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Call of Duty: Black Ops [DS]
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Call of Duty retorna ao Nintendo DS em sua melhor forma

Hiniro No

Com alguns cortes e ajustes, Call of Duty: Black Ops desponta no portátil da Nintendo. Não estamos falando de uma adaptação direta da versão para consoles e computadores, mas sim de uma “tradução” para uma plataforma muito mais limitada e peculiar.

Como toda tradução, alguns “termos” e idiossincrasias da versão original acabam ficando pelo caminho em prol da adaptação à nova plateia. Mas não há razão para se preocupar. Mesmo com os ajustes, o novo Call of Duty faz bonito nas telinhas do DS e captura a essência do material presente nas outras edições.

A campanha single player traz todo o clima clandestino das operações secretas das Forças Especiais estadunidenses durante o período da Guerra Fria. A história é deixada um pouco de lado em detrimento da ação; entrega na forma de missões variadas e envolventes. Além disso, o jogo ainda conta com um multiplayer online interessante com suporte para até seis jogadores simultâneos.

Não há dúvida de que Black Ops é o melhor Call of Duty para o DS. Mesmo com algumas arestas para aparar, o jogo faz bonito e não decepciona os fãs da série. O título consegue traduzir com muita propriedade todos os elementos clássicos da franquia: campanha empolgante, controles refinados e multiplayer envolvente.

Quanto aos problemas, são apenas detalhes que não chegam a prejudicar muito a apreciação do jogo como um todo. No final, a crítica fica mais como um lembrete do que pode ser corrigido na próxima edição.

Se você procura por um bom jogo de tiro para o Nintendo DS, Call of Duty: Black Ops é a escolha certa.

Balança mas não cai

A campanha single player é o ponto alto do jogo. O grande feito dos desenvolvedores é o equilíbrio de vários elementos. Você encontrará cenários estreitos e abertos. Em determinados momentos, seus reflexos serão exigidos ao máximo, enquanto em outros, o ideal será analisar o campo de batalha e explorar os melhores ângulos táticos.

A jogabilidade também se adapta rapidamente para atender a esta diversidade de cenários. Um bom exemplo é quando você deve selecionar pontos estratégicos do mapa que serão defendidos pelos seus companheiros de pelotão.

Estes momentos de “estratégia em tempo real”, aliados a alguns segmentos pilotagem de veículos e bases de tiro (dois estilos de jogo tradicionais na série) compõem uma jogabilidade variada e extremamente envolvente.

Irmão de guerra

Um dos atributos técnicos de maior destaque do jogo é a qualidade da inteligência artificial, tanto dos seus companheiros como dos seus oponentes. Em vários estágios do jogo, você dependerá da ajuda dos outros soldados do seu esquadrão e eles não vão te decepcionar.

O apoio deles é indispensável, haja vista a agressividade dos seus inimigos. A inteligência artificial dos adversários não te dará muitos momentos de paz. Os inimigos não deixarão você atrás de cobertura por muito tempo, tentando expô-lo arremessando granadas e disparando na sua posição.

Dentro da mira

Como todo fã de FPS já sabe: mirar antes de atirar é essencial para garantir aquele headshot preciso. Disparar com a arma apoiada no quadril é muito impreciso e as balas voarão para todos os lados. A série Call of Duty para o DS sempre demonstrou um cuidado especial como o sistema de mira.

Img_normalDesta vez, o recurso vem com alguns ajustes que tornam a jogabilidade ainda mais dinâmica. Antes mesmo de o jogo começar você pode optar se utilizará ou não a stylus.

Caso opte pela interface com suporte para a tela sensível ao toque, a câmera e outras opções, como troca de armas e ações contextuais, serão acessadas diretamente por toques na tela.

Por exemplo, para mirar, basta dar dois toques na tela, ou pressionar um ícone posicionado no topo do visor. Para saltar sobre obstáculos e se abaixar vale o mesmo sistema, dois toques na tela (quando a ação for contextual) ou pelo ícone de ação.

O título também permite que o jogador ajuste a sensibilidade do sistema, para que as ações ativadas pelos dois toques na tela não sejam acionadas acidentalmente.

Você também poderá optar por um esquema de controle que ignora o uso da stylus, designando todas as ações para os botões de face e direcional. Apesar de não ser tão preciso quanto à stylus, este esquema de comando possui uma mira automática que facilita um pouco a vida do jogador.

Tiroteio generalizado

O multiplayer de Black Ops no Nintendo DS é tão envolvente quanto nas outras edições do jogo. O título oferece suporte para partidas online e locais (ad hoc) com até seis jogadores simultâneos. Além disso, Black Ops oferece um sistema de evolução e especialidades semelhante ao presente nas versões para os consoles caseiros e computadores.

Você usufrui de vários elementos de personalização para editar as armas e especialidades do seu personagem. Outro ponto positivo é o lobby, que facilita o acesso às salas de jogo.

Mas sem sombra de dúvida, o ponto alto do multiplayer é o modo Zombie — apresentado originalmente em Call of Duty: World at War. A modalidade é tão envolvente e tensa quanto a original. Você e seus companheiros encaram várias levas de zumbis enquanto controlam pontos específicos do mapa.

Horror digital

O horror da guerra aprece em cada quadro de Black Ops. Os visuais estão bem trabalhados, especialmente nas sequências com veículos. O jogo exibe gráficos detalhados e com um fps (quadros por segundo) estável.

O som tem seus momentos, mas não é tão consistente quanto os visuais do jogo. A música oferece ritmos interessantes que ditam o tom da ação. As dublagens, presentes em todas as animações, não são tão exuberantes quanto às edições dos outros consoles, mas é de boa qualidade.

Quase lá

Call of Duty: Black Ops é o melhor título da série para o Nintendo DS, todavia ainda existe espaço para muitas melhorias. O botão de ação contextual é muito pequeno e dificulta um pouco as interações em momentos mais tensos. Felizmente, os momentos em que o jogador deve tocar o ícone na tela são poucos e bem espaçados ao longo da campanha.

Outro elemento que deve receber maior atenção dos desenvolvedores é a dificuldade. Na verdade, o título agrada tanto a jogadores hardcore como aos inexperientes, porém não em níveis separados. Esta instabilidade na dificuldade é um ponto negativo.

Img_normalO ideal é que os níveis mais difíceis sejam desafiadores, enquanto que os mais fáceis sejam acessíveis. O que acontece em Black Ops é que, em uma missão qualquer, você encontrará trechos extremamente complicados e outros de grande simplicidade.

Também vale ressaltar que, apesar da jogabilidade agradar na maior parte do tempo, o sistema de controle de alguns veículos — especialmente do helicóptero — deixa muito a desejar. Dentro do modo multiplayer, o grande defeito é a interface de preparação para as partidas.

Em vez de salvar suas opções, a sala de preparação para as partidas, exige que o jogador selecione as armas e especialidades a cada nova disputa. Além disso, o modo Zombie — um dos melhores do multiplayer — poderia contar com suporte para comunicação entre os jogadores, o que tornaria tudo muito mais atraente.

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