Análise de Alone In The Dark: Near Death Investigation

Alone in the Dark permanece na escuridão.

Em 1992 um game consolidava a origem de um gênero promissor, o Survival Horror. A Infogrames lançava Alone in the Dark, um game ousado, tridimensional e repleto de mistérios. Alone in the Dark inicialmente fora projetado em 2-D (duas dimensões), entretanto, Frédérick Raynal, hoje em dia aclamado por suas conquistas, decidiu arriscar e criou o primeiro game em três dimensões com animações interpoladas, determinando o jogo modelo para muitos sucessores do gênero — como Resident Evil e Silent Hill.

Alone in the Dark possui características que o diferem dos jogos da época de seu lançamento. Além dos excelentes gráficos, AitD (Alone in the Dark) visava priorizar a inteligência para que o jogador se livrasse dos inimigos que o perseguiam.

Ao contrário de muitos games, encharcados por combates aflitos e sem nexo, o jogo praticamente forçava o jogador a livrar-se de seus problemas de uma forma mais racional, resolvendo quebra-cabeças, evitando combates e desvendando os acasos da trama. Algumas lutas realmente deviam ser evitadas, já que Alone in the Dark possuía inimigos que não podiam ser derrotados utilizando a força bruta.

Além das inovações nos gráficos e na jogabilidade, AitD continha um plano de fundo digno. A história do jogo é inspirada em muitas obras do escritor americano H. P. Lovecraft, conhecido por suas histórias intrigantes que, na maioria das vezes, desafia a compreensão da mente humana. Ao decorrer do jogo, encontram-se várias citações ao autor, como o livro Necromicon, obra fictícia que envolve vários contos de H. P Lovecraft.

Sozinho na nova geração

O sucesso do game gerou vários sucessores para diversas plataformas. Em 2006, um novo jogo da franquia foi anunciado. Intitulado Alone in the Dark: Near Death Investigation os trailers sobre o jogo demonstravam gráficos fotorrealistas e um inovador sistema de jogabilidade. Os trailers geraram muita expectativa, pois continham elementos e possibilidades nunca vistas antes em um jogo de videogame.

O título logo ficou conhecido somente por Alone in the Dark, e o lançamento deste estremeceu o mundo dos games. Entretanto, o jogo não parece justificar todo o tremor causado, pois, mesmo com algumas qualidades, o título acaba sendo escurecido pelo seu acabamento mal feito e por vários erros que compõem o game.
 

O lendário Edward Carnby está de volta

Carnby está de volta. Em Alone in the Dark: Near Death Investigation o jogador encarna, novamente, o lendário, onipresente em todos os jogos da série, Edward Carnby, que se encontra em um profundo estado de amnésia. Carnby não possui lembranças sobre sua identidade e acorda misteriosamente em um local desconhecido acompanhado de pessoas até então estranhas. Cabe ao jogador percorrer a trama do protagonista, desvendando inúmeros mistérios e esclarecendo a escuridão que abrange o local em que o jogo é situado.

Nova Iorque, mais precisamente em Central Park, é o ninho de vários segredos diabólicos. Carnby depara-se com acontecimentos inexplicáveis que alteram brutalmente o ambiente. Forças malignas destroçam prédios, abrem rachaduras que parecem ter vida nas paredes, exalam seres horripilantes e encarnam em habitantes da cidade estadunidense.

As maléficas obras desconhecidas são um dos elementos-chave de Alone in the Dark: Near Death Investigation, pois estas o acompanham até o fim do jogo. Carnby terá de resolver um dos casos mais intrigantes de sua vida: descobrir quem ele é realmente, de onde veio e porque está cercado de eventos enigmáticos.
 
Nova Iorque por um fio.

Piscadelas salvadoras

Logo de cara notamos que toda a expectativa gerada em cima do game aparenta ser real. Ao acordar, atordoado e repleto de escoriações, a vista de Carnby freqüentemente torna-se ofuscada, provavelmente pelo fato do protagonista ter despertado recentemente ou por ter levado algumas pancadas na cabeça. Isso obriga o jogador a acionar um comando que faz Carnby piscar, enfocando novamente, por breves momentos, sua visão. A ação é, sem dúvidas, inovadora, mas muitos podem discordar do fato de ter que executar manualmente atos que são realizados com naturalidade em seres humanos.

