesis

Nemesis é um dos vilões mais icônicos na história dos videogames, mas não chegou lá sozinho. Para ser tão temível assim, ele precisou de um arsenal implacável para caçar Jill Valentine em Raccoon City; foi tiro, porrada e bomba, literalmente.

No remake, Nemesis foi refeito para trazer uma perseguição ainda mais implacável e causar mais dores de cabeça ao jogador. Segundo a própria Capcom, o monstrengo teve a inteligência artificial aprimorada sobre o Mr. X, Tyrant que deu as caras em Resident Evil 2, e tem comportamentos ainda mais agressivos e inteligentes que os do vilão do segundo jogo. Confira algumas das armas dele confirmadas até o momento:

Ataques físicos

nesse remake, Nemesis é conhecido como um verdadeiro mestre de artes marciais, desferindo socos e pancadas quase que de forma ininterrupta em Jill. Cruzado de direita, esquerda e “marretada” são suas especialidades. Vale lembrar que ele também consegue dar pulos e sair correndo; chega a ser desesperador só de pensar.

Tentáculos

um excelente manejador de tentáculos — como um bom guerreiro da família Belmont maneja um chicote —, Nemesis pode utilizá-los para puxar Jill pelas pernas, além de transformar alguns zumbis em inimigos ainda piores."

Lança-chamas

uma arma inédita nesse remake. Nemesis também maneja um lança-chamas absurdamente grande, inclusive com um barril de gasolina nas costas — lembrando muito um cavaleiro de bronze. Brincadeiras à parte, o grandalhão utilizou essa arma em uma das gameplays divulgadas pela Capcom recentemente.

Lança-mísseis

uma das armas mais poderosas do arsenal do vilão, o lança-mísseis é uma verdadeira fonte de destruição e com certeza não vai deixar rastros caso acerte Jill durante a fuga.

Armas

Com o caos instaurado em Raccoon City, nada melhor do que um arsenal de armas a seu favor, não é mesmo? Confira algumas das armas que foram mostradas nas gameplays divulgadas até o momento. Vale ressaltar que outras devem aparecer durante a jogatina.

pistola 9 mm com capacidade para 15 balas e conhecida por ser compacta. É uma das armas do arsenal de Jill e será possível fazer grandes upgrades nela.

fuzil de assalto 5,56 x 45 mm, otimizado pela própria U.B.C.S. para operações especiais. Essa arma é utilizada por Carlos e também por Jill durante a demo pública liberada no último dia 19.

com um propósito diferente do apresentado em Resident Evil 2, onde sua principal função era de defesa, aqui é possível lançar a granada no meio de zumbis e até para atordoar inimigos maiores, como o próprio Nemesis. Na reimaginação do terceiro jogo, ela não poderá ser utilizada para escapar de ataques inimigos.

como é calibre 12 e dispara vários projéteis, acaba se tornando a melhor opção para utilizar contra um grupo de inimigos e chefões ou para matar zumbis com um único tiro.

diferente de Resident Evil 2, em que era usada para escapar de inimigos e tinha durabilidade, aqui a faca pode ser empunhada e utilizada a qualquer momento, sem perder a vida útil. Em contrapartida, assim como a granada de mão, ela não pode ser usada para escapar de agarrões dos monstrengos.

apresentado durante a primeira gameplay divulgada ao público, o lança-granadas também será uma das opções no arsenal e, desta vez, vem atualizado com um tambor de seis projéteis — diferente de Resident Evil 2, em que era apenas um tiro por vez. Por enquanto, foi mostrada apenas a munição de fogo, mas é quase certo que outros tipos podem aparecer.

Mudanças em relação ao original

Durante toda a campanha de divulgação de Resident Evil 2 Remake, a Capcom bateu sempre em uma tecla: o game era mais que um remake, era uma reimaginação. Mas qual é a diferença? Apesar de ser mais um termo de marketing do que um conceito diferente, a prática provou o posicionamento da empresa.

Em vez de seguir à risca o conteúdo do original, a companhia quis reinventar inimigos, locais e até parte da história para seguir um tom mais moderno, dando um passo além dos remakes tradicionais e criando um abismo em relação aos remasters da indústria.

