Mais uma vez está provado que a união faz a força!

Army of Two é uma franquia de tiros em terceira pessoa, cujo objetivo da aventura é se proteger em construções, mirar nos bandidos e atirar para matar — como a maioria dos outros shooters existentes. No entanto, essa série conseguiu impor ao mercado um diferencial que ainda não a consagrou, mas pelo qual ela já é bem conhecida: a jogabilidade cooperativa.

Nos dois primeiros jogos da trama, a dupla Tyson Rios e Elliot Salem foi a condutora das aventuras, iniciando os trabalhos da T.W.O. (Tactical Worldwide Operations) — a agência de mercenários bonzinhos para a qual os protagonistas de Army of Two trabalham. Também, é importante frisar que os dois primeiros games da série foram desenvolvidos pela Electronic Arts Montreal.

Agora, a Electronic Arts resolveu lançar apostar mais uma vez na cooperação, e acaba de lançar Army of Two: The Devil's Cartel. Desta vez, a produção da obra ficou por conta da Visceral Games, que utilizou uma nova engine para construir o jogo, retrabalhou o enredo da aventura, incluindo novos protagonistas, e ainda inseriu uma nova gama de elementos para consolidar The Devil's Cartel entre as melhores opções online do mercado.

Novas licenças para matar

Só porque a dupla Rios e Salem não ocupa mais o cargo de protagonista da série, isso não quer dizer que eles ficarão de fora da ação. Na realidade, o primeiro capítulo do game serve para apresentar aos gamers o que aconteceu aos dois grandes companheiros, que servem de mestres para o seu início no mundo da destruição em conjunto.

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Depois de alguns acontecimentos desastrosos, o desenrolar da história, que ainda não é tão dramático e relevante quanto gostaríamos, é facilmente reconhecido como o melhor que os dois games anteriores. Alpha e Bravo, os dois soldados que norteiam o enredo, são muito parecidos com a dupla anterior em termos de personalidade e travam os mesmos conflitos éticos quanto ao trabalho que fazem. Portanto, quem torceu o nariz para essa mudança, já pode ficar mais tranquilo.

Então, agora é hora de conferir se o membro mais jovem da franquia que aposta que “a união faz a força” conseguiu se sair melhor que seus irmãos mais novos. Confira os prós e contras.

Army of Two: The Devil's Cartel é o terceiro game de uma franquia que sempre recebeu muitos elogios, ao mesmo tempo em que foi duramente criticada. Mas o fato é que não há nenhum outro shooter em terceira pessoa no mercado que tenha a jogabilidade tão focada no modo cooperativo e que cumpra tão bem essa tarefa. Pelo menos que atenda os consoles da Sony...

Assim, é possível enaltecer as qualidade de The Devil's Cartel e afirmar que o game conseguiu se fazer superior aos seus dois antecessores tanto nos quesitos técnicos, quanto no refinamento do que já era bom neles. Infelizmente o título conta com alguns defeitos relacionados à campanha solo, aos gráficos ainda não tão bons e a alguns outros probleminhas que minam um pouco a nota final da obra.

Mesmo assim, vale fazer um destaque para a jogabilidade cooperativa online, que é o grande ponto forte do game, assim como a mecânica de jogo permitida pela engine Frostbite 2. No final das contas, se você é uma pessoa que gosta de jogar com os amigos, Army of Two: The Devil's Cartel certamente vai proporcionar uma experiência incrível!

Evolução

Quando um jogo carrega o número três em seu nome, o mínimo que esperamos é que ele esteja a altura dos dois games anteriores. Army of Two: The Devil's Cartel não só faz jus aos seus antecessores, como consegue aprimorar praticamente todas as características que já haviam sido apresentadas por eles.

A começar pela parte gráfica, que ainda não é nenhum primor visual, mas já deu um considerável salto positivo. A trilha musical e os efeitos sonoros seguem a evolução visual e também receberam melhorias. Os menus do jogo estão mais acessíveis e o modo de personalizar os personagens e armas agora exibe um layout novo, mais claro e que permite reparar com mais facilidade o que acontece em cada uma das modificações possíveis.

Uma das principais alterações que foram responsáveis pela evolução do jogo é o que está a seguir.

Novo capacitor de fluxo

A nova engine utilizada em The Devil's Cartel é a aclamada Frostbite 2, que é o mesmo motor gráfico por trás do magnífico Battlefield 3. Com uma referência tão boa assim, a Visceral Games não poderia ter sido mais feliz no resultado do trabalho artístico que realizou na produção do game.

