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Jogamos: SoulCalibur VI traz novamente uma experiência equilibrada à série

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A franquia SoulCalibur já está entre nós há um bom tempo (e ainda mais, se lembrarmos de Soul Edge) e está chegando ao seu sexto título com SoulCalibur VI. Mas depois da recepção um pouco mais morna de SoulCalibur V, em que pé está a franquia depois de cinco anos sem um novo lançamento?

O Voxel teve a oportunidade de jogar por um tempinho uma demo de SoulCalibur VI na semana passada e tem algumas impressões para comentar sobre o novo jogo da Bandai Namco, que chegará no dia 19 de outubro deste ano ao PlayStation 4, Xbox One e PC.

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Uma experiência mais equilibrada e com mecânicas antigas retornando

SoulCalibur teve uma sequência de títulos muito boa em sua história. Desde o primeiro, muito famoso no Dreamcast, o II (predileto de muitos), o III (com uma quantia bem grande de personagens) e até o IV (ótimo ritmo de luta com mecânicas mais profundas), os games fazem sucesso entre os fãs de luta. Quando SoulCalibur V chegou, ele foi bem-recebido, mas com alguns pés atrás.

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Muitos acreditam que a quantia maior de personagens novos de SoulCalibur V e seu ritmo mais rápido não foram as melhores escolhas que a franquia poderia ter realizado. SoulCalibur VI coloca um pouco o pé no freio e traz uma experiência mais cadenciada. Nada gritante em relação ao quinto título, mas certamente uma diferença palpável.

Os combos continuam fáceis de executar para um novato e profundos para aperfeiçoar aos veteranos. Ainda é cedo para dizer e é preciso mais tempo com o game em mãos (algo que não tivemos com a demo), mas, aparentemente, o sexto jogo será um retorno à glória da franquia.

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A mecânica de Guard Cancel está de volta com mais destaque (ela pode ser usada em ataques normais, e não só em alguns movimentos específicos), os Guard Breaks também marcam presença com mecânicas que quebram a armadura do personagem e muito mais. Tudo isso somado aos novos personagens (especialmente Geralt, de The Witcher, convidado da vez), cenários e modos pode criar uma experiência bem agradável.

Algumas novidades interessantes

É difícil comentar sobre SoulCalibur VI sem contrapor elementos dos games anteriores, já que o cerne do gameplay é mantido e as mudanças são mais sutis. Apesar de rebalancear algumas mecânicas e mudar a velocidade da luta, há algumas novidades também.

Em SouCalibur IV, os “especiais” dependiam muito da habilidade dos jogadores em destruir a armadura do oponente ou fazer o adversário ficar na defensiva por muito tempo (quando a barra de defesa quebrava, era possível usar um especial cinematográfico).

Em SoulCalibur V, a abordagem foi mais convencional e os personagens tinham barras que carregavam ao longo da luta. Já SoulCalibur VI traz o mesmo sistema, mas com um tempero adicional que dá uma cara mais moderna. Além realizar especiais, a barra de “energia” (vamos chamá-la assim por enquanto) também serve para aumentar os atributos dos heróis com o Soul Charge.

Portanto, cabe ao jogador escolher um golpe mais poderoso de uma só vez ou gastar a barra de energia para ficar mais forte e investir em combos longos. Cada personagem tem usos diferentes do Critial Edge: alguns ficam mais fortes (mas perdem vida), outros conseguem golpes novos e por aí vai.

Essa mecânica do Soul Charge é uma boa adição e traz SoulCalibur VI um pouco mais perto de outros games de luta (Street Fighter, Mortal Kombat e Injustice oferecem barras que podem ser utilizadas em combos em vez de especiais).

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O Reversal Edge é outra mecânica estreante aqui. Com o pressionar de um botão, os personagens entram em instância de parry e realizam um ataque que deixa tudo em câmera lenta para os dois. Nesse ponto entra a mecânica de “jokenpô” do game, mas ela é mais complexa do que parece.

Para novatos, pode ser uma oportunidade de realizar alguns movimentos em câmera lenta e entender o que acontece na tela; para veteranos, é um jokenpô bem mais complexo, pois há três movimentos ofensivos e cinco defensivos, criando dinâmicas bem interessantes.

Visuais lindos com a Unreal Engine 4

Jogos de luta costumam ser bonitos (e rodar bem, em 60 fps) por conta do escopo limitado. Mas SoulCalibur sempre esteve um passo além, junto Tekken e outras franquias 3D. SoulCalibur VI é o primeiro a se aventurar na Unreal Engine 4 e mostra os sinais da mudança do tempo.

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Como o último game da franquia foi lançado para a geração passada, a diferença gráfica é bem grande. Efeitos de partícula, sombras e luzes, física, movimentação e muito mais elementos artísticos estão refinados. Jogamos no PlayStation 4 comum e a performance estava muito boa, mesmo com visuais bem avançados.

A qualidade dos materiais eram muito bem-feitas, as texturas estavam excelentes e quase tudo que compete à parte técnica estava caprichado. O sistema de armaduras quebráveis mais uma vez mostra uma atenção aos detalhes bem grande da Bandai Namco, realçando ainda mais os modelos 3D dos personagens. Talvez uma exceção ou outra de todos os pontos positivos seja o serrilhado em elementos menores, como cabelos, mas nada que tire o brilho dos visuais.

Poderemos conferir em breve

Ainda é cedo para julgar se SoulCalibur VI será melhor que seus antecessores (sejam eles quais forem), mas o game mostrou um material promissor pelo que vimos até o momento. Há muitas coisas que não testamos, já que jogamos uma demo, como o modo história, o modo arcade e muito mais.

A parte boa é que não vai demorar até vermos a prova prática: SoulCalibur VI chega no dia 19 de outubro de 2018.

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