Como evolução natural da cadeia de avanços da indústria, The Last of Us Part II se propõe a escalonar tudo o que funcionou em seu antecessor em vários aspectos: narrativa, desenvolvimento de personagens, duração de campanha e, é claro, gameplay, que mistura ótimas doses de ação, aventura e um senso de horror de sobrevivência temperado com o viés de terror que o jogo tem.

O título traz uma série de novidades que não só aprimoram as mecânicas do primeiro game como também implementam novidades, a exemplo do botão de salto, um comando para Ellie se deitar no chão (e não apenas agachar), o uso de arco e flecha, o combate corporal refinado, entre outros. Parte disso resulta da exploração, que oferece recompensas muito mais substanciais.

Exploração: menos linear, mais recompensadora

A Naughty Dog sempre soube trabalhar com a fórmula da “exploração otimizada”, espremendo, ao máximo, cenários que são lineares e obedecem a uma limitação de design. Esses momentos buscam oferecer contemplação, geralmente carregada de uma boa direção de arte, técnicas que sustentam visual e ritmo.

Foi assim com o primeiro The Last of Us, Uncharted 4 e Uncharted The Lost Legacy, títulos que, com essa linearidade, trouxeram cenários imensos, que premiam o jogador curioso no perfil atiçado por revirar cada canto. Em The Last of Us Part II, o objetivo é evoluir esse conceito com um sentimento de gratificação, muito além de mera contemplação.

Diversos recursos podem ser encontrados dentro de armários e gavetas, atrás de sofás, debaixo de camas, em pias de banheiro e cozinha. Permita-se ser guiado para locais improváveis e não duvide de sua intuição, pois você pode encontrar itens que não sejam apenas sucata.

Não podemos nos esquecer dos colecionáveis, elementos fundamentais de uma experiência concebida por esse estúdio. Em The Last of Us Part II, bilhetes, arquivos, anotações e cartas podem ser achados nos confins das regiões exploráveis — alguns easter eggs também estão ali para fazer tributo a outros títulos da desenvolvedora.

Exploração mais “vertical” e novas abordagens furtivas

Dois comandos bem-vindos foram implementados em The Last of Us Part II: um botão dedicado ao salto, não apenas para escalar ou rolar; e a opção de Ellie se deitar no chão, que ocorre após o jogador segurar o círculo no controle do PS4.

O salto em si, se pararmos para refletir friamente, é comum, certo? Indo além, a reflexão é: o que está por trás da inserção desse comando? “Ampliamos os cenários com o uso da corda também, pois queremos dar mais liberdade ao jogador”, explicou a Naughty Dog.

A corda, elemento de grande vigor nos títulos Uncharted, dá as caras em The Last of Us Part II justamente para “quebrar” a cadência do jogo e oferecer novas camadas à exploração. Os movimentos e as animações de Ellie buscam fazer a mesma correspondência nesses trechos verticalizados.

Um comando dedicado para a protagonista se deitar também visa oferecer um novo panorama para as abordagens sorrateiras, permitindo que ela se esgueire em arbustos e elabore outras táticas furtivas que não estariam ao alcance sem esse recurso.

Embora a mecânica dificulte o olhar do inimigo, isso não impede que ele consiga localizar a garota caso se aproxime muito. Detalhe: há cães farejadores que sentem o cheiro dela a distância, e não há mato que possa camuflar esse efeito.

Arco e flecha e opções silenciosas a distância

Conforme demonstrado em alguns trailers de The Last of Us Part II, Ellie terá à disposição um arco e flecha, que ajuda a robustecer as investidas sorrateiras. Ela pode utilizar o equipamento até mesmo enquanto estiver deitada, mas tenha cuidado para não se empolgar: naturalmente, isso a deixa exposta.

“As novas opções significam também novos desafios. O crafting permite explorar diversas linhas de abordagem”, enalteceu a Naughty Dog. A criação de itens será mais bem explicada no próximo tópico.

O arco e flecha é uma arma mortal no arsenal de Ellie. Sua eficiência requer apenas um tiro certeiro para que o inimigo seja abatido a distância e de maneira silenciosa. Se você for bem-sucedido ao acertar uma flecha na cabeça do oponente, existe a chance de conseguir recuperar o item para reutilizá-lo.

