Um fôlego adicional para Age of Empires 3.

Não foi dessa vez (e quem disse que deveria ter sido?) que a Ensemble Studio resolveu arriscar e mudar profundamente a mecânica de Age of Empires através de uma expansão para uma das séries de maior sucesso dentre os Real Time Strategy (Estratégia em Tempo Real). Com o acréscimo de 3 novas civilizações, inúmeras unidades e novas possibilidades para a vitória, o título reserva um novo fôlego para Age of Empires 3.

Índios contra os colonizadores!


Tal como em Age of Empires 3, Warchiefs mantém uma divisão sensível na quantidade, velocidade e linhas estratégicas para cada civilização. Continuando a temática de exploração e dominação dos povos americanos pelos europeus, agora será possível obter uma perspectiva dos povos nativos. Siouxies, iroqueses e astecas perpetuam o enredo da família Black, presente na campanha do jogo original e suas incursões no Novo Mundo. O enredo agora ficou mais intrincado mostrando um pouco a angústia do índios, deparados contra exércitos fortes possuidores de armas de fogo.

A diferença de enfoque estratégico entre as civilizações nativas e as européias é grande. As primeiras têm à sua disposição bônus e regalias prontas em detrimento do número de construções e, conseqüentemente, menor número de unidades (principalmente as de artilharia) enquanto os europeus dispõem de monastérios, capitólios e construções de upgrades que além de consumirem fortunas de recursos, aumentam consideravelmente o poder de fogo das unidades.

Uma das novidades, que torna o uso de novas civilizações mais atraente é a possibilidade de colocar aldeões para dançar em torno de fogueiras e assim conceder determinado bônus. Isso é possível logo no início do jogo, compensando a falta de unidades mais fortes para os nativos (vê-se logo que essas civilizações têm um apelo de jogo mais rápido). Entretanto, é possível escolher apenas um benefício de cada vez através dessas danças, indo desde o aumento da velocidade de produção de aldeões até desejáveis bônus em batalhas. A vantagem deste recurso é a mudança instantânea feita a qualquer momento do jogo dando mais dinâmica à partida.

Hasta la victoria siempre!

Outra novidade significativa é a possibilidade (disponível apenas para os povos europeus) de fazer um levante contra sua metrópole. A partir da quarta era, no centro da cidade, o jogador pode optar por perder todos seus aldeões e transformá-los em milícias. Além disso, um certo número (não ideal para um oponente preparado, esteja certo) de cavalaria e arqueiros completam o exército que terá que partir para o tudo ou nada. Se o jogador for derrotado, contará apenas com os recursos que já coletou ou trocas, pois a construção de aldeões fica proibida.

A possibilidade de ver toda a movimentação e mapa inimigo é permitida na última era, a partir do centro da cidade, com um custo bem alto. Contribuindo com a riqueza de estratégias, uma vitória através da conquista de 50% das feitorias também é possível, basta que o jogador assim deseje e consiga mantê-las sob seu domínio por 5 minutos. Mais uma inovação consiste na presença de espiões mandados diretamente da metrópole, possuindo um poder de fogo alto; além da possibilidade de se tornarem imperceptíveis para o inimigo, a não ser que ele esteja bem próximo. Aliás, a metrópole se torna mais uma vez essencial para a vitória, contendo unidades exclusivas muito fortes. Com os otomanos, por exemplo, pode-se enviar para o centro da cidade uma gran bombarda, unidade única de alta poder de destruição.

Em suma, o jogo recebe uma excelente contribuição que infelizmente não altera substancialmente os gráficos, o som, nem mesmo a jogabilidade. Acrescenta novas possibilidades estratégicas e unidades, além de um modo campanha com fases típicas, em que se deve construir uma aldeia para atingir um determinado objetivo, na mesma mecânica já conhecida de arrecadar recursos e construir unidades. Boa pedida para quem já enjoou do título original mas ainda quer estender um pouco mais as horas de jogo de Age of Empires 3.

80 pc
Ótimo