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Xenoblade Chronicles 2 demora para engatar, mas traz boas surpresas

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Há exatamente um mês, publiquei aqui no Voxel minhas primeiras impressões sobre Xenoblade Chronicles 2, RPG exclusivo do Switch lançado no começo de dezembro. Ainda não cheguei ao final da aventura (estou próximo disso, acredito), mas decidi que era uma boa ideia voltar a falar sobre o game por aqui (até para vocês não pensarem que o esquecemos).

Em grande parte, minha demora a finalizar o game está na maneira como sua estrutura funciona.  Enquanto em alguns trechos a história se desenrola de forma rápida e com cenas emocionantes, em boa parte senti que há certo “inchaço” que existe não para desenvolver personagens, mas somente para estender a aventura de uma forma um tanto superficial.

Xenoblade Chronicles 2

Também continua presente um incomodo sobre o qual já falei anteriormente: o modo portátil do Switch não é o mais apropriado para o RPG, tornando ainda mais confuso seu sistema de batalhas e tornando mais difícil aproveitar a grande escala de seu mundo. Até por conta disso, tenho preferido jogar o game na televisão, algo que reduz um pouco o tempo que tenho a disposição para aproveitá-lo.

Personagens que sustentam a trama

Não sei se Xenoblade Chronicles 2 traz um final satisfatório (por favor, não me deem spoilers nos comentários!), mas confesso que o que me faz prosseguir na história são seus personagens e não a trama em geral. Tenho muito mais interesse em saber mais sobre Nia, Mòrag e Zeke do que sobre o estado do mundo em geral ou sobre um conflito que aconteceu há centenas de anos.

Xenoblade Chronicles 2

Muito disso se deve ao fato de que, ao contrário de outros RPGs que colocam dezenas de personagens em seu grupo de uma só vez, o jogo da Monolith dá o tempo necessário para que você conheça e se habitue com seu grupo. Isso é importante não somente para dar peso a certas cenas, como para permitir o domínio do sistema de combate.

Se antes eu estava bastante confuso com o que acontecia em batalha, agora já tenho um bom conhecimento de combinações de elementos que funcionam e do momento certo de ativar algumas mecânicas. Ao restringir os personagens de seu grupo a papéis bem determinados, Xenoblade Chronicles 2 assegura que, em geral, as batalhas conseguem manter um nível desafiador sem se tornarem frustrantes (mas eu ainda queria que elas durassem um pouco menos).

Blades

Algo que o game não deixa exatamente claro, mas que você tem que aprender com o tempo, é o quão importante é ter uma boa seleção de Blades sob seu controle. Nesse sentido, dá até para comprar o game com Pokémon, mas com um aspecto aleatório e certas restrições que até agora me incomodam, como a dependência de encontrar cristais para ativá-las.

Xenoblade Chronicles 2

Mesmo quando você tem um item que promete uma Blade rara, ainda é preciso contar com a sorte (tanto sua quanto do personagem usado) para obter um aliado valioso. Como esses itens não são necessariamente muito acessíveis no ponto em que estou, sinto que fui abençoado ao conseguir aliados que se encaixavam bem na formação a que me habituei (um tank, um healer e um personagem de ataque).

No entanto, tenho a impressão de que jogadores menos sortudos vão ter que se acostumar a conviver com as blades “genéricas” que o game apresenta, perdendo a oportunidade de lidar com aquelas com características mais únicas e poderosas. Eu sei, dá para ignorar tudo isso (assim como outros aspectos do jogo), mas sinto que essa decisão acaba contribuindo para tornar a jogatina menos prazerosa.

A análise está chegando

Eu sei, eu sei: devia ter sido mais dedicado e terminado logo Xenoblade Chronicles 2 (assim como muitos de vocês provavelmente já fizeram), mas diversas circunstâncias acabaram fazendo com que eu passasse mais tempo com o game do que deveria. Nos próximos dias, vou dar atenção redobrada ao RPG e garante que, muito em breve, publicarei a análise completa sobre ele aqui no Voxel.

Xenoblade Chronicles 2

Enquanto isso não acontece, queremos saber: o que você pensa sobre o game da Monolith? Já garantiu sua cópia para o Swich ou ainda está indeciso se vale a pena? E você que terminou, recomenda o RPG ou acredita que há coisas melhores nas quais gastar dinheiro? Compartilhe sua opinião sobre o assunto em nossa seção de comentários.

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