Piscadelas também são úteis em pleno campo de batalha e acredite você não está flertando nenhum monstrengo. Algumas criaturas lançam líquidos pegajosos bem na cara de Edward e para limpar as secreções é preciso piscar. Além dos líquidos verdes e gosmentos, existem também momentos em que o jogador tem de piscar para eliminar o sangue que é regurgitado por monstros humanóides.
 
Este cara não parece piscar com freqüência.

Há momentos em que o ato se torna irritante, como, por exemplo, quando Carnby encontra-se pendurado em cordas — ou nas vísceras de um monstro gigante. Cercado por criaturas, as quais só podem ser derrotadas quando o jogador aciona a visão em primeira pessoa, que lançam continuamente secreções à face do protagonista, o evento exige piscadelas a todo o momento e a diversão torna-se tão ofuscada quanto a visão de Carnby.

No último episódio, de Alone in the Dark

Uma das funções mais, ou menos, interessantes de Alone in the Dark: Near Death Investigation é o inovador e inédito sistema de capítulos. No jogo, mesmo quando executado pela primeira vez no console, é possível navegar por um menu que permite que o selecione qualquer capítulo que deseja jogar. Caso queira ir diretamente para o último capítulo, o jogo permite, limitando somente os últimos eventos deste.

Selecione qualquer ato do jogo. Além disso, ao selecionar um dos capítulos é exibida uma animação extremamente similar às que presenciamos em vários seriados televisivos, contando fatos importantes que ocorreram ato antecessor ao escolhido. O sistema é bacana, mas pode não agradar a todos. Cai como uma luva em momentos em que o estresse toma conta do jogador, possibilitando simplesmente avançar os momentos irritantes presentes em muitas partes do jogo.

As animações de contexto, presentes em muitas partes do game, possuem um efeito interessante quando migram para as partes jogáveis. Ao término de cada cena, o jogo simplesmente liga a animação com as partes controladas pelo jogador. Isso faz com que, habitualmente, o jogador deva ficar atento, pois muitas vezes nem se percebe o momento em que Carnby passa de ator para protagonista.

Eventos como este, unidos à seleção de capítulos e os flashbacks presentes no jogo, aprimoram a sensação cinematográfica que tenta ser proposta pelo game. Mesmo assim, alguns acontecimentos ocorrem subitamente, deixando o jogador perdido na trama. Alone in the Dark ainda mantém-se longe de ser um sucesso hollywoodiano.

Óperas e palavrões

O game possui uma bela trilha sonora, representada por uma ópera que eficientemente adiciona muito ao suspense e mistério predominante na atmosfera de Alone in the Dark: Near Death Investigation. O ambiente, além de contar com a excelentíssima música de fundo, apresenta belas composições sonoras simulando ações reais. Ao atirar elementos explosivos, o jogo transmuta para a câmera lenta e os ruídos e sons que envolvem ambiente também sofrem com as conseqüências.
 
A trilha sonora embeleza o game.

Também são ouvidos vários palavrões, em inglês, citados em praticamente todos os momentos em que o herói cicatrizado abre a boca. As citações deveriam dar a impressão de realidade, pois em momentos desesperadores a maioria das pessoas soltam algumas palavras que não devem ser ouvidas por crianças. Contudo, o exagero de xingamentos faz com que a impressão torne-se artificial demais, migrando da tensão realista diretamente para a boca de um adolescente rebelde.
 
No menu de opções do jogo é possível ajustar o brilho da tela, para obter uma experiência mais sombria; algumas funções limitadas do áudio e a configuração dos botões e dos controladores. Além disso, é possível ajustar a sensibilidade da mira e da câmera, prevenindo alguns momentos de angústia.

Entretanto, vários problemas podem surgir para aqueles que não têm dominância em idiomas estrangeiros, pois o jogo não oferece uma versão em português. Isso pode desvanecer significativamente a experiência, pois em vários momentos a compreensão de dados falados ou escritos é essencial.

