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Hands-on: Monster Hunter World Iceborne é a evolução perfeita do jogo base

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A Capcom está voando baixo e isso ninguém nega. Depois de deslanchar com Resident Evil 2, Devil May Cry V e trazer Street Fighter V: Arcade Edition em 2019, não há quem discorde que a empresa vive um bom momento (ou até mesmo afirmar que iniciou uma nova era de ouro). Apesar de esses games estarem mais frescos na memória, há uma gema que reluz forte até hoje: Monster Hunter World.

O jogo é nada menos que o título mais vendido da história da Capcom e, agora, vai ganhar uma nova expansão, Iceborne. O Voxel foi convidado pela empresa a jogar nada menos que seis horas do DLC do game e trazemos aqui as primeiras impressões desse conteúdo, que é gigantesco e recheado de novidades legais. Confira!

Uma evolução natural em todos os aspectos

A Capcom não credita Monster Hunter World como um “game as service”, mas a estrutura segue esse modelo, mesmo que de forma mais moderada. Desde janeiro de 2019, alguns monstros novos foram adicionados e pequenos ajustes implementados. Contudo, nada drástico até agora. Quem será o responsável por trazer os ventos da mudanças nas asas de Legianas e Velkhanas será Iceborne, que Traz diversas modificações mecânicas e novidades interessantes, incluindo a nova dificuldade Ranque Mestre, algo muito pedido pelos fãs.

Absolutamente tudo teve reajustes – e para melhor. Todas as armas ganharam golpes novos e habilidades gerais inéditas. Por exemplo: agora é possível usar qualquer cápsula da atiradeira com a arma empunhada, algo que era exclusivo da Espada e Escudo anteriormente. Além disso, novos engates de joias chegarão e muito mais – que, em grande parte, ainda não posso comentar por aqui.

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A Prendedora, o gancho que só usávamos raríssimas vezes, ganhou uma nova função. É possível se agarrar a qualquer monstro com a corda e desferir alguns ataques potentes – mas é preciso tomar cuidado, você não está isento de dano da mesma forma que no Rodeio.

A qualidade de vida melhorou de forma geral também. A base de Seliana, nas Fronteira Glacial (o novo mapa), é bem mais intuitiva e traz tudo o que você precisa com um alcance mais fácil. O quarto do caçador é bem mais customizável, a área de encontro tem todos os NPCs e retira o problema de loadings para atividades adicionais e por aí vai. Até no fim das quests há melhorias: você pode coletar todo o loot de uma só vez.

E, por se tratar de uma grande expansão, isso significa que a história também teve alguns avanços. Iceborne traz uma trama inédita que dá contexto para a exploração da Fronteira Glacial e motivos para revisitar Astera. Como sempre, o impulsionador da narrativa é o balaço do meio-ambiente, mas não posso dar muitos detalhes sobre isso.

ABanbaro, um dos monstros inéditos

O ponto mais importante é que Monster Hunter World: Iceborne é mais do que um DLC de conteúdo, é uma atualização geral de todo o game. A vila nova de Seriana é muito mais intuitiva, há quests novas, novos “mini-games” para conquistar itens e, principalmente, monstro inéditos e outros retornantes que são o elenco da franquia.

Novos monstros são bem interessantes

Durante as seis horas de jogatinas, tivemos a chance de enfrentar seis criaturas: Banbaro, Beotodus, Tobi-Kadachi Vípero, Pukei-Pukei Coralino, Paolumu Beladona e Barioth. Essa foi uma pequena amostra de um escopo maior, que traz monstros inéditos, subespécies inéditas e antigas criaturas retornando em World.

Todos eles apresentam o mesmo nível de detalhes que a franquia trouxe com o novo game, o que inclui batalhas territoriais e maior integração com o ecossistema dos mapas. O mais importante de tudo é que todos eles parecem diferentes e funcionam como um conteúdo adicional.

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Até mesmo as subespécies, como Paolumu e Pukei-Pukei, se mostraram bem distintas de suas versões originais – bem mais diferentes que Pink Rathian da Rathian normal, por exemplo. Eles não são as subespécies novas de World, mas certamente se parecem como a evolução que elas deveriam ter desde o início. E, mais que isso, todos eles são mais difíceis.

Atendendo aos pedidos, a dificuldade foi aumentada

Uma das maiores reclamações em relação ao jogo base era a dificuldade. Mesmo os monstros Tempered (e até Arch Tempered) não pareciam estar à altura das antigas quests G Rank dos jogos anteriores. Basta realizar uma busca rápida para ver jogadores matando de maneira solo ou em grupo os inimigos mais fortes do game em menos de 10 minutos.

Aparentemente, isso mudou bastante em Iceborne. Todas as quests que fiz durante as seis horas de gameplay foram consideravelmente mais difíceis. Mesmo nos monstros mais básicos, como o Paolumu Beladona, foi demorado terminar a quest com quatro pessoas na party. Já em casos como Pukei-Pukei Coralino, Tobi-Kadachi Vípero e Barioth a coisa ficou bem mais complicada. Não era impossível, mas certamente mais desafiador que as quests que estamos acostumados.

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Isso abre possibilidades de monstros mais fortes serem bem difíceis e no nível G Rank que todo mundo queria. E, para finalizar com chave de ouro, houve ajuste de dificuldade dinâmico no multiplayer, ou seja: Monster Hunter World agora ajusta a dificuldade se algum membro do grupo deixa a sessão – e também relativo ao número de pessoas antes de começar a quest. No passado, a dificuldade era para missões solo ou quatro jogadores.

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Certamente, seis horas pode parecer bastante tempo de jogatina, mas para Monster Hunter World: Iceborne isso é o equivalente a meia horinha de qualquer game comum. Em outras palavras, tudo parece bastante promissor, mas é preciso mais tempo para entender toda a complexidade e grandiosidade da expansão.

No momento, Iceborne é uma expansão que todo fã poderia pedir: diversas novidades mecânicas em todo o jogo, mais mini-games, melhorias de vida por toda a experiência, atualizações em armaduras e engastes, monstros e armas inéditas, adições de golpes e habilidades novas e, como não pode faltar, novas áreas e monstros para matar.

Monster Hunter World: Iceborne chega ao Xbox One e PS4 no dia 6 de setembro de 2019. A versão de PC chega no começo de 2020.

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