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Jogamos Devil May Cry 5: jogatina é a mistura perfeita entre DMC 4 e DmC

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A Capcom foi bem generosa conosco durante a Gamescom: não só nos convidou para jogar Resident Evil 2 Remake, como também nos deu a chance de testar pela primeira vez Devil May Cry 5. Por cerca de 20 minutos tivemos a chance de jogar alguns trechos da campanha de Nero e ver na prática como está a nova mecânica do Devil Breaker.

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Combate majestoso que mistura o velho com o novo

Sim, Devil May Cry 5 é incrível e não há palavra melhor para descrever. A Capcom com certeza deu uma espiadinha no que já havia feito e pegou uma colinha com a galera da Ninja Theory, dando uma mesclada entre o reboot de DmC: Devil May Cry e o antigo Devil May Cry 4. E na boa? Que bom que fez isso, porque uniu o útil ao agradável.

O combate de Devil May Cry 5 está espetacular. Por enquanto, ainda é cedo para ditar a qualidade da obra, mas ele tem o potencial de ser o melhor da série, pelo menos no que diz respeito ao sistema de luta. Os embates são extremamente fluidos e permanecem tão bons quando estavam em Devil May Cry 4, com robustez e agilidade na dose certa. E, para reforçar, a Red Queen, espada de Nero, continua excelente e traz todas as mecânicas anteriores, incluindo diversos combos clássicos.

Inclusive, há uma adição bem legal: a Blue Rose, pistola de Nero, tem muito, mas muito mais peso, tanto do ponto de vista do dano em luta quando de reposta tátil no controle mesmo. Parece que é dar um tiro de canhão e não mais macetar o botão de tiro para parecer uma metralhadora. Particularmente, eu amo a franquia Devil May Cry, mas sempre tive impressão que somente as armas explosivas (ou a shotgun de Dante de DMC3) tinham peso e as demais sempre foram “prolongadoras de combo”.

Felizmente o game não é apenas um repeteco. A Capcom realmente aprendeu com a Ninja Theory e trouxe algumas mecânicas mais agradáveis, começando pela câmera, que agora é totalmente livre. Para quem não se lembra, o último game da franquia, Devil May Cry 4 (vamos desconsiderar DmC por ele não ser da mesma cronologia nem da mesma desenvolvedora) ainda mantinha câmeras fixas em certos pontos, mas aparentemente isso acabou agora, igual DmC fez.

Outras coisinhas, como aprimoramentos no lock-on e até mesmo facilidade para desviar também foram pegas do Devil May Cry da Ninja Theory. As novidades são bem-vindas, claro, mas o brilho do combate é o outro: o Devil Breaker.

Devil Breaker é a evolução e profundidade que a franquia precisava

Por um momento, admito que fiquei receoso com a mudança. A mecânica do braço de Nero no game anterior era sensacional e realmente era esquisito que isso mudasse. Como eu errei feio! Do ponto de vista do gameplay, faz todo sentido que isso mude, porque o combate ficou muito, mas muito mais variado – apesar que ainda queremos saber como isso será explicado pela história.

Nero tem no total quatro itens de braço para utilizar, como se fosse uma munição. Ainda não sabemos quantos tipos existirão, mas pudemos jogar com dois: o Overture e o Gerbera. Overture é o que vimos nos trailers, que consegue dar choques, enquanto Gerbera faz com que Nero envie pulsos de força para afastar os inimigos ou se lançar no ar. Todas elas também tem um ataque especial que pode ser ativado ao segurar B/O, oferecendo ainda mais variedade para o gameplay.

ADevil Breaker

Não vou medir impressões aqui: essa novidade é simplesmente espetacular. A variedade de cada um é bem grande e é bem legal alternar nos estilos, criando combos diferentes. Inclusive, quando lutei contra o chefão Golias, utilizei Gerbera para me movimentar e esquivar no ar, algo que não é possível de outra maneira. Além disso, combinar combos e explodi-los para continuar o combo traz uma camada de profundidade ainda maior.

Mas tem uma sacada aqui: para trocar de braço, só destruindo o que está em uso. Explodir o Devil Breaker pode servir para trocar para o próximo ou pra se safar de algum ataque inimigo (Golias me engoliu e só consegui fugir ao apertar o LB/L1 para me salvar), o que é bem legal. E, mesmo que os braços acabem, você ainda pode utilizar a mecânica de agarrar os inimigos (uma cordinha sai do braço amputado do protagonista e funciona da mesma maneira).

Se eles acabarem, você sempre pode encontrar mais munição no chão, se é que podemos chamar assim, ou comprar com a Nico. Na demo, a amiga de Nero apenas aparecia em cena, mas não era possível comprar nada.

Gráficos crocantes em 4K e bem fluidos em 60 fps

Infelizmente, podemos falar pouco da história e do clima da trama, pois pouquíssimo foi mostrado. Pode ter certeza: o tom zoeiro e o estilo puro ainda estão presentes. Inclusive, Nero está muito mais bem-humorado. Mas há outro elemento que podemos falar: os visuais.

Tudo que jogamos estava rodando lindamente em um Xbox One X, provavelmente em 4K (não é possível ver no olho nu se realmente é 4K nativo, mas parecia ser) e certamente em 60 fps. O jogo é simplesmente espetacular e está lindíssimo.

A

Efeitos de partícula, refração das luzes em poças d’água e qualidade de texturas espetaculares tornam Devil May Cry 5 uma obra muito, mas muito linda. Daí já viu: some tudo isso com a trilha sonora empolgante o nível de adrenalina só sobe durante o combate robusto.

Realmente promissor, mas precisamos saber mais

Devil May Cry 5 ainda teve pouco conteúdo revelado e a própria demo era curta, acabando na batalha contra Golias, um dos chefões. A build que jogamos já estava em português e mostrou um material muito bem-feito. No geral, Devil May Cry 5 superou e muito as expectativas.

Esperava encontrar algo parecido com Devil May Cry 4, mas saí da Capcom vendo algo mais, uma evolução, uma mescla de tudo que a franquia tem de bom. Ainda é cedo ditar se a obra final será tão incrível quanto parece, mas garanto: potencial tem de sobra.

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