Assim como no primeiro The Last of Us, supressores improvisados podem ser criados a partir da sucata coletada ao longo da jornada. Trata-se de um acessório caseiro que “abafa” o barulho do disparo de pistolas, mas que quebra após três tiros.

Loot e crafting

Se as palavras loot e crafting não forem tão familiares para você, a gente explica: basicamente, loot é a coleta de itens utilizados como recursos para a fabricação de armas e outros equipamentos; em tradução literal, algo como “sucata” mesmo, como os parafusos e as pílulas que Ellie encontra pelo caminho.

Crafting, por sua vez, é a mencionada criação de itens, e The Last of Us Part II tem uma série de linhas de aprendizado. A protagonista precisa dominar as etapas necessárias para fabricar coisas diferentes, algo que acontece a partir de manuais que são coletados na aventura.

As armas brancas, cruciais nas lutas corpo a corpo, também podem receber “remendos” com o uso das habilidades de crafting, tornando-as ainda mais letais e duradouras. Há diversas variantes: taco de beisebol, martelo, facão, pedaço de tábua…

O mesmo serve para as armas de fogo e seus aprimoramentos: o rifle, por exemplo, pode ganhar uma mira telescópica e se transformar em uma sniper; a 12 pode ter menos coice e boa cadência; as pistolas podem ter o cão aprimorado para oferecer mais precisão. Tudo isso acontece nas mesas de trabalho que Ellie encontra no decorrer da história.

Sistema brutal de combate

Como um título que leva o selo de qualidade da Naughty Dog, The Last of Us Part II aprimorou o sistema de combate nos dois principais âmbitos em que opera: encontros corporais e troca de tiros. As finalizações, nos momentos em que Ellie executa um golpe de nocaute nos inimigos, estão ainda mais brutais e realistas, característica que reflete a atmosfera violenta do jogo e seu tom acinzentado. Alguns inimigos podem fraquejar após levar um tiro, ficando expostos para que você arremate.

Outro aspecto de suma importância em The Last of Us Part II, assim como no primeiro, diz respeito ao gerenciamento de munição: você está em um mundo pós-pandêmico, hostil, em que os recursos são escassos e as balas são contadas a dedo. Faça cada tiro valer e organize seu inventário com sabedoria. Como a própria Naughty Dog disse, é preciso “fazer escolhas e saber conviver com elas” na trama.

Um disparo de 12, por exemplo, pode só valer a pena para criaturas maiores e combate a curta distância; já os projéteis de pistola podem ser reservados para a cabeça de humanos. Controle sua munição.

Não deixe de conferir as outras seções deste dossiê, especialmente para saber mais sobre os inimigos, demais personagens e, é claro, a história e o mundo de The Last of Us Part II.

A história até agora…

Quando foi anunciado durante a E3 de 2012, The Last of Us parecia ser só mais um jogo de zumbi sem nada muito inovador além do sistema de criação, que parecia bastante promissor. O que ninguém esperava é que o título criaria um padrão para jogos single player e se tornaria referência no mercado, influenciando jogos como God of War (2018) e produções cinematográficas como Logan. O forte apelo emocional, a jornada e o vínculo familiar acabaram se tornando referências para games com o selo PlayStation.

O outbreak day

Já é noite, no fim de mais um dia de trabalho em uma cidade do Texas. Joel comemora o aniversário com a filha Sarah, que acaba de presenteá-lo com um relógio que não funciona. Apesar do defeito, está carregado com o mais puro sentimento de amor.

Tudo está normal demais nessa noite. Então, sem aviso e da forma mais brutal possível, Joel, Tommy (seu irmão mais novo) e Sarah acabam em uma fuga desesperada pelas ruas de Austin. O motivo? Muitas pessoas estão fora de si e atacando umas às outras, como se fossem zumbis.

Em meio à corrida, Joel é obrigado a lutar para sobreviver em uma cidade infestada de criaturas que não havia visto nem em seus piores pesadelos. Suas motivações são dizimadas a zero quando a filha morre em seus braços, partindo e deixando um enorme vazio em seu peito. A partir daí, a história é maquiada por 20 anos de jornada em um mundo pós-apocalíptico.

20 anos depois…

Tanto tempo depois do surto e da morte da filha, as motivações de Joel agora são outras. A figura paterna desapareceu e deu lugar a um homem brutal, impiedoso e experiente, que sobreviveu por longos 20 anos nesse mundo tomado por “zumbis” e outras criaturas horríveis: a raça humana.

