Mafiosos, zumbis e magma se misturam no novo DLC de Black Ops 2

Segundo pacote de mapas para Call of Duty: Black Ops 2, Uprising faz mais do que adicionar novos cenários ao modo multiplayer do game. O DLC traz em si uma expansão para o modo zumbi, no qual os jogadores assumem a identidade de quatro criminosos tentando escapar da famosa prisão de Alcatraz.

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Tivemos a oportunidade de conferir todas as novidades trazidas pelo pacote que já está disponível no Xbox 360, PC e PlayStation 3. Confira nossas impressões e, após a leitura, não deixe de registrar sua opinião sobre o jogo em nossa seção de comentários.

Para quem já é fã do que é oferecido pelo pacote básico de Call of Duty: Black Ops 2, Uprising se mostra uma adição quase que obrigatória ao título. Apesar de apresentar uma quantidade limitada de cenários, a qualidade do trabalho feito pela Treyarch deve se mostrar suficiente para deixar os jogadores contentes por um bom tempo.

O destaque fica por conta de Mob of the Dead, opção que traz uma bem-vinda renovação do modo zumbi do jogo. Embora esse modo possa ser completado em aproximadamente uma hora por jogadores experientes, você provavelmente passará uma boa quantidade de dias explorando Alcatraz antes de dominar todas as táticas necessárias para sobreviver.

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Infelizmente, o tempo que você deve investir na experiência de sobrevivência é ampliado pela simples falta de instruções e pela ausência de um sistema de direcionamento competente. Assim, suas falhas nem sempre se devem à sua falta de habilidade, mas sim à inabilidade do jogo em explicar o que é preciso fazer para vencê-lo.

Porém, o aspecto que mais incomoda é a aparente falta de preocupação que a Treyarch tem com jogadores iniciantes na franquia. A falta de um sistema de informações competente e um matchmaking ainda desbalanceado acabam contribuindo para tornar a adaptação ao título mais difícil e demorada do que seria o necessário.

Felizmente, nem mesmo esses pequenos problemas conseguem tirar o brilho do trabalho feito pelo estúdio. Se você não se interessou pelo primeiro pacote de mapas adicionais para o FPS, vale a pena mudar de ideia e adquirir Uprising — dificilmente você vai se arrepender de realizar a compra do DLC.

Zumbis na prisão

Conhecido como Mob of the Dead, o novo modo zumbi de Black Ops 2 mexe um pouco com a fórmula estabelecida pela Treyarch em World at War. Embora você continue tendo que trabalhar junto a outras pessoas para matar hordas de mortos-vivos, o jogo adiciona novas mecânicas que ajudam a renovar um pouco a experiência.

Uma vez a cada rodada, seu personagem se transforma em um espírito com poderes elétricos caso ele seja morto. Nesse formato de fantasma, é possível matar qualquer zumbi com um único raio (algo que não aumenta sua pontuação) e navegar pelos cenários de forma livre, acessando cantos que não podem ser alcançados na forma humana.


Assumir essa identidade etérea se mostra essencial para prosseguir na aventura, já que é somente através dela que você consegue acionar equipamentos eletrônicos que abrem algumas das passagens pelas quais é preciso passar. A importância dessa ferramenta é tanta que os cenários possuem alguns pontos onde seu personagem pode se matar para acioná-la — algo especialmente útil para quem quer aproveitar sozinho o novo conteúdo.

Outro ponto que diferencia Mob of the Dead é o fato de esse modo possuir um objetivo que vai além da mera sobrevivência. Conforme você acessa novas áreas de Alcatraz, é preciso coletar diversos objetos que, quando reunidos no teto da prisão, se transformam em um veículo capaz de levar os criminosos sobreviventes para um local seguro.

Maior variedade de temas

Apesar de Black Ops 2 adotar uma visão mais livre da guerra em relação ao que é apresentado nos outros games da série Call of Duty, não dá para negar que o jogo ainda assim possuía uma temática militar bastante convencional. Felizmente, em Uprising a Treyarch aparentemente decidiu deixar um pouco de lado o realismo para se focar na construção de cenários multiplayer divertidos e variados.

