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Falhas técnicas não tiram o brilho de uma excelente aventura noir

Douglas Ciriaco


Luz e sombra são o palco de Contrast, um jogo indie que leva você para uma aventura estilo cinema noir dos anos 1920. A ambientação deste estilo é complementada com uma trilha sonora temática e até mesmo com a construção de cenários típicos da época em que Al Capone era o inimigo número 1 da polícia nos Estados Unidos.

Mas este não é um jogo sobre máfia, e sim sobre Didi, uma pequena garota que sonha em consertar os problemas de sua família. Para isso, ela conta com a ajuda de uma amiga imaginária, Dawn, a personagem que você controla e que é capaz de caminhar livremente entre o mundo da luz e o das sombras.

Uma aventura profunda nos sonhos singelos de uma garotinha — aventura esta que mistura plataforma e puzzle de forma muito competente, apesar de falhas técnicas um tanto quanto significativas. Confira agora a nossa análise completa de Contrast, game desenvolvido pela Compulsion Games e com versões para PC, PS3, PS4 e Xbox 360.

Mistério, ilusionismo, jogos de luz e de sombras, arte, sonhos e uma boa dose de angústia inocente de uma pobre garotinha: essas poderiam ser algumas das palavras-chaves para definir Contrast. O game poderia ser melhor do ponto de vista técnico, pois as falhas são latentes e recorrentes durante praticamente toda a jogatina.

Mas a ideia de que ele poderia ser mais robusto em questão de gráficos e mecânica de jogo não tira em nada o brilho da experiência com Contrast. Desafios e puzzles muito bem construídos e uma história bem amarrada, capaz de suscitar algumas dúvidas na cabeça de quem joga, dão conta de elevar a avaliação deste título.

Uma pena mesmo é Contrast ser o tipo de jogo que você não gasta nem uma tarde inteira para concluir, pois a sua estrutura foge da repetição, evitando que o game se torne monótono. Até mesmo a experiência visual, mesmo com falhas gráficas, é bastante interessante e um dos fatores que fazem deste título uma prova do quanto o mercado indie tem a nos oferecer.

Ambientação perfeita

Quando você chega em Contrast, dá de cara com um visual artístico muito bem composto. O estilo pode ser definido como uma mescla bem feita de cinema noir com arte burlesca, fazendo a transposição perfeita entre essas escolas e oferecendo uma fotografia charmosa e muito bonita.

Para complementar a parte visual, uma trilha sonora repleta de blues, com bastante piano e contrabaixo, pode fazer você se transportar para uma época repleta de glamour. Um bom fone de ouvido pode deixar a experiência com Contrast bastante gratificante.

Uma boa proposta

A ambientação não é o ponto principal de Contrast, até porque, mesmo com uma bela fotografia, diversos aspectos técnicos deixam a desejar. O grande acerto da Compulsion Games foi o roteiro bem construído, que consegue ser envolvente e até misterioso, deixando alguns questionamentos no ar ao final da jogatina.

As revelações sobre a vida de Didi vão surgindo aos poucos. Isso acontece tanto nas falas dos personagens pelos quais vocês passam quanto no que pode ser lido em diversos itens colecionáveis encontrados durante o jogo.

Depois de concluir o game, provavelmente algumas coisas não terão sido totalmente esclarecidas. Tais dúvidas, como num bom filme que acaba sem desenhar na tela um desfecho exato da história, com toda certeza serão discutidas entre amigos que tiveram a chance de experimentar Contrast.

Quebra-cabeça

Alguns jogos pecam pela intuitividade de seus puzzles, o que prejudica bastante a questão “desafio” do game. Esse definitivamente não é o caso de Contrast, que coloca inúmeros quebra-cabeças diante de você, que precisa botar a cuca para funcionar em busca de uma solução.

Não estou dizendo que você vai encontrar um sudoku em forma de jogo de plataforma, mas que solucionar os problemas neste game nem sempre será tão simples e também que isso vai exigir alguma atenção da sua parte. O fato de precisar encontrar itens extras para realizar algumas ações e as possibilidades de combinar os mundos da luz e da sombra deixam tudo ainda mais desafiador.

Além disso, vale destacar aqui algumas cenas nas quais você deve interagir para conseguir alcançar determinados espaços dentro do jogo. Enquanto dois personagens conversam ou se movimentam, você aproveita as sombras na parede para subir em uma sacada ou então passar para o outro lado de um prédio.

Enroscos e mais enroscos

A ambientação perfeita de Contrast e sua história bem construída convivem com problemas. Um deles é a questão mecânica deste game, pois a mobilidade do personagem acaba sendo pouco natural, com a impressão de que ele flutua por cima do cenário fixo. Outro problema do gênero é a frequência com que Dawn, a personagem jogável, trava em alguma parte da cena em questão.

Há também bugs com objetos que podem ser transportados, como uma caixa que era indispensável para a solução de um desafio, mas devido a alguma ziquizira ganhou os céus e foi embora para o nada, voando eternamente. Isso fez com que eu tivesse que voltar ao último ponto salvo, algo um tanto frustrante.

A movimentação de Dawn também é outro incômodo em determinado momento, isso porque os comandos de jogo acabam não respondendo de forma precisa. Essa característica não é a regra e pareceu mais falhas ocasionais do que algo que realmente defina a jogabilidade em Contrast, mas mesmo assim se mostrou um problema.

Next-gen?

Eu testei o Contrast em um PlayStation 4 e esperava mais da capacidade gráfica do game. Talvez ele tenha a mesma cara no PS3 e no Xbox 360, mas, em se tratando de um título da próxima geração, é decepcionante ver a queda da taxa de quadros por segundo quando a tela é tomada por vários objetos.

Além disso, pop-in não é algo tão incomum de se ver quando o jogo se passa em um ambiente externo e você caminha um pouco mais rápido em direção a algum lugar. Até mesmo objetos distantes tremendo sem nenhum sentido poderão ser vistos, outro ponto negativo e que mostra que Contrast poderia ser muito melhor tecnicamente falando.

Já acabou?

A última falha de Contrast só é um problema porque o jogo é bom: ele é muito curto. Em cerca de 3 horas já é possível fechar todo o game e liberar ainda a maioria das conquistas oferecidas por ele, restando pouco a se fazer. Ao finalizar tudo por aqui, a impressão que fica é a de que este é um jogo que poderia ser um pouco maior.

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75 pc
Bom

Outras Plataformas

75 ps3
75 xbox-360
75 ps4