Joel se torna blindado contra qualquer relação familiar, e não é para menos: sua única amiga, se é que podemos classificar assim, era Tess, uma contrabandista que o ajudava em suas missões clandestinas pelo mundo pós-apocalíptico.

Toda essa carcaça que ele criou ao longo dos anos está prestes a cair, já que lhe foi designada a importante missão de transportar uma carga viva até o outro lado do país. É aí que entram Ellie e o começo da redenção de Joel.

A cura da humanidade

Apesar de ter nascido em um mundo caótico e brutal, Ellie é uma adolescente bem tagarela e traz consigo uma luz que vai iluminando aos poucos o processo de redenção de Joel. Além de ter tantas boas qualidades, a garota é imune ao Cordyceps e, consequentemente, a cura da humanidade, que há muito espera uma vacina.

A missão de Joel é transportá-la em segurança até os Vagalumes, uma das organizações que são malvistas por grupos de militares governamentais. A princípio, Ellie deve ser levada para uma prefeitura fora da zona de quarentena de Boston, onde Joel morava.

Tess, que acompanha Joel nessa empreitada, acaba sendo infectada em uma batalha sangrenta contra Corredores e Estaladores. Ela se sacrifica para que Joel e Ellie possam sair vivos dali e cumpram suas missões — então sobram apenas os dois.

Relação nada amistosa

Durante boa parte da caminhada até o outro lado do país, os personagens vão desenvolvendo uma relação, e não é nada fácil para Joel ter que cuidar de uma garota que tinha muitas das qualidades de sua falecida filha.

Depois de saírem da cidade de Bill, um amigo de Joel que lhe devia favores, eles chegam a um local ocupado por outro grupo de seres humanos, os Caçadores, composto por assassinos sem amor à vida e que matam por prazer.

Nessa cidade, conhecemos Sam e Henry, irmãos à procura de recursos para a comunidade em que vivem. Os dois acabam se tornando excelentes aliados e, juntos, dão início a uma fuga para saírem vivos dali.

Como uma boa ambientação pós-apocalíptica, essa união termina com um desfecho chocante, que eu jamais esperava ver em um jogo de video game. A relação de Joel e Ellie nunca mais é a mesma depois desse terrível acontecimento.

Família reunida

Finalmente chegamos a uma usina hidrelétrica nos arredores do condado de Jackson, lugar próspero onde Tommy (irmão de Joel) morava. Vale lembrar que é um local conectado aos acontecimentos de The Last of Us Part II.

O contrabandista precisa da ajuda do irmão — que em uma parte desses 20 anos foi um importante membro dos Vagalumes — para encontrar o grupo e entregar Ellie. Esse momento é consideravelmente marcante, pois finalmente vemos Joel se entregando aos poucos à relação entre pai e filha.

Tommy orienta o irmão mais velho a ir para uma universidade localizada no leste do Colorado, que é um suposto centro de pesquisa dos Vagalumes. Mas o destino é, mais uma vez, inclemente com os protagonistas.

A redenção do contrabandista

A relação dos personagens se intensifica quando eles estão prestes a sair da usina hidrelétrica. Joel começa a abrir seu coração aos poucos e dá os primeiros sinais de sua redenção. Depois de explorar totalmente a universidade, ele descobre que os Vagalumes já não estão mais ali, pois migraram para um hospital em Salt Lake a alguns dias de distância dali.

Durante a fuga, eles encontram mais uma vez os Caçadores, que estavam em seu encalço. Joel acaba sofrendo um acidente fatal, o que obriga o jogador a controlar Ellie para procurar recursos e salvá-lo. Nesse período na pele da jovem, conhecemos David, o líder dos Caçadores que aterrorizam a cidade onde Sam e Henry procuram suprimentos.

O destino não é nada cortês com Ellie; ela é raptada por esse maníaco e presa em uma cela. A situação se agrava ainda mais quando ela descobre que o grupo é composto não apenas por assassinos de sangue frio mas também por canibais.

Enquanto Ellie está confinada, o jogador novamente se vê no controle de Joel e deve resgatá-la. O personagem, que antes estava em processo de redenção, é obrigado a revisitar o lado sombrio que o acompanhou por 20 anos. Uma verdadeira caça, com cenas de tortura, é iniciada para salvar a garota, que agora já não é mais uma simples “carga” para o contrabandista.