O destaque entre os novos cenários fica por conta de “Studio”, uma recriação de “Firing Range”, um dos cenários mais populares entre os jogadores do primeiro Black Ops. Embora o cenário possua um layout básico quase 100% idêntico àquele que lhe serviu de inspiração, a temática adotada faz com que ele se mostre uma experiência bastante diferente.

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No lugar de estruturas genéricas, entra uma mistura de cenários pertencentes a filmes com variados gêneros. Assim, enquanto num momento você está andando por uma cidade em miniatura, no outro está lidando com um dinossauro animatrônico ou observando a movimentação de esqueletos robóticos.

Apresentando uma série de salas repletas de cantos abertos, “Studio” oferece uma das experiências mais divertidas do pacote, dando a jogadores com diferentes estilos a oportunidade de acumular boas pontuações. A essa opção se junta “Magma”, uma recriação virtual de uma cidade japonesa vítima de um terremoto que espalhou lava por suas ruas (elemento que realmente pode matar os jogadores).

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Já em “Encore”, o jogador se vê em um conflito que ocorre após um show de música. Adotando uma estrutura circular, o mapa concentra em seu centro a maior parte dos conflitos, além de contar com diversos túneis que se mostram perfeitos para encontros inesperados com soldados adversários.

“Vertigo” fecha o pacote apresentando um cenário que deve ser especialmente atraente para jogadores veteranos. Situado em Mumbai, prédio que serve como palco para os confrontos oferece diversas oportunidades de exploração vertical, incluindo janelas que podem ser quebradas por jogadores que dominam as ferramentas de pulo do game.

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Apesar de não apresentarem uma experiência revolucionária em relação aos demais mapas disponíveis para Black Ops 2, os cenários cumprem muito bem seu papel de expandir o modo multiplayer. Especialmente para quem já está jogando o FPS há alguns meses, as novas táticas possibilitadas pelos cenários adicionais se mostram muito bem-vindas.

Falta de direcionamento adequado

Apesar de termos elogiado o Mob of the Dead, não dá para ignorar o fato de esse modo apresentar alguns problemas. O principal deles é o fato de que a Treyarch não oferece muitas ferramentas que permitam a você saber o que é preciso fazer e quais são os locais que abrigam os itens necessários para sobreviver — nem mesmo os diálogos travados constantemente entre os personagens ajudam nisso.

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Assim, será preciso falhar diversas vezes no modo antes que você consiga aprender quais as melhores rotas a seguir e, principalmente, qual o melhor momento para abandonar uma área e seguir para outra. Isso se mostra especialmente irritante caso seus amigos não possuam o DLC, algo que obriga o jogador a lidar com membros desconhecidos da comunidade do FPS, que nem sempre se mostram educados ou dispostos a trabalhar em equipe.

Iniciantes? Não nos preocupamos com vocês

Um dos problemas que assolam jogos com comunidades bem estabelecidas, como League of Leagues e DotA, também assola Black Ops 2 — Uprising. Caso você esteja dando seus primeiros passos na série Call of Duty, o DLC faz pouco para explicar como acessar os novos mapas ou quais os objetivos propostos por cada um deles.

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Assim, é preciso sofrer durante algum tempo antes que você realmente consiga dominar tudo o que é oferecido pelo pacote de conteúdos extras. Embora essa experiência seja algo comum a todos os jogadores do game, ela se mostra especialmente pesada a quem está se iniciando na franquia.

Mesmo sendo compreensível que a curva de aprendizado de Uprising seja íngreme, a Treyarch parece não ter feito nada para torná-la mais suave. Prova disso é o fato de que o sistema de matchmaking do título continua atuando de forma bizarra, colocando jogadores iniciantes em salas habitadas por pessoas cuja experiência com o título já está na casa das centenas de horas.

80 pc
Ótimo

Outras Plataformas

80 ps3
80 xbox-360