Câmera e muita ação

Afeitos com o glorioso Resident Evil 4 notarão que a câmera de Alone in the Dark, quando colocada na perspectiva em terceira pessoa, assemelha-se bastante com a visão disponível no survival horror da Capcom. Para incrementar, o jogo ainda conta com câmeras fixas que relembram muito os primórdios da série Resident Evil — algo considerado quase como nostalgia atualmente, pois muitos games abandonaram esta perspectiva.

A câmera pode atrapalhar em alguns momentos. Há momentos em que a visão se complica. Desta vez por causa do aspecto em que a câmera se encontra e não por causa de líquidos no olho de Carnby. A confusão é explícita quando ocorrem combates entre Carnby e criaturas de baixo porte, pois a visão de trás do personagem acaba encobrindo a localização exata do monstro, principalmente quando o protagonista empunha armas brancas — o que não possibilita a alternância para a visão em primeira pessoa.

A diferença entre o game de Carnby e o game da Umbrella é que além da câmera “acima do ombro” Alone in the Dark também apresenta variações para a perspectiva em primeira pessoa — que muitas vezes proporcionam péssimos momentos. Ao atirar, a câmera automaticamente altera-se para a visão em primeira pessoa, ampliando o campo de visão e aumentando significativamente a precisão dos tiros.

Fora isso, a visão também funciona em momentos em que o jogador deve observar e interagir com mais cautela no ambiente que o cerca, como em momentos os quais exigem uma visão mais detalhada do local. Ao procurar por itens em armários ou quando o jogador encontra-se em determinadas regiões, a visão altera-se automaticamente para a perspectiva em primeira pessoa.

A inovação em seu bolso

Uma das funções mais interessantes é quando o jogador seleciona os itens que deseja usar. Para isso, o personagem simplesmente abre sua jaqueta e baixa sua cabeça, visualizando todos os bolsos internos da vestimenta em tempo real. Cada lado da jaqueta possui vários compartimentos, entretanto, como a maioria dos jogos do gênero survival horror, o número de itens e equipamentos é limitado.

Isso influencia bastante no jogo, já que, muitas vezes, é preciso escolher com cautela o que desejará carregar consigo. Existem momentos em que a escassez de espaço pode a atrapalhar, pois muitos eventos exigem a combinação de vários itens para serem completados.
 
O ápice de Alone in the Dark.

É possível carregar uma série de equipamentos e itens diferentes. E para ampliar ainda mais o senso de realismo, Alone in the Dark adere um interessantíssimo modo de combinação entre os itens. A maioria dos elementos adquiridos em jogo, como garrafas com líquido inflamável, sprays de cura, sprays inseticidas, pacotes com sangue, facas, lanternas, armas e até mesmo fita adesiva, podem criar combinações entre si, expandido as capacidades de cada um deles.

Combinações fatais

Novos horizontes são expostos através do inovador sistema de combinações. É possível combinar uma garrafa de bebida alcoólica, inflamável, com a fita adesiva dupla-face. Esta combinação faz com que a fita adesiva seja aderida à garrafa, criando assim a possibilidade do item grudar em paredes ou em inimigos. As combinações abrangem um bom nível de expansão e, caso o jogador deseje, o jogo ainda permite aderir um tecido à garrafa adesiva, criando então a combinação máxima, o coquetel Molotov aderente.

Fogo combina com tudo. Muitas vezes no jogo as combinações são essenciais. Há momentos em que os quebra-cabeças exigem que o jogador usufrua delas. Grudar um coquetel Molotov aderente a um monstrengo para que este exploda seu ninho quando retornar para casa é essencial para progredir no game. Para momentos mais curiosos e ousados, o jogador pode atirar a combinação grudenta em uma criatura e aguardar até que o pavio caseiro queime lentamente até explodir o monstro pelos ares.

Além disso, ao utilizar uma garrafa inflamável em uma mão e sua arma de fogo em outra, a combinação se torna fatal e explosiva. O jogador pode lançar o recipiente, através de um eficiente sistema que simula a trajetória a ser percorrida pelo objeto, em direção ao inimigo e disparar utilizando sua arma enquanto este percorre o espaço aéreo. Para facilitar ainda mais a ação, a visão fica em câmera lenta, e o item torna-se um alvo fácil. Extremamente útil para momentos apertados e, com toda certeza, é um dos recursos mais usados.

