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Revivendo o RTS: uma entrevista com a equipe de Age of Empires

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Age of Empires é daquelas franquias que aparecem com uma boa dose de nostalgia na lembrança dos fãs de PC e de estratégia em tempo real. E há bons motivos para isso. Age of Empires 2 estabeleceu, ainda em 1999, um jogo que é relembrado por muitos momentos icônicos. Eu sei disso porque o padre cantando “wololo” é algo que não vai conseguir escapar da minha memória. Nunca.

A franquia está voltando ao forno depois de vários anos com poucas novidades. Age of Empires 2: Definitive Edition estreia nessa quinta-feira (14) enquanto Age of Empires 4 está perto de ganhar o seu tão esperado gameplay.

Nessa volta efervescente dos estrategistas, o Voxel teve a oportunidade de conversar com a equipe de desenvolvimento de Age of Empires para saber mais sobre as novidades que estarão presentes nos próximos meses e anos.

Age of Empires 4 não substituirá AOE 2 ou 3

Bert Beeckman, cofundador da Forgotten Empires, e Adam Isgreen, diretor criativo de Age of Empires na Microsoft, compartilharam muito sobre Age of Empires 2: Definitive Edition — mas também explicaram algumas decisões a respeito do aguardado Age of Empires 4. E uma das maiores preocupações da equipe de desenvolvimento é que a franquia continue única em cada uma de suas entradas. “Bom, de alguém que vem trabalhando em todos os Age of Empires, se você jogar algum jogo da série obviamente vai notar que eles são bem diferentes entre cada um deles”, explicou Bert.

“Age of Empires 2 é bem diferente do primeiro, muito diferente do AOE 3. Age of Mythology é do seu próprio jeito também. Então o que nós queremos fazer, no nível geral, é que cada um se mantenha único. São seus próprios jogos”, explica.

“Mesmo com um novo Age of Empires chegando, não queremos que ele tire isso. Nunca houve um ponto em que nós dissemos ‘hey, todo mundo jogue Age 4 e pare de jogar Age 2’. Absolutamente não é a mensagem que queremos mandar. Nós queremos dar suporte a todos os nossos jogos. Queremos que eles joguem Age 4, mas Age 2 também, ou mesmo o terceiro jogo ou Mythology."

“Mesmo sendo uma má analogia, mas não é como StarCraft e StarCraft 2. Algumas pessoas podem pensar que ele tenta substituir o primeiro jogo. Não é algo que queremos”, complementa o desenvolvedor da Forgotten Empires.

Isgreen aproveitou para citar o tamanho do impacto de toda a franquia entre os jogadores de PC e como a série ainda pode influenciar o gênero. “Quando olhamos para o futuro, para Age of Empires 4 e como você joga algo de estratégia em tempo real, eu acho que há melhorias que naquele período de tempo seria legal ter em um RTS mas talvez quebrasse como Definitive Edition é pra ser”, diz o representante da Microsoft.

“Não queremos repôr essas coisas em um jogo como Age of Empires 2. Mas quando vamos para algo como Age of Empires 4, estamos mais livres para explorar ideias diferentes porque não estamos presos a um jogo que as pessoas já amam”, explica.

O cuidado com Age of Empires 2 e mais conteúdos em breve

A regra número 1 para a equipe de desenvolvimento era bem clara quando eles conversaram com os fãs sobre a proposta de Definitive Edition. “Não encostem no gameplay”, relembrou Bert. “O gameplay é quase sagrado.”

“Mas algo que optamos por mudar que era próximo do gameplay era como o jogador interaje com o jogo. RTS é um gênero ligeiramente complicado para a maior parte das pessoas jogarem. Há muitas coisas para gerenciar ao mesmo tempo. Então queríamos fazer algumas modificações na interface e outras melhorias na qualidade de vida dos jogadores para eles jogarem mais facilmente. Afinal, Age of Empires tem muita coisa acontecendo no seu império, você tem unidades por todo o mapa e construções produzindo essas unidades. E você quer saber, a qualquer momento, o que está acontecendo”, cita o desenvolvedor.

“Então queremos dar ao jogador mais tempo de jogar o jogo e menos tempo tentando entender o que está realmente acontecendo”, finaliza.

“Todas essas coisas se juntaram no decorrer dos últimos anos e é muito legal que Age of Empires faça tudo isso. As demais pessoas do gênero de estratégia podem vir e talvez encontrem o jogo ainda mais acessível porque os passos que estamos tomando tornam ele mais fácil para as pessoas que jogam RTS hoje em dia. Até para aqueles que não jogaram o Age of Empires quando ele saiu”, completa Adam.

O representante da Microsoft reforçou que o lançamento é somente o início do que a empresa se propõe com Age of Empires 2: Definitive Edition. “Mais cilizações é algo que os jogadores profissionais querem, mas nós definitivamente queremos dar suporte ao jogo com atualizações sempre que tiver problemas de balanceamento ou algo assim. E conteúdos", cita Isgreen.

“E que conteúdos podem ser? Não sabemos ainda, estamos fazendo experimentos com novos modos interessantes de jogo e novas maneiras de jogar que vamos lançar com o tempo. Mas queremos muito que Age of Empires 2 seja o jogo que receba o suporte nos próximos 20 anos no nível que a Microsoft já fez anteriormente”, reforça, citando que a comunidade será parte fundamental nesse processo.

“É importante falar do que fizemos para as pessoas que estão voltando a Age of Empires nos últimos 20 anos”, cita Beeckman. “Você tem muita gente que jogou o original no Age of the Kings, e outras que só jogaram o The Conquerors. E tivemos outras edições também, como a HD Edition. E, agora, essas pessoas podem jogar o Definitive Edition, que são 20 anos de conteúdo juntos”, finaliza o desenvolvedor.

E aí? Empolgado para Age of Empires 2: Definitive Edition? Vale lembrar que o game estreia nessa quinta-feira (14) para no Steam por R$ 36,99.

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