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God of War: do pior para o melhor (ranking segundo o Metacritic)

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No momento, não se fala de outra coisa. A franquia God of War ganhou em 2018 o seu sétimo game, que acaba sendo um reinício bem interessante para a franquia. Então é um bom momento para a gente ranquear os quatro games da série principal, junto com os prólogos e interlúdios — apenas desconsiderando as coletâneas e relançamentos.

Mas aqui a gente classifica usando um método um pouco mais objetivo e mais próximo do consenso geral: o Metacritic. O Metacritic soma a nota de uma porrada de resenhas e faz uma média. E é com base nesse número que a gente vai enumerar as colocações. Vamos ranquear?

7. God of War: Ascension (2013) - Nota 80

Com a saga de Kratos supostamente concluída em God of War III, o estúdio Santa Monica achou que voltar e contar o passado do personagem era o melhor caminho. God of War: Ascension foi lançado em 2013 para o PlayStation 3 e acabou se transformando no "patinho feio" da série. A recepção foi morna já que agora a franquia exibia sinais de cansaço.

Ascension trouxe novas mecânicas que dividiram opiniões. Alguns críticos consideraram elas interessantes, outros diziam que o gameplay ficou mais raso e frustrante. Mas o controverso mesmo foi o multiplayer introduzido na série pela primeira vez — ideia que estava sendo enfiada goela abaixo em muitas franquias tradicionalmente single player.

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Foi especulado que a divisão dos esforços de desenvolvimento entre os dois modos resultou em uma campanha fraca. Mas provavelmente o Calcanhar de Aquiles de Ascension é que o jogo trazia praticamente a mesma fórmula usada nos cinco títulos anteriores.

Ele também acabou parecendo ultrapassado, principalmente quando lembramos que no mesmo ano estava saindo The Last of Us, o reboot de Tomb Raider, GTA V e Bioshock Infinite. A média do nosso último colocado ficou em 80, o que é uma ótima nota, mas fica um pouco aquém do que se espera da excelência de um God of War.

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6. God of War: Ghost of Sparta (2010) - Nota 86

Ghost of Sparta foi o segundo game de God of War feito para o PSP. Ele explora na trama a relação de Kratos com seu irmão perdido Deimos, mostra quem foi sua mãe e até justifica um pouco melhor seu ódio pelos deuses.

A história, que inicialmente foi planejada para ser usada em God of War III, conta como Kratos recebeu a sua cicatriz no rosto e sua emblemática tatuagem, em eventos que ocorrem entre o primeiro e o segundo game.

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Ghost of Sparta era maior e mais bonito que o último jogo de God of War para o console portátil da Sony, mas apesar de receber muitos elogios e notas positivas, foi ali que começou a se falar sobre o desgaste da franquia.

Basicamente, o jogo fazia tudo direitinho, mas não fazia nada muito novo. Para completar, ele saiu oito meses depois da conclusão da história de Kratos em God of War III, trazendo uma sensação de saturação. 

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5. God of War: Chains of Olympus (2008) - Nota 91

O outro God of War de PSP também foi feito pelo mesmo estúdio, a Ready At Dawn, que ficou conhecida em 2015 por The Order: 1886. A desenvolvedora teve a ideia de fazer um prólogo para preencher algumas lacunas da vida de Kratos. Novas mecânicas de combate, novos deuses e titãs e até a cidade de Atlântida marcam presença.

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Apesar de ser considerado curto, com uma campanha de 5 a 6 horas de duração, o jogo foi mundialmente aclamado. As avaliações elogiavam os belos gráficos em portátil, além de uma ótima adaptação dos controles, conhecidos nos dois God of War lançados até aquele momento, em uma plataforma que tinha menos botões. Chains of Olympus é o game mais bem avaliado de toda a história do PSP, com nota 91 no Metacritic.

4. God of War III (2010) - Nota 92

A chegada ao PlayStation 3 de uma série conhecida por sua mania de grandeza ganhou proporções megalomaníacas. God of War III continua exatamente onde seu antecessor parou, com Kratos subindo ao Olimpo para matar Zeus e qualquer um que estiver no caminho.