Como fazer um lança-chamas caseiro!

Mas não se decepcione caso encontre um recipiente vazio pelo jogo. Alone in the Dark ainda oferece a possibilidade de transferir o líquido contido em recipiente cheio em sua jaqueta para outro vazio. Ao transferir o líquido de um objeto para o outro, é exibido um dosador, para que o jogador selecione a potência explosiva a ser obtida pelo item vazio.

Para incrementar ainda mais a mistura de líquidos inflamáveis, é possível utilizar sua faca e perfurar o tanque de gasolina de um dos vários carros abandonados em Nova Iorque. Com isso, obtém-se uma excelente fonte de líquido inflamável, pronta para ser contida em um dos recipientes carregados pelo jogador.

Seu próprio lança-chamas. Já imaginou combinar um spray com borrifos inflamáveis junto a um isqueiro? Em Alone in the Dark isso é possível — não só possível como essencial para a sobrevivência de Carnby. Piromania é uma monomania freqüente no título. Ao realizar a combinação, Carnby cria um lança-chamas caseiro, que se torna muito útil para tostar alguns inimigos e incendiar móveis. Junte seu mata-mosquitos ou seu spray de cura ao fogo de um isqueiro e prepare-se para presenciar momentos quentes.

Alone in the Dark ainda possibilita combinações ainda mais ousadas, como a mistura de líquidos inflamáveis com a munição de sua arma, criando assim, uma munição flamejante. Esta se torna muito útil para derrotar os inimigos, pois estes só podem ser aniquilados quando atingidos por fogo.

Criaturas persistentes

Um problema notório que ocorre com os tiros é que criaturas só são destruídas quando o personagem atinge as fissuras presentes em seus corpos, e acertá-las pode se tornar uma ação deplorável. A munição também pode ser aderida a uma recipiente inflamável para ampliar a força explosiva do frasco.

Fora a combinação “bebida com munição” e “bebida com álcool”, Alone in the Dark também apresenta várias possibilidades não tão fatais que, muitas vezes, auxiliam o jogador. Alguns monstros são atraídos por sangue. Com um pacote de sangue em uma mão e uma faca na outra, é possível perfurar a embalagem plástica e lançá-la em direção aos inimigos, criando assim um rastro de sangue no chão. Isso espalha o líquido e faz com que os monstrengos concentrem-se somente em local, facilitando a eliminação das criaturas.

Falhas técnicas contra um inovador sistema de combates

A jogabilidade, que prometia ser um belo fator do jogo, é muitas vezes ofuscada por vários problemas técnicos presentes em Alone in the Dark. Muitas vezes ao perambular por corredores carregando machados ou ferros pode ser uma experiência cansativa. Carnby sofre com problemas que não eram para acontecer e colide com paredes sem nenhum motivo físico aparente.
 
Combates quentes confusos.

Além disso, o promissor sistema de combate falha em proporcionar a experiência prometida pelos vídeos. Através do mouse, o jogador movimenta os braços do personagem, realizando movimentos de ataque ou de direção. Para atacar, o jogador deve clicar com botão esquerdo, realizando um movimento que se assemelha ao desempenhado por Carnby.

Algumas vezes a coisa funciona, e é até divertida, mas muitas vezes o jogador acabará lutando contra os controles e não contra os inimigos do jogo. Como os inimigos só são mortos quando queimados, o jogador muitas vezes terá de adquirir cadeiras, ou outros objetos inflamáveis, e atacar os oponentes — ou, simplesmente direcioná-las aos inimigos — o que pode ser nada divertido.

Carnby, um verdadeiro “durão”

Para piorar, o personagem não parece possuir expressões. Quando Carnby é atingido nenhum som de dor é emitido. Além do mais, ao morrer, Carnby não grita e nem expele nenhum dos seus palavrões freqüentemente usados em animações. E caso você se irrite, não tente descontar em algum companheiro da trama, pois o resultado será nulo e o personagem não terá reação alguma — e não poderá ser morto.