Certamente, a mudança mais drástica de Resident Evil 3 Remake está na jogabilidade, que abandonou o conceito noventista de câmeras fixas (que existiram mais por limitações técnicas do que escolha de game design) e adotou a famosa câmera “sobre o ombro” (over the shoulder, em inglês), que apresenta uma dinâmica mais intimista e traz o perigo real e imediato para o jogador a todo momento.

Vocês conhecem a frase: “em time que está ganhando não se mexe”? A Capcom já provou o seu valor em reinventar o terror com o remake do segundo game e deve continuar a expandir a gameplay consagrada novamente, apostando em corredores estreitos, locais escuros e becos recheados de inimigos (e o Nemesis na sua cola) para causar pânico ao jogador.

A dificuldade adaptativa, utilizada desde Resident Evil 4 e aprimorada em Resident Evil 2 Remake, também deve dar as caras em Resident Evil 3 Remake. Para quem não conhece o sistema da Capcom, eis uma explicação breve: para evitar frustrações de uma experiência muito difícil ou deixar o jogador entediado com uma campanha muito fácil, o sistema adaptativo pode gerar mais ou menos munição ou mudar a dificuldade do inimigo em relação ao desempenho do jogador. Se você morrer demais, pode ser que consiga mais tiros críticos que matem os zumbis em um só disparo; caso esteja indo muito bem, pode ser que zumbis demorem mais para morrer.

Assim como no jogo de 2019, a Capcom também confirmou que a linha narrativa será a definitiva desta vez. Segundo a companhia, a trama do original era mais sobre “Jill fugindo da cidade”, mas pretende valorizar todos os personagens secundários, a U.B.S.C e seus membros, bem como explorar mais a criação e o propósito de Nemesis na história.

Para ter um roteiro mais coerente, a desenvolvedora nipônica removeu todas as escolhas do game original (quem aí não se lembra de escolher ou fugir de Nemesis em vários encontros de Resident Evil 3?) para que a trama seja única e sem espaço para interpretações.

Da mesma forma que em Resident Evil 2 Remake, a reimaginação do terceiro game da franquia será expandida: cenários inéditos, como salas e edifícios novos, trilha sonora recriada e até mesmo colecionáveis, que agora se chamam Mr. Charile, bonecos espalhados pela campanha (igual aos Mr. Raccoon do segundo jogo).

Seguindo os moldes do título de 2019, Resident Evil 3 Remake terá diversas opções de dificuldade, impactando na quantidade de munição, no dano dos inimigos e no funcionamento das máquinas de escrever. Em dificuldades menores, não há limites de saves e há checkpoints automáticos, mas em modos mais desafiadores é preciso salvar manualmente para registrar seu progresso.

Ambientação

Embora seja uma reimaginação para tempos modernos, o período em que Resident Evil 3 Remake se situa certamente não é. Assim como no original, o game voltará para 1998, uma era sem celulares, internet e computadores acessíveis à população. Esse é o cenário do game, que se passa praticamente no mesmo período do segundo título.

Se em Resident Evil 2 Remake havia umidade e escuridão, temas que contribuíram para a sensação opressora e intimista, o terceiro game muda um pouco os ares. Com ambientes mais urbanos e amplos, a ideia é causar o pânico de aglomerações de criaturas e bioarmas em peso.

Ainda, se a delegacia rebuscada do título anterior parecia surreal demais, as ruas, as vielas, os restaurantes e até as casas de Resident Evil 3 Remake — com ambientação realista, palpável e familiar — dão o tom desta vez.

Modos extras

Diferentemente de Resident Evil 2 Remake, desta vez a Capcom parece não estar focando em modos bônus que agregam à campanha single player — pelo menos por ora. Em vez disso, a aposta é outra: um jogo inteiro que é 100% online e em multiplayer, chamado de Resident Evil Resistance.