Ellie consegue fugir da cela e começa a se esgueirar pelas ruas estreitas do acampamento dos Caçadores até que é novamente capturada por David. Uma intensa batalha é iniciada, e outro desfecho chocante faz respirar fundo e refletir sobre o que seres humanos são capazes de fazer em situações de vida ou morte. Joel chega e conforta a garota em seus braços.

A fera indomável

Finalmente Joel e Ellie chegam ao hospital de Salt Lake, após um percurso nada amistoso que resulta nos dois personagens em coma. Nesse momento, os Vagalumes chegam e os capturam.

Joel acorda e encontra Marlene, a líder dos Vagalumes que lhe deu a missão de entregar Ellie com vida para a organização. Ela fica impressionada com o fato de os dois terem sobrevivido e chegado tão longe com poucos recursos, mas agradece e diz que Ellie será sacrificada pelo bem maior da humanidade — é necessário tirar o fungo de seu cérebro, e isso resultará em sua morte.

Obviamente, Joel discorda da situação e, mais uma vez, é obrigado a ativar seu lado brutal para salvar a garota que lhe trouxe redenção. Uma batalha sangrenta é travada nos corredores do hospital, resultando na aniquilação de grande parte dos Vagalumes.

Ellie é salva em uma das cenas mais tristes e reflexivas dos games e faz questionar: Joel está certo ou errado em contrariar tudo e todos para salvar a garota?

Mentira e sentimento de culpa

Os dois mais uma vez se veem em uma jornada de volta para a cidade de Tommy, dessa vez sem muitas delongas. Joel conta uma mentira para Ellie, para justificar a fuga do hospital, alegando que ela não é a única e que existem outras pessoas imunes ao Cordyceps.

A história chega ao fim no condado de Jackson, com a desconfiança de Ellie nas juras de Joel, a figura paterna que ela nunca teve.

A DLC Left Behind

Muito se questiona sobre como Ellie consegue ser imune ao Cordyceps, mas, aparentemente, esse é um mistério sem respostas. Talvez a única faísca de esperança seja o dia que ela descobriu que era imune, em uma das cenas mais traumáticas da vida.

Minha melhor amiga

Riley já está com os Vagalumes há algum tempo e Ellie espera todos os dias por respostas de sua melhor amiga, afinal é a única com quem ela realmente se importa. A vida é pacata dentro da zona de quarentena de Boston, e ela vive se questionando se vale a pena ser livre como Riley.

Em uma noite, sem aviso, Riley volta para a zona de quarentena e aparece na porta do dormitório de Ellie, mas está diferente. Suas expressões são sérias, como se tivesse acabado de passar por uma fase difícil em sua vida de liberdade ao lado dos Vagalumes. Ellie fica feliz em ver a amiga, mas logo toda a felicidade vira questionamento: por que você me abandonou?

Meses depois

Alguns meses depois de ter visto a melhor amiga pela última vez, Ellie está bem longe da zona de quarentena onde vivia — e quando digo longe significa muito distante mesmo.

Depois da terrível e brutal luta na universidade que antes servia para fins científicos aos Vagalumes, Ellie se encontra em uma situação bastante delicada. Joel sofreu um ferimento fatal durante a briga, então seu dever é tomar conta dele.

Para cuidar do homem que há pouco se tornou uma espécie de figura paterna, Ellie entra em um shopping em busca de suprimentos, um local muito semelhante ao qual Riley a levou alguns meses atrás.

Passeio no shopping

Enquanto procura suprimentos para Joel, Ellie tem vislumbres do dia em que Riley a levou em um passeio pelo shopping da zona de quarentena; uma surpresa que a garota jamais esqueceria em sua vida nesse mundo caótico e sem esperança.

Quando voltou da missão com os Vagalumes, Riley queria recompensar Ellie por tê-la abandonado e preparou o passeio. Um passeio no shopping? Que coisa banal, não é mesmo? Sim, mas não para as duas adolescentes, já que suas únicas obrigações na vida eram servir ao regime militar das zonas de quarentena.

Depois de todo o esforço para chegar ao sistema de eletricidade do shopping, elas finalmente conseguem ligar a energia e vivem lindos momentos de um inocente e verdadeiro romance que logo é interrompido por um imprevisto.

