Seu Review foi enviado com sucesso.
Enquanto ele fica pendente de aprovação, dê sua nota para o jogo. Sua opinião é importante para a comunidade!
Avaliar este jogo
Voxel
Battlefield 4
COMUN.
90
VOXEL
Battlefield 4
Avaliar este jogo
Review
Avaliar este jogo

Multiplayer mais insano, campanha ainda clichê: este é o BF4

Douglas Ciriaco

Videoanálise

Chegou Battlefield 4, a aguardada continuação da série de tiro em primeira pessoa (FPS) da DICE que rivaliza com Call of Duty o posto de melhor franquia de guerra da atualidade. Dois anos depois de Battlefield 3, a sequência chega gerando bastante expectativa, que é superada em alguns aspectos, mas não em outros.

A DICE prometeu uma campanha mais profunda, digamos assim, corrigindo um problema que persegue a série já há alguns títulos: o de não conseguir causar no modo single player o mesmo impacto que apresenta no modo multiplayer.

Além disso, novidades visuais, cenários maiores e mais exploráveis e o retorno do modo Commander (ou Comandante, caso você jogue BF4 em português) também foram elementos que fazia deste um dos lançamentos mais aguardados do ano. Mas será que tudo isso foi capaz de sustentar o jogo? Confira agora o que nós achamos deste jogão.


Respondendo rapidamente à pergunta acima: sim, afinal, isto é Battlefield. Há falhas, algumas desanimadoras, como o enredo fraco que deixa a campanha pouco empolgante, mas nada que realmente tire o brilho do jogo. As novidades também não são tão grandes assim, permitindo-nos arriscar que Battlefield 4 seria a soma de Bad Company 2 com BF3.

Isso não é essencialmente ruim, afinal, a “junção” dos games é feita de forma muito competente, oferecendo ao jogador uma versão aprimorada tanto da experiência visual de Battlefield 3 quanto da destrutibilidade de Bad Company 2. Dá para somar também a presença de alguns detalhes inéditos que fazem a diferença e contribuem para uma jogatina divertida e dinâmica, com tudo o que um bom jogo de guerra deve ter.

Mas, de fato, não há uma lista vasta de itens novos e nem nada realmente revolucionário — até porque o próprio modo Comandante, um dos apelos da DICE para BF4, não é algo inédito na franquia. Em suma, dá para dizer que o jogo apresentou evolução, mas foi um passo curto, o que não tira o brilho da série e nem vai decepcionar qualquer pessoa que goste de um grande FPS.

Battlefield 4 foi adquirido pelo BJ para esta análise

Bem-vindo à guerra

Se ação é o que se espera de um jogo de tiro em primeira pessoa, Battlefield 4 é perfeito, pois não deixa a desejar nesse aspecto. Apesar de não trazer uma extensa lista de novidades quanto a armas e veículos, há sim mudanças sensíveis nesse sentido e você está diante de um prato-cheio de adrenalina. Guerra no ar, na terra, na água e até debaixo de tempestades (de areia, de neve ou de água mesmo).

O trabalho em equipe no modo campanha se torna ainda mais preciso e essencial para o sucesso de suas empreitadas, favorecendo o ambiente de guerra. O novo modo “atacar” faz com que o seu personagem, que sempre lidera o bando, indique aos aliados a posição dos inimigos. A partir daí, a saraivada de bala de sua equipe parte em direção aos adversários de forma organizada.

Mapas exploráveis, cenários destrutíveis

A série Battlefield é marcada por oferecer cenários enormes aos jogadores, e isso foi amplificado em BF4. O jogo apresenta mapas vastos e que mesmo no modo campanha podem ser bem explorados, especialmente durante uma batalha.

Quando o conflito se dá em campo aberto, é possível tomar diversas rotas diferentes, passar por meio a construções em pedaços ou sair em disparada em campo aberto. Qualquer caminho pode levar você ao seu objetivo e isso garante a possibilidade de várias estratégias de jogo estarem certas, reduzindo parcialmente a linearidade da jogatina.

Além disso tudo, as novas chances de interação com o cenário, que se tornam mais destrutíveis também na campanha, mas especialmente no multiplayer, dão um toque ainda mais insano ao jogo. Em Battlefield 4 não há local seguro, pois aquele escolhido como abrigo pode vir abaixo pela ação dos outros jogadores.

Não somente por ser divertido, mas esse fato merece destaque também por incentivar o dinamismo, evitando que você permaneça escondido por muito tempo no mesmo lugar — e a mesma coisa para os seus inimigos —, pois ele pode vir abaixo literalmente.

Cenários dinâmicos

O dinamismo de BF4 está não somente no fato dos cenários serem grandes e destrutíveis, mas também nas possibilidades de que eles sejas alterados a qualquer momento. Esse recurso é chamado oficialmente de Levolution e sem dúvida é um dos pontos mais interessantes do game.

