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Brothers: A Tale of Two Sons
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Um conto belíssimo, sentimental e inovador

Fabio Jordão


Quem vê as imagens e os trailers de Brothers: A Tale of Two Sons não faz ideia do que o game guarda em sua essência. O jogo que despertou a curiosidade de muitas pessoas com sua mecânica diferente tem muito mais do que uma simples história para contar ou de locais para explorar.

O jogo começa de forma tímida com uma cena que nos apresenta os personagens principais e a trama da história. Nestes primeiros momentos, vemos os dois irmãos trabalhando em conjunto para levar seu pai ao médico. Lá, eles descobrem que seu progenitor está muito adoecido e somente a “água da vida” pode salvá-lo.

Antes de partirmos para nossas considerações sobre os principais aspectos do jogo, já queremos parabenizar a equipe da Starbreeze, que fez um trabalho excelente em um jogo que vem para abalar até mesmo os mais fortes. Se você é um fã de novas experiências, certamente vai adorar o que vamos falar e não hesitará em comprar o game.

No fim das contas, Brothers: A Tale of Two Sons é mais uma experiência recheada de cargas emotivas do que uma simples diversão. O jogo tem uma boa pegada na aprendizagem e nas lições que são passadas através de um conto belíssimo.

Estruturalmente falando, este game é bem desenvolvido tanto na parte gráfica (os elementos de jogo seguem um padrão e agradam aos olhos) quanto na sonora, que é muito prazerosa. Os controles inovadores dificultam a familiaridade, mas agregam valor ao título.

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Enfim, com certeza vale a pena investir sua grana em Brothers: A Tale of Two Sons. O game, que está custando US$ 15 (nos consoles) e R$ 25 no Steam, é incrivelmente caprichado. Ele trata diversas temáticas adultas com seriedade e consegue ser uma experiência única que você dificilmente vai esquecer!

Este jogo foi adquirido pelo redator Fábio Jordão para a realização desta análise.

Uma jornada inesperada

O início de Brothers: A Tale of Two Sons não diz quase nada a respeito do que o jogador está para vislumbrar. Em pouco tempo, você está batendo de porta em porta e perguntando aos habitantes das proximidades onde é possível encontrar a água da vida.

A exploração que começa em um pequeno vilarejo vai tomando proporções absurdas. Logo, você está adentrando em bosques, se aventurando em meio às montanhas rochosas, invadindo locais com inimigos gigantes e por aí vai.


São cenários absurdamente detalhados, que parecem ter saído de um livro de Tolkien. Ainda que a qualidade gráfica não seja a mais avançada, tudo é retratado com extremo cuidado e o resultado é que você explora um mundo que parece ter saído de obras de arte.

O estilo visual não é tão ousado quanto o de Braid, até porque a pegada no estilo tridimensional inviabiliza o abuso de aquarela ou efeitos de pintura. De qualquer forma, a cada quadro, cenário, luz, sombra e personagens compõem uma nova tela surpreendentemente bela.

Com o desenrolar da história, que, na verdade, não ganha muitas novidades, você poderá explorar novos e ambiciosos locais. Riachos, castelos, ambientes gelados e outros tantos cenários fazem esta jornada ser inusitada e muito emocionante.


Neste mundo ambicioso, uma região é ligada a outra, garantindo que o jogador não sinta estranheza ao sair de um castelo e entrar em uma localidade a céu aberto repleta de gigantes mortos. Outro recuso que chama a atenção é jogo de câmeras, que aproveita muito bem todas as facetas de cada local.

Dando nó no cérebro

Como dissemos no começo deste texto, Brothers: A Tale of Two Sons se diferencia de outros games atuais com um recurso único: sua mecânica de jogo. Pois é, um dos grandes pontos surpreendentes do game está na jogabilidade que mistura o modo cooperativo com o single player.

Como o próprio nome sugere, este é um conto de dois filhos, portanto nada mais natural do que você usar os dois personagens simultaneamente. O uso de um manípulo para controlar cada personagem é algo bem complexo, principalmente para nossos neurônios que estão acostumados a guiar apenas um protagonista.

A experiência é bem complicada no começo, mas depois de um tempo você acaba encontrando uma forma de administrar os dois garotos sem se "embananar" com os controles. Essa ideia de trazer uma nova forma de jogatina é genial, pois leva o jogador a exercitar a mente e a aprender algo novo.

Os puzzles do jogo são todos resolvidos em dupla e você precisa controlar e coordenar o uso dos botões de ação para que um irmão não atrapalhe o outro. Às vezes, seu cérebro não conseguirá reagir e, possivelmente, você soltará mais botões do que deve e levará os personagens à morte.

Pura emoção

Lendo os parágrafos acima, você pode ter tido a impressão de que Brothers: A Tale of Two Sons é um simples game de aventura que vai levá-lo a explorar locais belíssimos. Todavia, devemos ressaltar que este não é um jogo superficial. De forma alguma.

Nesta jornada a dois, muitos contos se misturam, muitas lições são ensinadas, muitos sentimentos são transmitidos. O game trabalha o íntimo dos personagens, e faz isso com maestria. Em momento algum você entenderá uma palavra do que eles falam, mas, mesmo com um idioma desconhecido, as emoções são transmitidas de forma clara.

O jogo é construído para fazer o jogador se envolver nas situações e criar uma ligação com os personagens. Os episódios que compõem a história exploram diversas formas de emoção: alegria, medo, tristeza e outros tantos.

Quando falamos que Brothers: A Tale of Two Sons é um jogo caprichado, não estamos de brincadeira. Além da atenção ao visual e à jogabilidade, a equipe de desenvolvimento apelou para uma trilha sonora capaz de exteriorizar ainda mais as emoções mostradas na tela. Desde o início até o fim da aventura, a música vai prender a sua atenção.

Uma conexão rápida e com falhas

Brothers: A Tale of Two Sons é ousado, mas, talvez, essa ideia de abraçar tudo com duas mãos acabou causando uma redução na duração da jornada. Infelizmente, o jogo é bem curto. Isso não é um problema, mas fica complicado contar uma grande história e passar emoções em tão pouco tempo.

Não há muita profundidade na conexão entre jogador e personagens. Felizmente, a conexão rápida que temos com os dois irmãos é suficiente para que o fim da história cause o impacto necessário. De qualquer forma, como se trata de um jogo bonito e muito diferente, gostaríamos de aproveitar mais esse universo belíssimo.

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Tirando esse detalhe de lado, o game sofre com algumas falhas de controle. Em diversas situações, sentimos atrasos em um dos personagens, o que acabou resultando na morte de um dos irmãos (e gerando certa frustração). Felizmente, os bugs são bem raros se comparados aos que você vai presenciar em seu cérebro.

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Excelente

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