Devo proteger Joel

Enquanto lembra seus momentos com Riley, Ellie luta para manter Joel longe dos Caçadores, que invadem o shopping à sua procura. É uma verdadeira odisseia reunir os suprimentos necessários para salvar Joel, com situações pelas quais uma jovem de 14 anos jamais deveria passar.

Como o mundo pós-pandêmico é impiedoso e cruel, Ellie precisa tomar as rédeas da situação e se livrar dos inimigos para conseguir salvar o homem que se tornou uma espécie de guardião para ela. É difícil matar todos os Caçadores e Estaladores dentro do shopping? Claro que é. Mas ela tira de letra. Logo depois, aplica os remédios em Joel e sai daquele lugar imundo. Ao olhar para trás, ela se lembra de Riley e das boas lembranças da falecida amiga.

Amor até o fim

De repente, uma enxurrada de Estaladores e Corredores invade o shopping em que as meninas se divertem. Riley imediatamente adota uma postura mais séria e saca sua arma para defendê-las. Uma batalha pela vida se inicia e os momentos mágicos logo se tornam um terrível pesadelo.

Felizmente, as duas conseguem sair com vida dessa primeira batalha, mas o destino não facilita. Enquanto estão encurraladas, Ellie se atrapalha e cai no meio dos monstros; Riley imediatamente vai ajudar e mais uma vez o mundo de The Last of Us se mostra impiedoso.

Ambas são feridas pelos Corredores. E todo mundo sabe o que acontece quando uma pessoa é mordida por um infectado; todo mundo conhece esse triste e doloroso fim. Todos, menos Ellie.

Personagens

Ellie (sobrenome nunca revelado oficialmente)

  • Local de nascimento: Boston (zona de quarentena)
  • Ocupação: patrulheira do condado de Jackson
  • Idade: 19 anos

Durante os acontecimentos de The Last of Us Part I, Ellie é uma garota corajosa de apenas 14 anos de idade que cresceu nesse mundo difícil, sendo tudo o que ela conhece. Órfã, ela é criada em um colégio interno administrado pelos militares da zona de quarentena. A garota sempre foi muito curiosa sobre o mundo fora dos muros e é bem sábia e madura para a idade; além disso, é totalmente capaz de cuidar de si mesma e daqueles que a rodeiam. Ellie ama histórias em quadrinhos e coisas sobre o espaço.

Joel Miller

  • Local de nascimento: Texas
  • Ocupação: marceneiro (antes do surto), ex-contrabandista (durante o primeiro jogo) e responsável pela segurança de Jackson (TLOU: Part II)
  • Idade: entre 50 e 55 anos (atualmente)

Antes um pai amoroso, Joel é endurecido pela devastação causada pela pandemia de fungos, tendo perdido o que tinha de mais precioso na vida, a filha Sarah. Enquanto vive em uma das poucas zonas restantes de quarentena controladas por militares, atua como contrabandista do mercado paralelo. Seu jeitão vai amolecendo quando conhece Ellie, que hoje ele considera como filha.

Antony Miller

  • Local de nascimento: Texas
  • Ocupação: trabalhava com Joel (antes do surto), ex-contrabandista e ex-Vagalume
  • Idade: entre 40 e 50 anos (atualmente)

Tommy é o irmão mais novo de Joel. Quando o surto tem início, é ele quem vai salvar Joel e Sarah de carro para que possam fugir da cidade. Logo após os primeiros anos da crise, ele tenta viver como contrabandista com o irmão, mas devido ao que precisam fazer para sobreviver, além da tirania dos militares, passa a ter pesadelos e resolve se juntar a uma organização conhecida como Vagalumes. Após os eventos do primeiro game, Tommy vive no condado de Jackson, lugar que ele mesmo ajudou a construir e fortificar ao lado de sua esposa, Maria.

Maria

  • Local de nascimento: desconhecido
  • Ocupação: líder da comunidade de Jackson
  • Idade: entre 45 e 50 anos (atualmente)

Maria é esposa de Tommy, a comandante da colônia estabelecida no condado de Jackson. Por mais compreensiva que seja, não gosta nada quando o marido resolve ajudar o irmão a levar Ellie até os Vagalumes. Apesar disso, fica feliz em receber Joel de volta quando ele retorna de Salt Lake com a garota. Hoje, Maria está bem mais sábia e é extremamente respeitada pelo povo de Jackson, agindo como uma verdadeira líder.

