Imagem de Assassin's Creed: Brotherhood - The Da Vinci Disappearance
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Assassin's Creed: Brotherhood - The Da Vinci Disappearance

Nota do Voxel
79

Um DLC que expande o game, mas não o renova

Criar uma nova franquia a essa altura do campeonato é uma tarefa extremamente complicada. Em um mercado com tantos grandes nomes, é muito difícil vermos um título recente conquistar a simpatia do público a ponto de disputar a atenção dos jogadores com franquias já tradicionais. Quem você imaginaria ser capaz de ameaçar o reinado de Mario ou Kratos?

A Ubisoft, porém, não se intimidou com a concorrência e apostou em Assassin's Creed, um game que estreou nesta geração e conquistou milhões de fãs em todas as plataformas por que passou logo de início. Com uma jogabilidade divertida e uma ambientação histórica repleta de teorias da conspiração, era óbvio que o jogo receberia uma sequência.

No entanto, o estúdio foi além e conseguiu superar todas as expectativas. A continuação nos levou à Europa em meio ao Renascimento e apresentou um herói ainda mais carismático. O novato Ezio Auditore da Firenze se destacou muito mais que seu antepassado, ganhou uma legião de admiradores e um novo game.

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Se o segundo título foi aclamado por conta de sua evolução significativa na história, nos gráficos e na jogabilidade, essa experiência é expandida em Assassin's Creed: Brotherhood, que leva a diversão a uma área até então não aproveitada na série: o multiplayer. Com vários modos de jogo que variam da caçada em grupo ao verdadeiro “que sobreviva o mais habilidoso”, o título conseguiu direcionar para o mundo online toda a diversão da mecânica de assassinatos.

Isso sem falar do enredo, que dá sequência à trama de Ezio e faz com que sua busca por vingança contra os Borgias o leve a Roma. Se o universo de conspirações escondidas em fatos históricos sempre foi o grande diferencial da série, em Brotherhood isso é levado para o lado religioso e mostra todos os interesses (e podres) existentes dentro do Vaticano do século XVI.

Entre quadros

Como todo fã de Assassin’s Creed já deve ter percebido, os DLCs lançados pela Ubisoft para a série são sempre fatos que estão dentro do período narrado pelo jogo, mas que, por algum motivo, não puderam ser reconhecidos pela máquina Animus. Sendo assim, ao comprar o conteúdo adicional, o jogador consegue fazer com que uma parte antes bloqueada do código genético de Desmond Miles seja decodificada. Foi assim com as sequências 12 e 13 do game anterior e é assim também com The Da Vinci Disappearance.

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Por conta disso, saiba desde já que existem grandes chances de existirem spoilers nesta análise. Por estar situado em um trecho muito próximo ao final da história, é natural que algumas informações possam estragar a diversão de quem ainda está dando seus primeiros passos na irmandade dos assassinos. Caso não queira nenhuma surpresa desagradável, sugerimos parar por aqui.

Desde Assassin’s Creed II, Ezio encontrou um grande aliado em sua busca por vingança: Leonardo Da Vinci. No entanto, enquanto o artista possuía um papel de coadjuvante até agora, neste pacote adicional ele é a grande estrela – ou quase, já que seu desaparecimento é o grande estopim para uma série de acontecimentos.

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The Da Vinci Disappearance acontece no ano de 1506, logo após o assassino voltar a Roma, depois de um período de reclusão, enquanto estudava a Apple of Eden. Ao chegar à capital italiana, Ezio procura Leonardo na tentativa de arranjar um barco que o leve à Espanha para enfrentar Cesare Borgia.

É nesse contexto que Da Vinci explica suas pesquisas sobre o matemático grego Pitágoras e como ele aparentava ter uma relação com o artefato mágico protegido pela irmandade. Porém, essa informação também desperta o interesse de membros do Hermetismo, uma seita que acredita que Deus está em todos nós e que somente o conhecimento pode libertar o mundo – ou permitir sua dominação –, o que faz com que o ilustre artista seja capturado.

Para quem adorou o modo multiplayer de Assassin’s Creed: Brotherhood, The Da Vinci Disappearance é motivo de alegria. Sem sombra de dúvidas, a adição mais significativa do DLC está nas partidas online. As novas modalidades expandem as possibilidades e as deixam ainda mais desafiadoras e divertidas, principalmente a Assassinate. O estilo Deathmatch de matar qualquer jogador que se aproximar é o que todos os jogadores esperavam do game, mas que só agora chega ao título.

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Por outro lado, o conteúdo pode decepcionar quem esperava prolongar a vida do jogo por muito tempo. Por mais que acessemos memórias recuperadas de Desmond Miles, a duração dessa sequência não é nada surpreendente. Até mesmo o incentivo dos troféus/conquistas não chega a ser desafiante, visto que a dificuldade de obter esses elementos é bem baixa.

O maior problema do DLC está exatamente em não renovar o game. Como já dissemos, Undead Nightmare conseguiu dar nova vida a Red Dead Redemption pelo mesmo preço de The Da Vinci Disappearance, então por que Ezio não conseguiu um tratamento semelhante por parte da sua desenvolvedora? A Rockstar nos deixou mal-acostumados com as possibilidades oferecidas em um pacote de expansão e não esperamos nada menos que isso de suas concorrentes. Ouviu, Ubisoft?

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