Como a especialidade da engine é a microdestruição, a desenvolvedora usou e abusou dos recursos de destruição dos cenários para compor a mecânica do jogo. Quando você vê uma explosão, não são apenas blocos pixelados explodindo ou efeitos de distorção da imagem simulando fumaça e calor na tela. O poderoso motor gráfico permite que várias camadas de material realmente sejam desfeitas, como pequenos pedaços de madeira, fuligem, poeira e a própria fumaça para compor cada cena.

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Com isso é possível trabalhar em outro plano os efeitos de luz, sombra e penumbra e tornar a destruição do cenário um dos elementos que mais influenciam em toda a jogabilidade do game. Esta, por sinal, está muito leve, intuitiva e realmente bem calibrada.

Caveira, capitão!

Como já esperávamos, é muito visível que o foco de Army of Two: The Devil's Cartel está mais uma vez no modo cooperativo. Essa modalidade pode ser utilizada no co-op local (fora da rede e com a tela dividida em duas partes) ou em cooperação online. A primeira delas já havia sido largamente explorada nos dois games anteriores enquanto a novidade neste terceiro game é são os diferentes modos online.

O desafio existente na campanha de The Devil's Cartel continua alto quando você joga ao lado de um companheiro, mas as emoções aumentam muito. Os trajetos de cada cenário sempre dão margem para uma dupla atuar estrategicamente. Em outras palavras, um objetivo pode ser alcançado com deslocamentos laterais ou com incisões frontais.

Quando a cooperação acontece localmente, a diversão aumenta muito em relação ao modo solo. Em vários momentos do game a dupla é separada, de forma a cumprir duas tarefas em locais diferentes, que culminarão inevitavelmente em um reencontro mais para frente. Com isso, se um dos personagens morrer, o outro também falha na missão.

Isso torna a missão duplamente emocionante, pois quando seu parceiro é a própria Inteligência do jogo, o jogador que ela controla praticamente nunca morre.

Missão dada em qualquer lugar do mundo é missão cumprida!

Já foi elogiado o modo cooperativo do jogo, mas é preciso fazer uma menção especial para seu modo online. Com ele é possível se aventurar na campanha solo acompanhado de um colega de alguma outra parte do mundo, substituindo a inteligência artificial pelo modo humano de jogar.

Isso permite que você tenha a visão da tela inteira enquanto divide a jogatina com um colega, o que melhora consideravelmente a experiência ao jogar. Você também pode jogar mais de uma vez o mesmo capítulo, com pessoas diferentes, o que permite que você tome uma escolha diferente da que fez anteriormente.

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Por exemplo, em determinado caso você precisa escolher entre seguir o caminho superior ou ir por baixo. Em cada um deles os desafios são diferentes e a dupla geralmente funciona como um batedor e outro apoiando. Se você apoiou na primeira vez, por que não ir de batedor na segunda?

Meio jogo

Uma característica que não chega a ser um defeito grave em Army of Two: The Devil's Cartel é que a campanha solo do game é nitidamente inferior ao modo cooperativo. Isso faz com que sua passagem pela história seja mais breve e menos emocionante, se você não estiver o tempo inteiro com um colega ao lado.

A inteligência artificial do jogo é aceitável até um determinado ponto, mas depois que você joga o online fica bem perceptível a diferença entre as modalidades. A isso ainda podemos acrescentar o fato de que a campanha é realmente bastante curta, tornando o jogo um pouco repetitivo com o tempo.

Bugs esquisitos

Enquanto Army of Two: The Devil's Cartel foi testado, houve alguns problemas de travamento do jogo e de perda de conexão durante algumas partidas. A famosa tela de loading se tornou infinita algumas vezes e em outras a imagem da tela nem chegava a se formar corretamente, mas os controles respondiam.

Se um erro desses acontecesse uma única vez, podemos atribuir à má sorte ou ao acaso. Mas como os defeitos aconteceram repetidas vezes, é possível que em um futuro breve tenhamos alguma correção sendo liberada pela desenvolvedora.

“Você é muleque!”

Pessoalmente, de acordo com minha longa experiência nos dois games anteriores, acho que o modo cooperativo local do terceiro jogo piorou um pouco. Não há mais interação entre os personagens durante a jogatina compartilhada e a maneira com a qual a tela é dividida deixou de ser transversal para dar lugar a uma maneira moderna mais horizontal.

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Com isso, parece que a tela é menos ocupada e a visão de cada jogador fica prejudicada com uma área menor e com um espaço vazio em cada lado do monitor. Ainda, a barra de agro (que indicava com quem estava a “atenção” dos inimigos) deu lugar a uma diferenciação mais subjetiva — que promete funcionar de maneira mais intuitiva. Isso acabou por  gerar um pouco de confusão enquanto se joga em dupla.

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