Tornados, inundação com água de uma represa que acabou, arranha-céus que vêm abaixo e soterram aliados e inimigos com os seus escombros, e até mesmo um navio que invade a costa acidentalmente, tudo isso pode reconfigurar o ambiente de jogo e exigir uma nova estratégia de luta.

Multiplayer mais desafiador

Além de mais divertido, jogar online contra dezenas de outros jogadores está também mais desafiador. Um dos motivos disso tudo é o modo Obliteração, em que os jogadores disputam uma bomba para explodir alvos adversários, e também os novos mapas, como a Ferrovia Golmud, que coloca um ponto de controle em um trem se movendo pelo cenário.

A combinação dos novos detalhes de BF4, como Levolution, novo modo de jogo, novas armas e o modo Comandante, intensificam a experiência online com o título. Você chega a ficar cansado com tanta possibilidade de tensão e adrenalina presentes por aqui.

Visual estonteante

Se o trabalho já foi bem feito em BF3, em Battlefield 4 ele conseguiu ser aprimorado. O visual aqui é incrível, com belíssimos cenários e efeitos de campo impressionantes. O realismo com que os raios de sol incidem na poeira levantada por uma destruição é absurdo, tornando a experiência de jogo primorosa do ponto de vista gráfico.

Falando a nossa língua

Não é de hoje que desenvolvedores tomam ciência do quanto o mercado brasileiro é valioso e justamente por isso vêm investindo em dublagem para as edições nacionais de muitos lançamentos. Battlefield 4 é um desses casos, e mais, é um dos casos em que a dublagem é muito bem-feita.

Os atores Dan Strubach e André Ramiro emprestam suas vozes a dois dos principais personagens do game, que sempre acompanham o protagonista. Destaque especial para Ramiro, cujas falas muitas vezes lembram a de seu emblemático personagem André Matias, de “Tropa de Elite” e “Tropa de Elite 2”.

Campanha ainda é coadjuvante

A DICE prometeu uma campanha mais profunda, mas não é o que se vê em BF4. Obviamente, ela não é ruim e nem invalida a experiência geral do jogo, mas fica claro que este não é o prato principal do cardápio — que continua sendo o multiplayer. A história segue um clichê de jogos de guerra, com missões secretas, insubordinação, traição e redenção.

Enfim, não foi dessa vez que BF trouxe um enredo denso ou mesmo reflexivo sobre uma guerra. Não há dilemas morais e nem mesmo personagens profundos, com personalidades marcantes que são exaltadas.

Img_normalFonte da imagem: Divulgação

É lógico que esse fato se repete na maioria dos jogos de guerra, mas dá para dizer que a campanha não está à altura de uma série como Battlefield e serve mais como um grande tutorial para o multiplayer.

Inteligência nem sempre combina com destruição

A inteligência artificial de Battlefield 4 não é ruim, passando longe disso na maior parte do tempo. Mas algumas coisas deixam a desejar e são evidenciadas pela alta capacidade de destruição do cenário.

Um bom exemplo é o seguinte: um soldado inimigo está programado para se esconder atrás de uma pilastra ou no canto de uma parede, mas você destruiu o esconderijo. Nesse caso, em vez de procurar outro abrigo, o inimigo vai para o local e se esconde atrás de algo que não existe mais, ficando totalmente exposto aos seus disparos.

Você é o alvo

Quando você está em uma batalha no modo campanha, os inimigos sabem quem é você. Isso aumenta o desafio de jogo, mas prejudica o realismo, pois você se torna alvo da grande maioria dos adversários, deixando seus aliados praticamente intocados onde quer que estejam (a pé ou embarcados em algum veículo).

Muitos podem dizer que isso é bom, afinal, não alivia o jogador — e provavelmente este não é um problema grave se você escolhe o modo de jogo “Fácil” —, mas é uma falha evidente e que não combina com todo o cuidado com que Battlefield foi desenvolvido.

Img_normalFonte da imagem: Divulgação

Classes sem limites

Este é outro ponto negativo que pode ser visto como positivo por muita gente. Em Battlefield 4, você permanece com as tradicionais quatro classes de personagem à sua disposição (Assalto, Engenheiro, Suporte e Batedor), mas agora elas não apresentam tantos limites como antes.

Isso quer dizer que a quantidade de armas e equipamentos à disposição para cada classe está maior, permitindo assim que elas se tornem mais iguais entre si. Em suma, é fácil deixar uma classe mais parecida com outra, pois o que as define de fato é o tipo de arma e os dispositivos equipados, não tanto o nome dado a ela.

Partindo desse princípio, dá para dizer que a separação das classes pode se tornar irrelevante para os jogadores com maiores níveis, visto que eles já terão adquirido gadgets e armamentos suficientes em uma delas para se equiparar às outras.

90 pc
Excelente

Outras Plataformas

90 ps3
90 xbox-360