Tower Defense? Tower Offense? Quem se importa, vamos quebrar tudo!

Parece que boas ideias realmente são copiadas. O que não é algo ruim, contanto que isto seja feito legalmente e resulte em algo divertido para o mundo dos games. É o caso de Comet Crash, mais um game, desta onda de títulos distribuídos digitalmente neste meio de ano, que se revela excelente.

Um conceito familiar

A premissa básica é o famoso estilo de Tower Defense, no qual o jogador possui uma base que deve ser protegida, por torres e unidades, dos inimigos que a estão atacando. Nos games modernos, este tipo de jogo é visto geralmente como mapas de títulos de estratégia em tempo real, como Warcraft III .
 
Não são cobras ali na tela, mas filas de unidades!

Mas, assim como a grande diversidade de “mods” que existem por aí, Comet Crash possui muitas opções que vão além do padrão. Segundo os desenvolvedores, ele poderia até mesmo ser chamado de um “Tower Offense”, pois atacar é tão importante quanto defender — seu objetivo não é simplesmente aguentar a pressão, mas também destruir os adversários!

Neste sentido, vem à cabeça alguns outros mapas como Tower Wars, em que o jogador possuía objetivos similares. Aqui, no entanto, o funcionamento é um tanto quanto diferente e existem elementos novos que tornam a ação muito mais frenética e intensa, forçando o jogador a utilizar toda sua capacidade de raciocínio para derrotar os oponentes.

Ambientação futurista

Formação padaria: defesa em massa, ataque em bolo! A temática do jogo nos remete um pouco a Starcraft, já que são cenários geralmente bastante simples, compostos por pedras e terra, complementados por construções tecnologicamente avançadas. O jogador comanda uma nave, que é responsável por construir as edificações, repará-las, melhorá-las, vendê-las e — principalmente — trazer asteróides às torres para que sejam destruídos e liberem recursos: o Thorium.

Este mineral é utilizado para construir qualquer um dos 8 edifícios: Turret, uma torre básica que ataca terra e ar; Laser, uma torre anti-aérea; Bomber, um canhão que ataca qualquer unidade mas é lenta; Pulsar, uma torre que ataca apenas unidades terrestres, mas bastante rápido;Gateway, uma espécie de portão que bloqueia unidades inimigas e deixa as suas passarem; Waypoint, que serve para guiar suas unidades aéreas; Basic Ops, que constrói as unidades básicas; e Special Ops, que constrói as unidades avançadas.

Todas estas, com a exceção do Gateway, do Waypoint e do Special Ops, podem ser melhoradas. Os atributos modificados dependem da quantidade de melhorias já realizadas e do tipo de construção. As torres podem atacar mais longe ou mais rápido, por exemplo, enquanto o Basic Ops disponibilizará outros tipos de unidades para envio.

Falando em Basic Ops, este é o prédio que gera o cerne de seu exército. Ele constroi as unidades e as deixa guardadas na base, de onde sairão quando receberem ordens para atacar o inimigo. Esta ordem é dada utilizando o analógico direito — cada direção é uma unidade diferente, e segurá-lo por tempo suficiente fará com que ele “trave” e continue mandando aquelas unidades até que elas acabem. Bastante útil para a hora do ataque decisivo.

Base sendo destruída por várias unidades diferentes

Melhorar esta construção não significa que você não pode mais fabricar as unidades anteriores. Basta segurar o X sobre ela que é possível escolher qual será a tropa criada. Bastante útil para diversificar o exército ou adaptar-se às defesas do adversário, além de manipulá-lo. A estratégia é fundamental.

Voltemos ao Thorium. Lembra, o recurso utilizado para tudo? Então, a única forma de obtê-lo é através da destruição de “asteróides”, o que provavelmente dá nome ao game. Eles entram e saem da tela a velocidades aleatórias, e sua nave pode segurá-los quando o jogador aperta R2 ao lado deles. Isto é bastante útil, pois como a nave não possui qualquer tipo de ataque, suas torres é que devem fazer o trabalho.