A movimentação do personagem também deixa a desejar. Ao adquirir algum item, o jogador se move irregularmente, em uma velocidade desproporcional à apresentada habitualmente no jogo. Fora isso, em momentos com pouco espaço, como no parapeito de um prédio, Carnby anda deslizando e não se esgueira. As explosões são boas, mas outros problemas abafam as poucas qualidades.

Burn baby, burn!

Uma destas qualidades é a interação do fogo com o ambiente. Ao atear fogo em madeiras, por exemplo, as chamas lentamente se espalham e o visual proporcionado é de boa qualidade. Carnby também se demonstra sensível ao fogo e protege-se das chamas quando se encontra muito perto delas. Portas e outros objetos de madeira, além de destruídos pelo fogo, também podem ser arrebentados através de armas adquiridas em jogo, entretanto, quebrar uma porta com um extintor de incêndio pode ser um grande problema.
 
Sai da frente!

Ferimentos à flor da pele

Outro grande e interessante problema em Alone in the Dark, não relacionado com a engine do jogo, são os ferimentos. A maneira de como são curados é muito interessante e apresenta-se como um dos pontos altos do jogo. Ao se ferir, Carnby tem de se curar utilizando sprays de cura ou ataduras para estancar o sangramento. A ação ocorre em tempo real: Carnby simplesmente borrifa seus ferimentos com o spray, tudo em tempo real exibido na tela em uma perspectiva de primeira pessoa.


Ah, que alívio! Ao borrifar, o ferimento vai lentamente sumindo, até que se cicatriza completamente. Há alguns pequenos erros, como a regeneração da roupa rasgada, mas estes não atrapalham o ato. Além disso, caso ocorram cortes mais profundos, Carnby sofre uma hemorragia. Esta deve ser controlada até o limite de tempo se exceder, caso isso aconteça, Carnby cai duro no chão. Ataduras são ideais para prevenir que isso aconteca, e o procedimento também é exibido em primeira pessoa.

Uma das situações que mais fere a diversão é quando o jogador embarca em passeios automobilísticos. A jogabilidade do carro é estranha e este parece deslizar como um barco na água. A câmera interna até que disfarça, mas a experiência insiste em ser um fracasso. Quando o jogador controla um jipe a direção é aprimorada, entretanto, há momentos em que toda a esperança na direção vai pelos ares — como quando Carnby controla a terrível empilhadeira.

Não aconselhamos dirigir em Central Park

Para compensar, Alone in the Dark permite a exploração interna do carro, em que o jogador pode fuçar o porta-luvas, os bancos traseiros e outros elementos que compõem o veículo. Ao dar a partida em um carro sem as chaves, ocorre um interessante minigame em que o jogador tem de realizar uma ligação direta para fazer o veículo funcionar.

Mas, ao correr e colidir com algum objeto, o que é muito comum devido às dificuldades proporcionadas pelos problemas técnicos, a ação torna-se completamente deplorável. As colisões são extremamente irreais, e o carro, quando colide, não aparenta realmente estar se chocando com algum objeto. Além disso, muitas vezes o carro simplesmente voa pelos ares.
 

Algumas partes do carro são destrutíveis, mas isso não é necessariamente um recurso interessante. Quando Carnby é atacado, os inimigos simplesmente agem como se o carro ainda estivesse inteiro e pousam sobre o teto inexistente do carro. Nas animações, tudo misteriosamente se reconstitui.

Erros escurecem a diversão

Alone in the Dark: Near Death Investigation supostamente seria um excelente jogo, provavelmente um dos melhores do gênero. Entretanto, devido a algumas falhas técnicas o jogo apresenta uma diferença notável entre o que deveria ser e o que ele realmente é.

Mesmo assim, o jogo fornece, caso consiga conviver com os erros, alguns momentos extremamente interessantes. Alone in the Dark não é tudo o que deveria ser, mas mesmo assim apresenta algumas idéias que definitivamente devem ser conferidas, e gastar algum tempo sozinho no escuro pode até ser divertido.
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