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Impressões: Code Vein está mais polido, robusto e com cara de Dark Souls

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Recentemente, a Bandai Namco fez um convite bem especial para o Voxel: testar uma nova build de Code Vein, game inspirado na fórmula Soulsborne que tem uma estética de anime e que está previsto para chegar em 2019 ao PS4, Xbox One e PC. Vale lembrar que o gameplay não foi do Beta aberto ao público, e sim de outra versão.

Para quem não se lembra, Code Vein estava previsto para chegar em setembro de 2018 aos consoles e PC, mas foi adiado para 2019. Agora, tivemos uma nova chance de testar uma build mais avançada, polida e robusta, que promete corrigir problemas técnicos e melhorar a experiência com o feedback dos fãs. Mas será que melhorou mesmo? Vem ver nossas impressões.

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Code Vein melhorou substancialmente

Uma das maiores reclamações do ano passado a respeito de Code Vein era o problema de performance e a leveza na movimentação dos personagens e inimigos. Na versão que testamos, o aprimoramento estava bem acima do esperado e me surpreendeu bastante.

Jogamos Code Vein em um PS4 Pro e claramente a resolução estava acima de 1080p – e a performance em 60 fps. Entretanto, durante as batalhas e exploração do mundo mais vasto, era claro que a performance caía dos 60 fps fixos, algumas vezes mais do que outras, mas longe do resultado infeliz que muitos jornalistas reportaram em 2018.

O combate e movimentação também parecem ter sido melhorados bastante em relação ao passado. A movimentação está bem mais cadenciada, lembrando mais Dark Souls do que God Eater, com golpes mais lentos, limitação maior na barra de stamina dos personagens e balanceando bastante os ataques comuns e o uso de parry durante as lutas. Nuances bem legais, sem dúvidas.

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Os golpes trazem mais peso e impacto nos adversários e tiram a impressão levemente genérica e leve que os materiais promocionais do ano passado causaram. Certamente, o tempo para polimento e refinamento do game foi bem-vindo ao valor da obra e isso só tende a melhorar até o lançamento.

Um game à la Dark Souls bem interessante

Colocando às melhorias de lado, Code Vein tem um valor de produção bem maior do que eu esperava. Pra quem não sabe, o game não é um AAA, mas as melhorias deram um tom mais “premium” à jogabilidade, com gráficos melhores, gameplay mais robusto e até mesmo cutscenes muito bem-feitas.

O que me surpreendeu bastante é que Code Vein pode até ser um jogo “de anime” com a fórmula Soulsborne, mas tem sua própria identidade e consegue se destacar entre seus semelhantes. O mundo interconectado pareceu interessante no curto tempo que tive contato, com itens, disposição de armadilhas e posicionamento de inimigos.

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O que mais chama atenção no jogo é a variação de “classes” e habilidades, o aumento de nível e a distribuição de status. Diferentemente de Dark Souls e até Bloodborne em que temos que aprimorar cada atributo (força, destreza, inteligência, etc) individualmente, Code Vein tem um level up numérico: junte a XP necessária e passe do level 1 para o level 2.

Cada status é atualizado em conjunto com o level e, apesar de parecer uma limitação, há um motivo para isso. O avatar (que é inteiramente personalizável e de uma forma bem vasta) pode equipar “codes” para mudar sua classe, que por consequência altera atributos. Portanto, os status estão ligados às classes.

É muito fácil trocar de classe e, aparentemente, teremos muitas delas. Na build que testamos, tivemos acesso aos codes Fighter, Ranger, Caster, Berserker e outros dois que não houve chance de testar. Cada um deles prioriza um tipo de arma (espadas e machados podem ficar pesados para um Ranger, por exemplo).

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Essa alteração de classes prática e rápida é o que dá diversidade a Code Vein, algo que outros títulos da fórmula carecem. Dificilmente um jogador tem uma build variada ou passa por mais de um estilo em jogos como Dark Souls. Esse dinamismo de Code Vein me chamou atenção e estou curioso para ver o leque de opções da versão final.

Cada classe também é equipada com suas próprias habilidades que dão maior profundidade ao combate. Algumas delas poderão ter skills compartilhadas no futuro, mas a ideia é que as habilidades garantam identidade para cada “code”. E, o mais legal de tudo, é que as skills não gastam stamina, mas sim um recurso à parte que está relacionado às características de um remnant, raça de “vampiros” do game. Para recuperar esse recurso, há ataques especiais, variando os ataques durante cada luta.

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E, por fim, vale ressaltar alguns elementos. Durante a jogatina, é possível morrer e recuperar a XP que você perdeu no mesmo lugar, similar à Dark Souls; também há a opção de comprar habilidades, recuperar itens de cura e fazer viagens rápida na “fogueira”, além de realizar upgrades nas armas que o jogador conquista.

O que precisa melhorar?

Por ora, Code Vein passou uma impressão bem positiva – muito mais do que eu esperava, inclusive. A Bandai conseguiu espantar o fantasma genérico do passado e dar um aspecto mais forte e com identidade própria, além de melhorar tecnicamente diversos elementos do combate.

A única reclamação até o momento é a performance. Ainda é difícil dizer como ela será nos consoles comuns (PS4 e Xbox One), mas no PS4 Pro ainda há quedas que podem ser bem bruscas em determinados momentos, mesmo que o objetivo seja 60 fps. Sem dúvidas, otimização é algo que a desenvolvedora precisa pensar neste momento.

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Tirando a performance, é difícil apontar problemas na breve demonstração que tivemos acesso. A realidade é que Code Vein está bem parecido com um jogo finalizado neste momento, mas que passa por fase de polimento. Com o desempenho técnico refinado, certamente Code Vein pode ser um game bem interessante em 2019.

Code Vein está previsto para chegar em algum momento de 2019 para o PS4, Xbox One e PC.

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