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A Evolução de Call of Duty: De 2003 a 2010

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Call of Duty é uma das franquias mais populares dos videogames das últimas duas décadas. Foram 14 jogos em apenas 15 anos. E diferentemente do caso dos jogos de esportes, cada título da série foi um blockbuster mais ambicioso que o outro.

Você não precisa gostar de CoD, mas não dá para ignorar o tamanho do seu impacto na indústria de games. Com esse retorno da série às suas raízes, a gente resolveu fazer uma retrospectiva em duas partes relembrando todos os jogos da série. Esta é a evolução de Call of Duty.

Call of Duty (2003)

O primeiro CoD usou o gráfico de Quake III Arena e foi produzido pela recém-fundada Infinity Ward, que foi formada por muitos desenvolvedores de Medal of Honor: Allied Assault. Jogos de Segunda Guerra Mundial eram um nicho bem manjado nos anos 90 e no início dos anos 2000, mas Call of Duty se destacou muito pelos seus gráficos, som e experiência cinemática. 

Sem contar na ótima inteligência artificial dos companheiros de batalha. O multiplayer não era ainda o foco principal, por isso o game trazia três campanhas, uma americana, uma britânica e uma soviética. Call of Duty foi um sucesso de crítica e 10 anos depois somou 4,5 milhões de cópias vendidas.

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Call of Duty 2 (2005)

Dois anos depois, a Activision lançava uma sequência. A campanha de CoD 2 trazia quatro campanhas dividida nas mesmas três perspectivas do jogo anterior e um modo multiplayer bem completo. As mecânicas estavam diferentes. Uma das mudanças mais importantes foi a introdução do sistema de regeneração de vida, que depois foi copiado por dezenas de outros games.

Mais uma vez o som e os gráficos foram elogiados, apesar de um controverso comercial de TV que mostrava cenas pré-renderizadas se passando por cenas in-game e que fez muita gente se sentir enganada.

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Foi o início de uma polêmica bem presente naqueles anos, envolvendo vários jogos que usavam screenshots photoshopados e vídeos de cenas que não correspondiam à qualidade gráfica dos produtos vendidos, os chamados “bullshots”.

Call of Duty 3 (2006)

Em 2006, Call of Duty se tornou uma franquia de lançamentos anuais e para que isso fosse viável, a Infinity Ward passou a fazer um rodízio de produção da série com o estúdio Treyarch, que fez a expansão Big Red One do segundo título. O game saiu para os dois Xbox, para os dois PlayStation e para o Nintendo Wii. Foi o único CoD da série principal a não sair para o PC.

Nesse terceiro título existiam quatro campanhas e um modo multiplayer ainda mais ambicioso. Mesmo com uma fórmula que estava começando a se desgastar, CoD 3 recebeu boas notas da crítica e vendeu ainda mais que seu antecessor.  

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Call of Duty 4: Modern Warfare (2007)

A franquia Battlefield, um dos principais concorrentes de Call of Duty, e na época essencialmente multiplayer, já tinha migrado para as batalhas modernas. Com a saturação do mercado de games da Segunda Guerra e com as guerras do Afeganistão e Iraque sempre nas notícias, foi inevitável: o quarto capítulo de CoD foi chamado de Modern Warfare e trouxe os conflitos para o século 21, incluindo localidades como o Oriente Médio.

Apesar de as pessoas terem gostado da história, foi o multiplayer de Modern Warfare finalmente consolidou a franquia nesse aspecto. A crítica adorou também os gráficos e o quão imersiva era a narrativa. Em apenas dois anos, o jogo vendeu quase o dobro daquilo que seu antecessor vendeu em sete anos.

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Call of Duty: World at War (2008)

Antes de mudar totalmente para as guerras modernas e futuristas, a série teve um último jogo ambientado na Segunda Guerra. World at War emprestava alguns novos paradigmas mecânicos de CoD 4, mas começava uma nova história com temas mais maduros.

Uma das principais inovações foi a introdução do modo Zumbi, uma modalidade do tipo horda cooperativa que acabou se tornando tradição na série.

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Call of Duty: Modern Warfare 2 (2009)

O sucesso de Modern Warfare rendeu dois anos depois uma sequência direta da história, acompanhando os capitães Soap e Price e mostrando a consequências do assassinato o ultra nacionalista Zakhaev. O jogo recebeu boas notas, mas foi criticado pela campanha curta e pouca inovação na narrativa.

Modern Warfare 2 ainda foi alvo de polêmicas, entre elas, a quarta missão da campanha em que o jogador se torna um terrorista que participa de um massacre de civis em um aeroporto. O trecho sensibilizou muita gente e deu munição para a mídia não especializada mais uma vez culpar os videogames pela violência no mundo. Apesar de tudo, o jogo bateu todos os recordes de venda dos seus antecessores e está entre os 25 jogos mais vendidos da História.

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Call of Duty: Black Ops (2010)

No rodízio de Segunda Guerra e Guerras Modernas, Black Ops chegou para oferecer algo novo. O jogo é uma sequência de World at War, mas se passa nos anos 60, durante a Guerra Fria. Por isso, a história aborda vários temas do gênero, como ameaças nucleares, agentes adormecidos e claro, operações negras da CIA.

Apesar da trama interessante, Black Ops foi criticado por ser pouco interativo, se assemelhando a um shooter sobre trilhos. Mais uma vez a série enfrentou polêmicas com uma missão em que o jogador precisava assassinar Fidel Castro. E mais uma vez recordes foram quebrados: Black Ops passou as vendas de Modern Warfare 2 e se tornou o game mais vendido de todos os tempos nos Estados Unidos e do Reino Unido até ser desbancado em 2014 por GTA V.

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Os anos seguintes da série CoD foram marcados por uma mudança radical da série, que abraçou guerras futuristas, bebendo de fontes como Halo e Titanfall. Foi também nos anos que se seguiram que a franquia foi pela primeira vez rejeitada pelo seu público mais fiel, pouco depois de alcançar sua marca mais alta nas vendas. Isso e muito mais você vai entender na segunda parte da Evolução de Call of Duty. 

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