Talvez tivesse sido melhor não investigar nada

Aliens: Colonial Marines se passa dezessete semanas após os eventos do filme Aliens, dirigido por James Cameron e lançado originalmente em 1986. No caso, um esquadrão de space marines vai até à espaçonave Sulaco para investigar o que aconteceu nas colônias do planeta LV-426.

Como os fãs dos filmes podem imaginar, o ambiente está tomado pelos Xenomorfos (os famosos alienígenas que nascem ao explodir a barriga de seus hospedeiros). Assim, enquanto tenta entender o que aconteceu com a espaçonave, você deve lutar para sobreviver em meio a ameaça alienígena e arranjar uma forma de escapar.

Ao mesmo tempo, os fãs mais fanáticos ficarão empolgados em saber que o game é tratado como uma sequência oficial ao filme de 1986 tanto pela Gearbox como pela própria 20th Century Fox. Será que a série foi tratada com respeito?

Aliens: Colonial Marines demorou seis anos para ser feito e, no final, a grande pergunta que fica é: como um jogo tão fraco pode ter levado tanto tempo para ser feito? Apesar de apresentar alguns méritos (que, em sua maioria, só serão aproveitados pelos fascinados pela série), o game falha bastante na tentativa de criar uma experiência interessante.

No caso dos fãs inveterados da série, um aluguel é suficiente para aproveitar todas as cerca de seis horas da campanha principal (que pode se tornar mais divertida na companhia de um amigo, tanto online quanto localmente) e brincar um pouco com o multiplayer antes de ele se tornar enjoativo. Caso você não se enquadre nessa situação, o melhor a fazer é passar longe.

Referências na medida certa

Os fãs dos filmes clássicos da série Alien vão gostar bastante do trabalho que a Gearbox fez em reconstruir os cenários e inserir referências dentro do game. Assim, durante a campanha principal, por exemplo, é possível recolher itens e armas clássicas (como a shotgun de Hicks) e até mesmo os restos de personagens do filme.

Img_normalÉ possível também encontrar gravações de áudio com conversas e mensagens dos personagens dos cinemas – algo que ajuda a integrar as duas obras. Também não dá para negar que é legal ter a chance de usar um power loader (o equipamento usado por Ripley para matar a Rainha Alien no filme original), por mais que os controles sejam um pouco estranhos.

Erguendo a bandeira da tela dividida

Aliens: Colonial Marines é um dos poucos lançamentos que oferece a oportunidade de jogar com um amigo no famoso multiplayer local de tela dividida, tanto nos modos competitivos como na campanha cooperativa.

Nesse último caso, inclusive, as missões são as mesmas que compõem a campanha principal de cerca de 6 horas. De maneira bizarra, não há nenhuma preocupação em explicar a presença do segundo jogador, sendo que este controla um clone do primeiro, apenas com roupas diferentes.

Img_normalHá algumas transições de cena, por exemplo, em que apenas um jogador pode sobreviver. Quando isso acontece, a tela volta a ficar inteira para depois o player 2 retornar misteriosamente à ação como se nada tivesse acontecido.

Apesar dessas bizarrices, a presença da campanha local é no mínimo interessante, visto que este é um dos poucos jogos atuais a oferecer essa opção.  E não dá para reclamar muito dos personagens clones, uma vez que no caso do multiplayer, o simples fato de ter alguém jogando ao seu lado é muito mais importante que qualquer enredo.

Multiplayer Online

É bom deixar claro. Aliens: Colonial Marines é um jogo bastante decepcionante. A história, apesar de conectada à série principal nos cinemas, é bastante fraca e a jogabilidade sofre de alguns defeitos bastante incômodos.

Ainda assim, o modo multiplayer é capaz de tornar o jogo um pouco mais aproveitável. São quatro modos diferentes (Deathmatch, Extermination, Escape e Survival) que contam com o diferencial de permitir o controle dos Xenomorfos.

Img_normalApesar de os controles dos alienígenas ser um pouco diferente, é bastante legal ter a chance de controlar um personagem fora do padrão “homem equipado com armas pesadas” em uma partida online.

São esses mesmos os aliens que todos temem?

Apesar de toda a expectativa criada pela Gearbox, os Xenomorfos que dão às caras em Colonial Marines não dão nem um pouco de medo (ok, talvez um pouco por serem mal modelados e, de tempos em tempos, atravessarem as paredes do game).

Em vez de organizarem-se em conjunto ou de realmente surpreenderem o jogador, os alienígenas parecem organizar-se para aparecer apenas no meio do caminho entre a posição de seu personagem e o objetivo do momento. Mesmo nas dificuldades mais altas isso acaba não mudando, sendo que a desenvolvedora parece ter preferido tornar os inimigos mais resistentes a melhorar a sua inteligência artificial.

Assim, enquanto o clima de medo e terror se faz presente nos filmes, o mesmo não pode ser dito aqui. Uma verdadeira tristeza, especialmente para os fãs de survival horror que tinham a esperança de que o game pudesse ajudar a reacender o interesse das desenvolvedoras pelo gênero.

Super inventário espacial

Enquanto o balanceamento de um FPS é, em boa parte, realizado pelas armas que o jogadores escolhe para ajudá-lo em sua missão, esse problema não ocorre em Aliens: Colonial Marines. Acabou a munição do seu rifle? Escolha algum dos outro quatro similares em seu inventário.

Img_normalAlém de isso colaborar para acabar com o clima de terror que, supostamente, deveria estar presente no game, isso facilita muito as coisas – algo ruim em um jogo que não apresenta o melhor dos enredos (pois é, estar conectado a um bom filme não necessariamente torna uma sequência boa).

Desse modo, mesmo tendo uma dezena de armas à sua disposição, basta escolher alguma shotgun presente no jogo. Apesar de o senso comum dizer que esse tipo de arma não é bom a longa distância, Colonial Marines também faz questão de quebrar essa regra. Quem não gosta de uma super espingarda com dano máximo a longas distâncias, não é mesmo?

Era só isso?

Um dos principais aspectos de Colonial Marines que a SEGA não cansou de alardear em seus anúncios é o fato de o game ser uma sequência direta do filme “Aliens”. E, enquanto o game conseguiu ambientar bem o universo do game, infelizmente também conseguiu ir muito além disso.

Img_normalA história do game promete, entre outras coisas, revelar o que aconteceu com a cidade de Hadley’s Hope. No entanto, quando a história finalmente chega nesse ponto, nada é resolvido – um grande desperdício de potencial.

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