Portanto, o clássico Mercenaries, estreado no terceiro game, está de fora. Contudo, a empresa promete uma experiência com um fator replay bem maior que é basicamente um multiplayer assimétrico. Mas o que é isso exatamente?

Assim como em Dead by Daylight, Friday the 13th e outros, Resident Evil Resistance coloca quatro jogadores contra um. Traduzindo o conceito para a jogabilidade, há quatro sobreviventes que devem escapar das armadilhas do Mastermind, um jogador que escolhe um vilão da série (Spencer, Alex Wesker, Daniel Fabrón, Annete Birkin e outro) e assiste a toda a partida através de câmeras, para dificultar a vida dos demais.

O tempo é vital: os personagens devem cumprir três objetivos distintos em diferentes partes de cada mapa, mas cada erro (como dano ou caminho errado) custa tempo dos jogadores. Já o antagonista tem um arsenal de cartas específico para cada vilão, e cada uma delas custa uma quantidade de “mana”; cabe ao Mastermind enviar diversos inimigos mais baratos ao cenário ou esperar a barra de mana aumentar para usar cartas mais fortes.

Completando com a cereja do bolo, cada vilão também tem um golpe “ultimate” em que envia diferentes bioarmas para os outros enfrentarem, como Tyrant, William Birkin e outros. Para contra-atacar as ameaças, os sobreviventes podem escolher personagens de diferentes classes, como Tanks, Suportes ou até Hackers para invalidar as câmeras que o vilão utiliza para observar o mapa.

A grande sacada do fator replay reside em desbloquear diferentes habilidades e equipamentos conforme for ganhando experiência para os sobreviventes ou cartas novas para os Masterminds. Se o jogo tiver a qualidade esperada, pode esperar dezenas de horas em partidas multiplayer que dependem de uma grande coordenação em equipe para fugir das garras dos vilões — ou para aniquilar todos os sobreviventes antes que o tempo esgote.

Mecânicas novas

Seguindo a onda do segundo game, Resident Evil 3 Remake traz uma série de mudanças de jogabilidade para comportar uma experiência revitalizada. Portanto, deve haver adições mecânicas que facilitam a jogatina, do mesmo modo que em Resident Evil 2 Remake.

Contudo, há diferenças. Os contra-ataques de armas secundárias estão de fora dessa vez e as facas ou granadas não servem para fugir de golpes dos monstros. Em contrapartida, Jill tem mais golpes com a faca, que é infinita, bem como um arsenal e um leque de recursos maior à sua disposição.

Barril de gasolina: não é bem uma arma, mas é um excelente auxílio contra grupos de dois ou mais zumbis, ou até mesmo Nemesis.

Gerador elétrico: também novidade neste remake, os geradores estão espalhados pela cidade em pontos específicos. Ao atirar neles, é possível criar uma descarga elétrica que atordoa grupos de zumbis e até o próprio Nemesis.

Finta: uma mecânica muito poderosa inserida em Resident Evil 3, a esquiva possibilita lidar com o perigo apenas se esquivando do inimigo. Apesar de não ser uma arma, utilizar essa mecânica a seu favor acaba se tornando a melhor opção em diversos casos. Contudo, se você errar o tempo do golpe, pode ficar em uma posição capaz de causar mais danos do que benefícios.

Mecânica de escape: embora Resident Evil 3 Remake não tenha as armas para contra-ataque, isso está contextualizado. Jill e Carlos têm muito mais experiência de combate e, ao receberem ataques, podem tentar se desvencilhar mais rapidamente das garras do inimigo apertando repetidamente o botão de ação, que diminui o dano recebido.

Desvio crítico: no original, se você apertasse o botão de ação enquanto mirava no último momento de um ataque, desviava do golpe. A tradução no remake para essa mecânica é o desvio crítico, em que Jill escapa de forma mais habilidosa com um pulo e ainda pode atirar no ponto fraco do inimigo. Contudo, para a realizar a ação é necessário apertar o botão da Finta no último instante do ataque.

Lançamento

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Design: Fernando Perazzoli @lowcade

Redação: Vinicius Munhoz @viniciussmunhoz

Redação: Valdecir Emboava @valzinnn