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Sea of Thieves: por que ele é um jogo com a cara da Rare

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Uma das principais características da Rare, em seus idos nos tempos da Nintendo e com alguns lampejos na Microsoft, é o fator carisma, fortemente atribuído aos personagens que a desenvolvedora britânica cria dentro de mundos habitados por criaturas fantásticas.

Na verdade, se fizermos uma rápida viagem no tempo – anteriormente à Nintendo, propriamente dizendo –, a Rare nasceu antes de muita gente nascer, em 1985, inclusive este que vos escreve. Desde lá, a história é escrita seguindo premissas parecidas: Slalom, Jeopardy!, Marble Madness, Battletoads, Blast Corps, Donkey Kong Country, Killer Instinct, Banjo-Kazooie e Perfect Dark, só para citar uma pequena fração do gigantesco portfólio que o estúdio ostenta, são exemplos de que um bom trabalho deve ser sustentado a partir dos personagens nele criados.

Sea of Thieves provou que bebe dessa fórmula desde o começo. A criação de um mundo com temática pirata, por si só, já abre brechas e espaços para a criatividade e o carisma. Se fizermos um rápido raio-x dos jogos supracitados – e tantos outros, listei apenas os que me vieram à cabeça –, muitos deles os meus favoritos da vida, é fácil detectar que Sea of Thieves se respalda em diversos elementos que são especialidade da Rare há mais de 30 anos. Dito isso, buscamos elencar os elementos (respaldados no histórico da desenvolvedora) que dão a Sea of Thieves o selo de qualidade da Rare.

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Um mundo pirata

Conforme mencionado, essa abordagem, sozinha, já abre um enorme leque de possibilidades para que a criatividade se sinta à vontade. Foi assim com Banjo-Kazooie, que beliscou diversos temas; foi assim com Donkey Kong Country, cujo vilão, K. Roll, é um crocodilo pirata; foi assim com Viva Piñata, um título que mexeu com conceitos mexicanos embalados em tópicos de todas as épocas e idades; foi assim com Pirates!, adventure clássico de 1991, e outros lançados antes de eu ter nascido (sou de 1987). Seria presunção falar sobre eles – mas eu que não me arrisco a duvidar da qualidade.

Tudo isso assinado pela Rare. Em todos os Betas apresentados até agora, Sea of Thieves se embriagou de rum, içou velas, cozinhou baiacus, promoveu o trabalho em equipe e até viu o Kraken – caramba, é tudo que um jogo de piratas precisa. Bote aí na conta um monte de personagens carismáticos e, mais importante ainda, caricatos. Desenhados para fazer a gente sorrir, para fazer a gente se sentir bem, em casa, que nada mais é do que um barcão com os amigos desbravando mares e terras em busca de tesouros escondidos. A Rare sempre teve essa premissa de “massagear” a nossa jogatina com coisas agradáveis.

Exploração, exploração, exploração

Em um mundo fantasioso habitado por piratas, nada mais justo do que, oras, se aprofundar no conceito de exploração. E veja só: essa é outra especialidade da Rare. Se você amava coletar as peças de quebra-cabeça de Banjo-Kazooie e encontrar os Jinjos, ou achar as letras escondidas em Donkey Kong Country, ou, ainda, ostentar todas as armas em Perfect Dark, motivos não faltam para você ter expectativas com Sea of Thieves – é tudo isso aí multiplicado.

A Rare sempre foi craque em dar vida a coisas inanimadas e, sobretudo, transformar animais em seres racionais

Pense: é um mundo aberto, livre, em que piratas cruzam mares e gritam “terra à vista!” com lunetas antigas, perna-de-pau e grogue nas mãos. Você precisa explorar, precisa descer na terra firme e divagar sem rumo por cavernas, florestas, pântanos e afins. Com amigos, sem amigos, você escolhe. Os Betas já mostraram que Sea of Thieves dá liberdade suficiente para isso.

Imagine, agora, que algumas criaturas míticas se esbarrem no seu caminho. Não são só as caveiras ou o Kraken: uma caverna pode ter morcegos, cobras, aranhas, ratos e por aí vai. A Rare sempre foi craque em dar vida a coisas inanimadas e, sobretudo, transformar animais em seres racionais.

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O toque cartunesco

O visual cartunizado, que consegue dar um toque de arte único à experiência, também é um forte elemento carimbado pela Rare desde os primórdios – o foco dela nunca foi entregar jogos sanguinários, por exemplo, ou que tivessem uma temática muito delicada.

Os games do estúdio sempre foram leves, gostosos de jogar, agradáveis a todas as massas. Meu Deus, a Rare construiu um legado nos grandes títulos de aventura dos anos 90, e tudo isso será colocado à prova agora, com Sea of Thieves, que representa o projeto mais ambicioso da desenvolvedora britânica, nas palavras dos próprios criadores.

E, meu Deus novamente, como isso me empolga. É como os desenhos do Tom & Jerry ou, sei lá, os clássicos da Nintendo: não importa a idade ou a proposta do jogo. O pilar do carisma sempre estará presente na assinatura da Rare. É claro que isso deve se respaldar em aspectos técnicos – visual, trilha sonora, gameplay, história. Quesitos que, de acordo com os Betas, foram cuidados e curados.

Confira o nosso especial sobre o que esperar de Sea of Thieves clicando aqui. O vídeo está recheado de informações:

Tá chegando!

Numa boa? Os Betas deram belo aperitivo de um produto promissor. É por essas e outras que Sea of Thieves tem a cara da Rare. Aguardemos o dia 20, quando o título será lançado exclusivamente para Xbox One e Windows 10. Como estão suas expectativas? Manifeste seus sentimentos aqui embaixo, na seção destinada aos comentários.

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