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Enquanto a história de God of War III mostra um Kratos odiável e nada humano — mesmo com a introdução forçada da relação com Pandora — ela é rica em variedade e conta com uma apresentação excelente, trazendo batalhas super ambiciosas e um jeito belo e minimalista de recapitulação e flashbacks.

A diversidade de mecânicas e a grande escala de cenários e batalhas com titãs ainda fazem de GoW III um jogo incrível até hoje. Muitos críticos na época o consideraram um dos games graficamente mais bonitos de todos tempos — ainda mais porque rodava tudo em tempo real. 

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3. God of War II (2007) - Nota 93

A medalha de bronze fica com o segundo game da série. God of War II começa com Kratos atuando como Deus da Guerra, seu retorno à mortalidade e sua inusitada aliança com os titãs para matar Zeus. O jogo saiu para o PS2 após o lançamento do PS3 e impressionou a todos por forçar ao máximo o hardware do console que já estava supostamente ultrapassado.

Ele refina tudo em relação ao primeiro jogo com uma trama mais complexa, level design mais agradável e um dos visuais mais belos do PlayStation 2, oferecendo momentos ainda mais incríveis que seu antecessor — como a luta contra o Colosso de Rodes. God of War II foi chamado em algumas resenhas de "uma verdadeira sequência" e um dos melhores jogos de toda a história da plataforma.

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2. God of War I (2005) - Nota 94

Para seu criador David Jaffe, o primeiro jogo da franquia foi uma resposta aos desenvolvedores japoneses que acreditavam que ocidentais não sabiam fazer games de hack’n slash. As resenhas de God of War I não só o elogiavam por oferecer um gameplay de combate extremamente agradável e responsivo, como também uma das mais belas e ambiciosas apresentações de história épica vistas até aquele momento.

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O jogo foi inspirado pelo filme Fúria de Titãs, assim como Indiana Jones, Zelda e Prince of Persia, com uma história envolvente e belos gráficos. A narração de Gaia, junto a trilha sonora epopeica, dava um ar de grandiosidade à experiência.

E a variedade de ambientes, muito bonitos e com características muito próprias, também foi um dos elementos mais aplaudidos nas resenhas. O fato de não haver muitos games sobre mitologia grega na época também causaram uma impressão maior de originalidade. 

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1. God of War (2018) - Nota 95

O recomeço de God of War saiu melhor do que a encomenda para a Sony. Em uma jogada ousada, o diretor Cory Barlog resolveu reformular elementos considerados sagrados na franquia e trazer nova perspectiva de visão, novas armas, nova mitologia, um novo Kratos, e até a introdução de um companion, um novo filho do protagonista.

Influenciado por narrativas mais sóbrias e humanas de jogos como The Last of Us, o novo God of War causou uma excelente impressão nos críticos, que tiveram acesso ao jogo muitos dias antes do lançamento — uma evidência do quão confiante a Sony estava no produto.

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Entre os aspectos mais elogiados pelos sites e revistas de jornalismo de games estavam a história, os personagens, as performances dos atores, os gráficos, a direção de arte e o combate. O jogo foi considerado uma nova conquista técnica e desbancou o próprio God of War de 2005 no ranking do Metacritic, se tornando o segundo também o segundo jogo mais bem avaliado do PlayStation 4, com nota 95, perdendo apenas para GTA V.

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E o seu ranking, como seria?

Mas apesar de darem um bom parâmetro de qualidade, notas não são tudo e nem podem definir com precisão nossa própria experiência com o jogo. Por isso eu queria saber como seria a ordem do seu ranking. Conte para a gente aqui nos comentários e aproveite pra mostrar essa lista pra aquele seu amigo ou amiga que adora God of War, para ver o quão diferente é a classificação deles.

E caso você tenha interesse, a gente preparou um resumão da trilogia God of War (parte 1, parte 2 e parte 3), contando de um jeito bem-humorado, para quem quiser relembrar da história antes de jogar o novo game. Meu nome é Guilherme Dias e você pode me encontrar no Twitter pelo @guisouzadias. Valeu pela companhia e até a próxima!

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