Empolgante, mas cheio de defeitos

No ano passado, a Namco decidiu mudar os rumos de uma de suas principais franquias, Ace Combat. Os combates foram trazidos para o mundo real e as tramas adquiriram um caráter mais globalizado, com histórias que envolvem terroristas e grandes batalhas aéreas em cidades consagradas. Tal disposição chega a seu ápice, segundo a própria desenvolvedora, em Assault Horizon, que também é o primeiro título multiplataforma da série.

Apresentando uma jogabilidade aprimorada, que adiciona toques de shooter ao combate com aeronaves, e novidades como a possibilidade de controlar helicópteros, a Namco também traz uma história bastante contemporânea. Na trama, um grupo de pilotos se vê em meio a uma conspiração que envolve a traição de velhos aliados e uma devastadora arma capaz de destruir todo o mundo.

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Ace Combat: Assault Horizon é um jogo competente, que cumpre seu papel de apresentar uma ação épica e dar novos ares para uma franquia antiga. Há, porém, um longo caminho a ser seguido caso a Namco deseje se consagrar nesse segmento e fazer a cabeça dos jogadores de hoje. As falhas gráficas e a jogabilidade extremamente repetitiva fazem com que o game, apesar de interessante, fique tomando poeira na prateleira após ser terminado.

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Agradecemos ao pessoal da Proximo Games pela disponibilização do jogo.

É impossível não ficar empolgado

Se você é um veterano da série Ace Combat, conhece bem a necessidade de ser estratégico e economizar munição, atirando sempre no momento certo. Nada disso existe em Assault Horizon, que é definido pela própria Namco como um “Call of Duty com naves”. O cuidado na pilotagem e ataque foi substituído por uma ação frenética e batalhas recheadas de explosões e tiros por todos os lados. A mudança fez muito bem à saga.

A menos que você esteja morto por dentro, espere se arrepiar e ficar boquiaberto com a intensidade dos combates aéreos. Em diversos momentos, a tela é lotada de inimigos que atacam por todos os lados, e cabe ao jogador perseguir, um a um, os jatos oponentes.Para isso, pode utilizar um arsenal de armas especiais, além das tradicionais metralhadoras e torpedos.

A grande novidade nos combates é o Dogfight Mode. O novo sistema aproxima a câmera da parte traseira do avião e permite que o jogador persiga seus oponentes bem de perto, disparando contra eles e tentando travar a mira para um tiro certeiro. Enquanto isso, o inimigo tenta desesperadamente escapar, levando a briga para bem perto do solo e desviando em meio a prédios e estruturas. Prepare-se para sentir muito frio na barriga!

Qualidade nos gráficos e iluminação

Nas cenas de corte, Ace Combat: Assault Horizon mostra gráficos muito bonitos, com texturas de qualidade e efeitos de iluminação muito bem aplicados. A modelagem de personagens também é bem interessante, sem movimentos travados ou protagonistas com cara de pastel. Apesar de não apresentarem uma dublagem primorosa, os pilotos agem uns com os outros como gente de verdade.

Durante os combates, o nível gráfico é reduzido em prol da quantidade de elementos na tela, de forma a não gerar quedas na taxa de quadros por segundo. A boa utilização dos efeitos de iluminação, porém, também permanece e deixa os combates sob o Sol muito mais interessantes. É preciso tomar cuidado para não perseguir um inimigo em direção ao astro, sob risco de ter a visão ofuscada pelo astro e acabar em uma armadilha.

Mundo bem reproduzido

A desenvolvedora Project Aces tomou um cuidado especial com a reprodução das cidades que servem de palco para as batalhas de Ace Combat: Assault Horizon. Tal atenção é o mínimo que se espera de um game cuja proposta é trazer a guerra aérea para o mundo contemporâneo, e a lição de casa foi feita direitinho.

Se você não faltou às aulas de geografia no colégio, será capaz de reconhecer diversos elementos das metrópoles reproduzidas no game. Estão lá, por exemplo, o grande cruzamento de Shibuya, em Tóquio, ou as formas inusitadas da cidade de Dubai. Alguns, inclusive, podem sofrer ataques, mas sem nunca terminarem destruídos.

Muito bonito, mas só de longe

Img_normalAcabamos de falar sobre o cuidado com a reprodução das cidades em Ace Combat: Assault Horizon. O problema é que tal fidelidade e qualidade visual aparecem apenas à distância e, quando observadas de perto, o que resta é uma textura chapada e de má qualidade, com apenas alguns prédios existindo tridimensionalmente. O restante das estruturas está, literalmente, pintado no chão.

Isso não seria um problema caso, como um jogo de nave que é, Ace Combat: Assault Horizon não nos levasse para perto do chão. Mas isso é o que mais acontece, principalmente no modo Dogfight, em que os oponentes tentam escapar dos mísseis do jogador em meio aos prédios e elementos das cidades. O que fica é uma péssima impressão de estar sendo enganado.

Lataria bidimensional

Um dos grandes aspectos da nova faceta shooter de Ace Combat: Assault Horizon é a quantidade de fragmentos liberados pelas naves durante os combates. Literalmente, as aeronaves vão deixando pedaços pelo caminho à medida em que vão sendo atingidas, até explodirem em uma nuvem de destroços, fogo e fumaça. Tudo em 2D.

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De forma a permitir que todas as animações funcionem sem problemas, a Project Aces reduziu ao máximo a qualidade das texturas e fragmentos exibidos na tela. Isso, porém, também transformou aquilo que prometia ser um dos aspectos mais empolgantes do game em algo desinteressante e insosso.

Mate todos os inimigos. E de novo.

As novas formas de combate, como a pilotagem de helicópteros, o uso de metralhadoras montadas ou o modo Dogfight, não impedem que Ace Combat: Assault Horizon seja um jogo extremamente repetitivo. Em absolutamente todas as fases, o jogador se empolgará nos primeiros dez minutos e, pouco depois, não verá a hora de passar de fase para ser apresentado a um novo desafio. Enquanto isso, se vê obrigado a executar as mesmas tarefas de novo e de novo e de novo...

Pequenos defeitos

Ace Combat: Assault Horizon conta com controles simples e fáceis. É, basicamente, um jogo para qualquer um, desde os pilotos experientes até os recrutas iniciantes. Ainda assim, a jogabilidade conta com pequenos problemas que acabam minando a experiência.

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O principal deles se dá durante as fases com helicópteros, na visão em terceira pessoa: a aeronave ocupa toda a parte central da tela, ficando na frente da câmera e bloqueando completamente o campo de visão do jogador. Além disso, diferenciar os soldados e veículos aliados dos inimigos é tarefa difícil, principalmente nas fases em que o usuário deve utilizar bombardeiros ou metralhadoras montadas.

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Bom

Outras Plataformas

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