Uma vez destruídos, eles liberam várias quantidades diferentes do mineral na forma de círculos amarelos. A pegadinha é que qualquer jogador pode pegá-los, independente de quem destruiu o asteróide. Por isso, é preciso ficar ligado na movimentação do adversário. De vez em quando, o jogador verá também um símbolo azul de “+”, que amplia o raio de magnetismo da nave, que serve para atrair este recurso.

Estratégico, mas a um ritmo alucinante

Aqueles raios das torres verdes vêm dos pulsares O jogo é, naturalmente, de estratégia. Porém, reflexos e reciocínio rápidos também são essenciais para o sucesso. Isto porque as diferentes torres e unidades possuem características, forças e fraquezas diferentes, devendo o jogador fazer a coisa certa na hora certa para obter o resultado desejado.

Um exemplo é quando um determinado participante coloca vários lasers no meio do mapa para destruir prontamente os asteróides e coletar recursos rapidamente. A construção de alguns pulsares ao lado destas torres irá destruí-las muito rápido e de forma eficiente, já que os lasers não podem atacar unidades terrestres.

O mesmo é valido como forma de defesa: se alguém está enviando muitas unidades voadores, construir lasers e aprimorá-los é uma ótima ideia. Ou então, se seu oponente está atacando você com poucas, mas poderosas, unidades, vale a pena construir alguns “Thiefs”, tropas que convertem o inimigo em aliado.

Combinando isto ao velho conceito de criar um “labirinto” com suas torres no mapa, para que as unidades adversárias tenham que percorrer um longo caminho enquanto levam chumbo, o jogo se revela imensamente cativante e até mesmo viciante.

Em uma de nossas partidas de testes entre quatro membros da equipe — o game suporta até quatro jogadores, explicaremos isto mais abaixo — logo no início da análise, chegou uma hora em que o mapa inteiro estava ocupado por construções e unidades, mas ninguém conseguia ganhar pois não conhecia todos os elementos do jogo.

Nossa tela estava muito mais cheia do que esta!

Logo, informação sobre as habilidades de cada torre, prédio de fornecimento de tropas e das unidades em si é essencial para poder adaptar-se rapidamente às mudanças na partida, que acontecem a um ritmo frenético. Um pequeno erro pode ser fatal: tivemos partidas que acabaram em menos de 3 minutos e outras que, após dezenas de minutos, acabaram devido ao esquecimento de se proteger contra um determinado tipo de tropa.

Várias opções de jogo

Olha quanto recurso flutuando Outra parte bastante interessante do game é a quantidade de modos de jogo disponíveis. Existe um tutorial e uma campanha, que recomendamos fortemente que todos joguem — mesmo que já tenham lido nossa análise — para entender as várias nuances da jogabilidade que só são possíveis de compreender ao jogar.

A campanha em si pode ser jogada em modo cooperativo com até três jogadores, o que é bastante interessante. Vários mapas possuem elementos de quebra-cabeça, e muitas vezes jogar sozinho é mais fácil do que em equipe — mas não mais divertido. No entanto, ninguém pode negar que o ponto alto do título é o modo Battle, que coloca times de jogadores uns contra os outros.

Neste último modo, até quatro pessoas podem participar de um combate sem regras, que pode ser ajustado para um “Free For All”, no qual é cada um por si, ou para um combate de equipes. Não há necessidade de as equipes serem justas, pode ser três contra um, dois contra dois, dois contra um... Tanto faz. O que importa é que o caos vai se instalar de qualquer forma.

As vidas são compartilhadas quando se joga em time, e a batalha pelos — raros — asteróides se torna uma diversão à parte. Roubando recursos alheios, construindo em território inimigo apenas para perturbar, atrapalhando o adversário ao abrir o menu da nave sobre o menu dele... A diversão é garantida.

Comet Crash é outro daqueles títulos da PSN que valem a pena, embora alguns possam achar a ação toda confusa demais, em alguns momentos. Seja como for, é definitivamente um daqueles jogos que pegam um conceito e o elevam a outro patamar, transformando completamente a experiência — e, definitivamente, para melhor.

88 ps3
Ótimo