Final Gatsuga Tenshou! Um Bleach aprazível para os fãs, mas nada inovador

Bleach: Soul Ressurección é um game baseado em uma série de mangás (e posteriormente anime) chamado Bleach, no qual Ichigo Kurosaki se une acidentalmente a um grupo conhecido como Shinigamis. A função dessa classe é enviar as almas soltas pela terra de volta ao mundo dos mortos, para que elas não fiquem transtornadas e acabem se tornando criaturas infernais, conhecidas como Hollow.

Ichigo, que é conhecido como “Shinigami substituto”, é uma parte Shinigami, outra parte Hollow e ainda possui essência humana. Partindo dessa premissa, a desenvolvedora NIS, em parceria com a Sony, construíram esse título do gênero Hack´n´Slash, exclusivo para o PlayStation 3.

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Bleach: Soul Ressurección é um jogo bastante interessante. Retrata com muita fidelidade os acontecimentos na série e principalmente o que diz respeito aos golpes dos personagens. Desde o protagonista Ichigo Kurosaki, até qualquer outro vilão retratado. O problema? O game não se preocupa nem um pouquinho com que não é aficionado pela série.

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Esse fato impede que uma pessoa qualquer seja cativada pelo título. A jogabilidade não é das melhores e a maneira que o game conta a história não é nada simples ou esclarecedora. Sendo assim, para quem é fã de carteirinha das aventuras dos Shinigamis é compra certa. Para quem está chegando a gora, quem sabe assistir todos os animes ou mesmo ler os mangás seja uma opção melhor para começar.

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Abertura

Para começo de conversa, os fãs da série vão ter uma grata experiência nos primeiros segundos após iniciarem o game. A abertura do jogo possui imagens do anime, só que em qualidade superior. O enredo do título segue o do anime, no grande arco em que os Shinigamis descem até o Hueco Mundo para combater o decaído Aizen e seus Arankars.

Logo no começo do game, a aventura vai se construindo a partir da chegada de Ichigo no mundo dominado pelos malvados, até que ele encontra seus amigos. O desenrolar do enredo é bastante rápido, sem enrolação, e o mais importante é que o resultado das lutas é o que aparece nas animações.Esqueça aquelas lutas em Dragon Ball (por exemplo) nas quais você sua para ganhar do adversário, mas na continuação da história, a CG mostra seu personagem sendo derrotado...

Visual

O game conta com um visual do melhor estilo cel shade, com gráficos que misturam os desenhos clássicos com animes. As cores são bem bonitas, aplicadas de modo a diferenciar bem os espaços dos cenários. Ou seja, diferença de níveis, escadas ou horizontes, todas as paisagens são bem construídas e não cansam tanto a vista. É o que pode se chamar de um “jogo bonito”.

Combos

Inicialmente pode-se pensar que o game vai fazer você massacrar o coitado do botão “quadrado”. De fato é ele quem utiliza o golpe normal, que não precisa gastar nenhuma barra extra para golpear os inimigos. Porém, as barras de especial carregam tão rápido e permitem que uma variedade tão grande de combos seja realizada, que acaba ficando muito interessante utilizar largamente as funções especiais.

Cada um dos personagens tem sua espada (chamada de Zanpakutou) que assume mais de uma forma para a luta. As Zapakutous são exclusivas e tem habilidades distintas umas das outras. Com isso, os jogadores podem combinar os diferentes poderes de cada arma para realizar várias e empolgantes sequências de golpes. Geralmente o golpe final é seguido de uma pequena animação.

Formas e poderes

Os lutadores são muito semelhantes aos do anime. Os nomes dos golpes, o gestual, o efeito que os poderes têm nos inimigos — tudo tem uma “verossimilhança” incrível com o que há no anime. É como se o jogador estivesse jogando um episódio da série real. Apesar de ser spoiler, as segundas transformações de Ichigo e de Ulquiorra são fenomenais!

Repetição e falta de espaço

O estilo Hack´n´Slash já não contribui muito para que os games tenham uma grande variedade durante a jogabilidade. Basicamente o gênero consiste em ir “caminhando e matando”, à medida em que os cenários mudam um pouco e os inimigos também. No caso de Bleach os cenários mudam pouco mais de três vezes.

Há o Hueco Mundo externo, que é um deserto, Las Noches, o interior do castelo de Aizen e as ruas da cidade. Ou seja, são cenários genéricos que se repetem quase que indefinidamente. Pelo manos há uma variedade boa de inimigos diferentes.

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Porém, o problema que mais incomoda nos cenários é a limitação do espaço que pode ser ocupado. A paisagem que os olhos podem ver é longa, mas assim que o jogador tentar ir um pouquinho fora da estreita rota que o mapa aponta, uma parece invisível impede-o de avançar. Esse mesmo bloqueio atrapalha as vezes nas lutas, podendo “enroscar” de vez em quando, fazendo com que o jogador perca velocidade de deslocamento.

Comando de evasão

Os Shinigamis possuem um golpe comum a todos que consiste em concentrar toda a velocidade que eles possuem, e usá-la de uma vez. É basicamente uma evasão que também serve para avançar em direção aos inimigos. Geralmente essa ação evasiva dos games é executada pressionando um botão ou o direcional direito.

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Bleach conseguiu inovar a ação colocando uma sequência de dois botões para poder realizá-la. Isso mesmo, é quase como preparar um golpe. Para piorar, os comandos não são nada intuitivos.

65 ps3
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