Marlene

  • Local de nascimento: desconhecido
  • Ocupação: uma das líderes dos Vagalumes
  • Idade: entre 40 e 45 anos (quando morreu)

Uma das lideranças dos Vagalumes, Marlene luta contra a tirania dos militares nas zonas de quarentena para tentar restaurar uma forma funcional de governo. Ela é amiga de Anna, a falecida mãe de Ellie, e promete cuidar da garota. Marlene sofre muito com um grande dilema: cumprir a promessa que fez para a amiga ou entregar o destino de Ellie aos Vagalumes, para que exista a chance de uma cura ser criada.

Dina

  • Local de nascimento: desconhecido
  • Ocupação: patrulheira do condado de Jackson
  • Idade: bem próxima da idade da Ellie

Em algum momento, Dina se muda para Jackson, sob a liderança de Tommy e Maria, onde conhece e namora um rapaz chamado Jesse, mas eles terminam por razões desconhecidas. Alguns dias após o término do relacionamento, há uma celebração em uma igreja dentro do assentamento; ela convida Ellie, que está bebendo no bar, para dançar. Enquanto dançam, Dina a beija.

Jesse

  • Local de nascimento: desconhecido
  • Ocupação: patrulheiro líder do condado de Jackson
  • Idade: um pouco mais velho que Ellie e Dina

Assim como Dina, não se sabe quando Jesse chega a Jackson, mas ele já está lá quando ela chega. Durante uma festa no assentamento, Jesse fica com ciúmes quando vê a ex-namorada dançar com outro garoto do grupo. Ele vai para o bar falar com Ellie e conta que Joel havia brigado com ele mais cedo, mas a conversa é interrompida quando Dina puxa Ellie para a pista de dança.

Yara

  • Local de nascimento: desconhecido
  • Ocupação: ex-Serafita
  • Idade: desconhecida, mas mais nova que Ellie

Não se sabe muito sobre o passado ou a vida de Yara, apenas que é a irmã mais velha de um garoto chamado Lev. Ambos deixam Emily e os Serafitas por motivos não revelados. Em um trailer exibido durante a PGW 2017, Yara aparece ao lado de Lev enquanto eles lutam contra Emily e seus dois capangas; dois homens a capturam e batem no braço esquerdo dela com um martelo.

Lev

  • Local de nascimento: desconhecido
  • Ocupação: ex-Serafita
  • Idade: desconhecida, mas mais novo do que a irmã, Yara

Pouco foi revelado sobre Lev, mas sabe-se que é mais novo que a irmã, Yara. No trailer revelado na PGW 2017, ele ajuda Yara, matando com seu arco um homem que a ataca. Logo depois, ela ordena que Lev liberte a mulher não identificada que está amarrada com eles.

Emily

  • Local de nascimento: desconhecido
  • Ocupação: Serafita
  • Idade: desconhecida

Emily é membro dos Serafitas e faz algum tipo de ritual macabro com os prisioneiros, dizendo que eles são executados porque estão alinhados com o pecado. No trailer da PGW 2017, ela se prepara para executar uma mulher, mas para quando uma prisioneira chamada Yara chega. A outra desconhecida aproveita uma oportunidade para estrangular Emily com as pernas, e Yara a acerta com um golpe na cabeça.

Os inimigos

Corredores (Runners)

Os Corredores são inimigos que estão no primeiro estágio da infecção pelo Cordyceps, fase que se inicia após um ou dois dias de exposição. Nesse nível, o infectado tem grande aumento de irritabilidade e hostilidade em relação aos outros, mas pode ser facilmente derrotado com tiros, golpes de armas brancas e outros ataques simples. Diferentemente de outros inimigos, ainda têm visão, mas bem turva. Sua aparência é próxima da de um ser humano.

Espreitadores (Stalkers)

Espreitadores são o segundo estágio da infecção. Assim como os Corredores, ainda preservam a visão, mas são muito mais perigosos e rápidos, fazendo pouquíssimo barulho quando se movimentam, aproximando-se de suas vítimas w se escondendo em cantos escuros. Esse estágio pode se desenvolver entre uma semana e um mês após o contágio.

Estaladores (Clickers)

Os infectados no terceiro estágio são conhecidos como Estaladores. Para alcançar esse nível, a contaminação deve passar de um ano, e, por conta dessa exposição prolongada, eles têm uma força que supera significativamente a média humana. Como os fungos ocupam quase o rosto inteiro desses seres, eles já perderam completamente a visão, então se movimentam por ecolocalização com ruídos que parecem estalos — por isso o nome.

