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Red Dead Redemption 2: dissecamos todos os detalhes do gameplay; confira

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Red Dead Redemption 2 teve, enfim, seu primeiro gameplay divulgado pela Rockstar. Como era de se esperar, o material apresenta qualidade de ponta, a marca perfeccionista da desenvolvedora, que segue piamente o lema da pressa inimiga da perfeição e prefere levar o tempo necessário para entregar obras-primas. Chegou a hora de fazer um raio-x do conteúdo e começar a apontar as primeiras observações do gameplay.

Antes de dissecar o conteúdo, deixamos, adiante, o referido vídeo:

Mundo vivo, reativo e historicamente preciso

Demonstrado sob narração, o primeiro aspecto notável do material é o mundo aberto, receita que a Rockstar domina de olhos fechados. Trata-se de uma prequel do primeiro Red Dead Redemption – cuja história fechou suas amarras no fim do Velho Oeste, bem na virada para a Nova América, em 1914, início da Primeira Guerra Mundial. Somente algumas cidades do interior estadunidense, especialmente ao centro-leste do país, carregaram esse espírito por mais tempo.

Já Red Dead Redemption 2 se passa algum tempo antes, em 1899, e consegue aproveitar melhor o histórico período – que já começava a deslumbrar sua extinção da época de ascensão das gangues e foras-da-lei. Aqui, vemos o declínio, mas em menor escala do que no jogo anterior.

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As cidades começavam a se modernizar, os meios de transporte migraram e o mundo se retorcia numa metamorfose – você está no meio dela. Florestas eram mais densas, o ecossistema dos animais tinha mais vida e o ciclo predatório acontecia ao lado dos humanos, de maneira selvagem, cruel e explícita.

Nesse contexto há cenários desérticos, neve, montanhas e um monte de pequenas cidadezinhas em clima provinciano.

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Jack Marston criança

O lado podre da bandidagem tinha um ar de glamour – o mesmo glamour que a Rockstar costuma adotar em todos os seus jogos ao mostrar as mazelas da sociedade de maneira entretiva e, de certa forma, realista. Red Dead Redemption 2 representa o ápice desse realismo, num mundo vívido, que respira, que parece reagir aos efeitos de Arthur Morgan e das implicações da gangue de Dutch van der Linde – aqui com os efeitos positivos de sua juventude enquanto líder, mais esbelto e sóbrio.

O protagonista, aliás, vai desbravar essa vastidão toda ao lado de alguns comparsas conhecidos. Isso inclui um John Marston e uma Abigail mais jovens – e ah, um Jack Marston no colo da mãe, a mencionada Abigail. O mesmo rapaz que [spoiler] viria a vingar a morte do pai no epílogo de Red Dead Redemption.

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Dead-eye refinado – e desde Red Dead Revolver, hein?

O Dead-eye, mecânica em que a câmera desacelera para deixar você mirar em seus oponentes de maneira cinematográfica, está de volta. E, naturalmente, refinada. Para quem não se lembra, ela está implementada na franquia desde Red Dead Revolver, lançado em 2004 para PS2 e o primeiro Xbox. É um jogo mais arcade, fora da cronologia iniciada em Redemption, feito por outra equipe alocada nos estúdios da Rockstar San Diego.

Red Dead Redemption 2 tem, à disposição, os hardwares da atual geração para desempenhar um papel sofisticado – e vai ser um deleite ver como isso vai performar no Xbox One X e no PS4 Pro. Observe o seguinte: a Rockstar ainda não se pronunciou sobre um patch para esses consoles, mas o gameplay foi apresentado em 4K, portanto, podemos pressupor que haverá suporte aos consoles mais parrudos.

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Lutas corporais e stealth aprofundados: finalmente, Rockstar

A Rockstar é impecável e preconiza qualidade acima de tudo em todas as suas obras – tanto que elas demoram mais que quaisquer outras para ser entregues. No entanto, ela não se exime de defeitos, e até eles, na verdade, são “qualidades” em algum ponto.

Muitos pediam por variedades no sistema de física, um respiro inédito de motor. GTA 5 é um ápice, mas convenhamos: as lutas corporais ou o sistema de stealth tinham espaço para melhorias. A Rockstar está bem ciente disso e realçou tais pontos no gameplay.

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O mano a mano, o corpo a corpo, as porradas, braçadas e pontapés foram redefinidos. São elementos que, na verdade, agora existem: combos, esquivas, “jabs” de boxe, roladas, contragolpes e até mata-leão. Esse primeiro gameplay de Red Dead Redemption 2 fez questão de enaltecer que essa “carência” foi atendida.

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É claro que, ao longo desses oito anos desde o primeiro Redemption, diversas inspirações surgiram para que a Rockstar tivesse boas influências na mesa de rascunhos. Uma delas é The Witcher 3: Wild Hunt e o senso de bruxo de Geralt de Rívia.

Em Redemption 2, a mecânica tem contraste próprio e mostra que Arthur, ao disparar e atingir certos animais, pode seguir o rastro deles por meio de um traço translúcido, no melhor estilo detetivesco. Não é um recurso inédito, mas foi absolutamente consolidado por The Witcher 3, adotado por Assassin's Creed Origins e outros títulos. A ressaca disso será sentida durante muito tempo. Em Red Dead Redemption 2, a caça será quase uma simulação à la Deer Hunter.

Próximo gameplay: o que esperar?

Ao final do vídeo, a Rockstar deixou um gancho do próximo gameplay de Red Dead Redemption 2: atividades secundárias (pescaria, sim!), gangues inimigas e mais informações sobre o Dead-eye serão apresentadas. O multiplayer deve aparecer num momento futuro – talvez até depois do lançamento –, mas as primeiras impressões não poderiam ser mais otimistas.

Red Dead Redemption 2 reserva um mundo que, nesse breve gameplay, mostrou que a Rockstar faz o que bem quer com as gerações de consoles. O título será lançado no dia 26 de outubro para PS4 e Xbox One.

*A matéria teve colaboração dos redatores Rafael Farinaccio e Vinícius Munhoz

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