Prepare-se para espalhar a dor entre os seus inimigos

Caso você esteja pensando em jogar BloodRayne: Betrayal, lançado recentemente na PlayStation Store e na Xbox LIVE pela WayForward (responsável também por A Boy and His Blob do Wii) é bom preparar-se para sofrer, suar e xingar em excesso enquanto estiver empenhado em ajudar a damphir — como são chamados os híbridos entre humanos e vampiros — Rayne em sua missão.

Isso quer dizer que o game é ruim? Não necessariamente, apenas depende mais do tipo de jogador que assumir o joystick. Afinal, os desenvolvedores optaram em direcionar o jogo para um público mais experiente e que gosta de vencer desafios.

Desse modo, o jogo acaba sendo muito mais difícil do que o convencional, algo que pode afastar alguns jogadores a princípio. Caso você não se sinta intimidado por essa árdua tarefa, BloodRayne é um Hack’n’Slash bastante dinâmico, com diversos elementos que tornaram o gênero clássico, como chefes gigantes e muitas maneiras de decepar os seus inimigos.

BloodRayne: Betrayal decididamente decidiu apostar em um tipo de jogar específico, que não se intimida com o nível de dificuldade e que não vê problemas em completar um game repetidas vezes para terminá-lo integralmente.

Img_normalNão há nada de errado com a escolha da WayForward, sendo que grandes clássicos do passado eram notáveis pelos mesmos motivos (como Super Ghouls’n Ghosts do Super Nintendo, por exemplo).

Enquanto o título consegue ser bastante divertida e interessante em diversos momentos, alguns pequenos escorregões podem complicar a experiência, algo que pode afastar até mesmo os gamers mais hardcore.

Ainda assim, BloodRayne: Betrayal possui uma mecânica bastante interessante e estágios bem produzidos para aqueles que decidirem enfrentá-lo. Desse modo, principalmente para aqueles que são fãs do gênero e eram acostumados com os clássicos, este título possui bastante potencial.

Aniquilação total!

As relações entre vampiros e humanos geram uma forma híbrida (chamada de damphir) com boa parte dos poderes vampirescos, a sede por sangue e a vantagem de poder andar sob a luz do sol sem dano algum. No entanto, essas criaturas ainda assim são perseguidas por caçadores de vampiros, como os que formam a sociedade Brimstone.

A instituição, no entanto, teve que recorrer à ajuda de Rayne, a protagonista do game, para conter os ataques de uma poderosa criatura que ameaça os humanos. E são justamente os poderes da mestiça sobrenatural que tornam a jogabilidade deste título tão interessante.

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Dotada de velocidade e força sobre-humanas, a heroína utiliza duas lâminas acopladas aos seus braços para dilacerar qualquer forma de vida (ou de além-vida) que ouse entrar em seu caminho. Há também uma boa variedade de combinações de golpes que podem ser utilizadas para acabar com grupos de inimigos rapidamente.

Em momentos de apuro, Rayne pode também drenar o sangue de seus inimigos para recuperar a sua energia ou então envenená-los, fazendo com que explodam e aniquilem quem estiver por perto. Já se as coisas ficarem feias, a protagonista pode tentar escapar utilizando sua agilidade ou apelar para a sua pistola. A munição, contudo, é bastante limitada e deve ser reservada para os casos mais extremos.

Rapidez e perfeição

É difícil terminar BloodRayne: Betrayal. Há pontos de retorno espalhados pelas fases e não há um limite de tentativas, é claro. No entanto, há momentos em que as tempestades de inimigos são tão grandes que o jogador chega a cogitar se é possível atravessá-la.

Se a sensação de completar alguns níveis é extremamente satisfatória, a emoção será ainda maior quando os mesmos estágios forem ultrapassados sem levar nenhum dano e em tempo recorde (isso se os jogadores realmente conseguirem, é claro).

Capricho visual

Img_normalComo obras como Limbo e Outland já provaram, não é porque um jogo é em 2D que ele não pode ser agradável visualmente. Enquanto os gráficos BloodRayne não chega a ser tão impressionante quanto os games citados, pode-se destacar o capricho da direção de arte, que criou um bonito e arrepiante mundo em alta definição, assim como personagens e criaturas bem estilizados.

Derrotar um exército é fácil, difícil é saltar

Enquanto o combate de BloodRayne: Betrayal consegue fluir de uma forma bem interessante, com comandos bem determinados e precisos, o mesmo não pode ser dito a respeito dos saltos que a personagem tem de realizar para alcançar plataformas mais altas.

Um determinado tipo de pulo, em especial, exige que o jogador alterne a direção da personagem rapidamente enquanto pressiona o botão de salto. Difícil de entender? Igualmente complicado de realizar.

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Em vez de optar por um pulo duplo ou um comando mais simples, a WayForward decidiu por essa estranha de combinação talvez para manter a proposta de jogo, a qual inclui uma dificuldade mais elevada que o padrão.

No entanto, enquanto a empresa acertou nos momentos em que o jogo é difícil por conta do design bem trabalhado e dos oponentes organizados estrategicamente, a mesma peca quando exige que o jogador batalhe contra o joystick para alcançar uma simples plataforma.

Eu já não passei por aqui?

Enquanto os detalhes dos inimigos e dos cenários chegam a surpreender positivamente, a companhia acabou pecando ao repetir demais elementos visuais entre as fases. Assim, ao jogar novamente é mais fácil descobrir em qual fase você se encontra não pelo ambiente, mas pelo tipo de oponente encontrado.

77 ps3
Bom

Outras Plataformas

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