Trôpegos (Shamblers)

Os Trôpegos têm esse nome por se movimentarem de uma maneira estranha, parecendo que estão sempre prestes a cair, o que se deve ao peso dos aglomerados de pústulas que têm nas costas. Esses inimigos pulverizam um ácido gasoso e mesmo após derrotados oferecem muito perigo, pois explodem violentamente, jogando essa substância corrosiva no ar.

Baiacus (Bloaters)

Os Baiacus são o último e mais poderoso estágio do Cordyceps, podendo levar anos para atingirem esse estado. Eles são cobertos por fungos grossos que atuam efetivamente como armaduras que os protegem de golpes e tiros, mas geram uma desvantagem por conta do peso, que os deixa bem lentos. Os Baiacus são extremamente fortes e conseguem rasgar uma pessoa ao meio facilmente, além de terem um ataque de longa distância, arremessando pedaços de sua carapaça que liberam toxinas.

Inimigos humanos

Lobos (WLF)

A Frente de Libertação de Washington (Washington Liberation Front, em inglês) é informalmente chamada de Lobos por conta de sua sigla, WLF, que parece a palavra em inglês wolf. É uma organização militante em The Last of Us Part II. Ao longo dos anos, eles se tornam xenófobos, confiando apenas uns nos outros e agindo hostilmente com estrangeiros.

Serafitas

Um culto que foi visto no trailer da E3 2018. Os Serafitas praticam uma forma de sacrifício ritualístico, pendurando suas vítimas pelo pescoço e abrindo-as, dizendo que estão “em comunhão com o pecado”. Eles também chamam os infectados de demônios e têm cicatrizes nas bochechas.

Armas

Arco

Um companheiro para todas as horas, principalmente naquelas em que você quer ser sorrateiro e silencioso. O arco é uma arma extremamente eficiente tanto contra humanos quanto infectados. Basta uma flecha certeira na cabeça para derrubar a maioria dos inimigos sem causar alardes.

Pistola

A peça básica de qualquer sobrevivente; é sempre bom ter uma dessas por perto em um mundo pós-apocalíptico. Tem ótima cadência de tiros e é a arma com o menor tempo de recarregamento. É possível acoplar um silenciador caseiro em seu bocal.

Revólver

Outra arma básica, que perde um pouco de cadência de tiro e velocidade de recarga para ganhar mais dano. Também é um bom companheiro para combates a curtas distâncias.

Rifle

Quando a ideia é se manter longe, o rifle é a melhor opção. É uma arma com alto dano, cujo impacto da bala pode desmembrar humanos e infectados. Quando usado com a lente de zoom, permite que o atirador se posicione a uma distância segura de seu alvo, mas é importante levar em consideração a queda do projétil durante o trajeto.

Escopeta

Se o seu negócio é causar a maior quantidade de dano possível, você precisa usar a escopeta. Também conhecida como 12, essa arma de grosso calibre é capaz de destroçar inimigos e causar um belo estrago.

O que é o Cordyceps?

Cordyceps (Ophiocordyceps Sinensis) é um tipo de fungo que ataca principalmente formigas e outros artrópodes, agindo como parasita e manipulando o hospedeiro para que ele aja de forma que possa espalhar seus esporos.

Basicamente, quando uma formiga é infectada, por exemplo, o fungo vai crescendo dentro do corpo dela e chega até o cérebro, fazendo com que ela suba até um ponto mais alto e a matando. Depois de um tempo, começam a surgir cogumelos, que saem do corpo morto e espalham esporos que caem nas formigas que estão embaixo, recomeçando todo o ciclo.

O sistema nervoso de humanos e de mamíferos menores é muito mais complexo do que o de uma formiga, por isso não existe a possibilidade de o Cordyceps nos infectar. Mesmo se pudesse, o fungo não conseguiria fazer o hospedeiro atacar outras pessoas; o máximo que conseguiria fazer seria conduzir o infectado até em um lugar alto para que liberasse esporos depois que morresse.

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Design: Fernando Perazzoli @lowcade

Redação: Bruno Micali @MicaliBruno

Valdecir Emboava @valzinnn

Ruan Segretti @SegrettiRuan