O jogo de ação vertical despenca do precipício!

A Codemasters se estabeleceu no Mercado dos vídeo games com grandes marcas, incluindo o carismático Dizzy, os carrinhos alucinados de Micro Machines, as máquinas turbinadas de TOCA Touring Car, Race Driver, GRID e Colin McRae Rally / DiRT.

Com um currículo assim não é de se espantar que quando a empresa anuncia um novo projeto muitos já esperam um produto de qualidade. Foi isso que aconteceu com Damnation. Além de se tratar de um jogo produzido pela Codemasters, a premissa era bem interessante: em um universo steampunk (cenário no qual o paradigma tecnológico é o vapor e não a eletricidade) o jogo desenvolvia uma “ação vertical”, com muito tiroteio e plataformas.

O tempo passou e o jogo finalmente chegou às lojas, para decepção geral dos fãs, que encontraram um dos piores títulos do ano. Damnation peca em praticamente todos os aspectos, ficando muito aquém do que se poderia esperar de uma produção dos Coddies (apelido da Codemasters).


As loucas aventuras de Hamilton Rourke

Uma das poucas coisas boas de Damnation é a ambientação. A ideia inicial coloca o jogador em um cenário steampunk (como o presente no filme A Bússola de Ouro e Steamboy, ou os Vinci de Rise of Nations) no qual a Guerra de Secessão Estadunidense (também conhecida como Guerra Civil Americana) estendeu-se por mais de quatro décadas por conta de adventos militares baseados na tecnologia a vapor.

Nessa realidade alternativa um inventor chamado Prescott, desenvolveu e comercializou armas a vapor tanto para os soldados da União (Norte) como para os Confederados (Sul). Dessa forma o conflito acabou durando cerca de 40 anos, aumentando também a escala de destruição, modificando a paisagem da nação de forma irreversível.


E é aqui que o jogo desanda, pois de uma forma mal explicada o que poderia ser um interessante ponto de mudança da trama, tudo acaba ficando muito turvo e mal explicado. Isso porque o tal Prescott se torna um dos homens mais ricos do mundo e por algum motivo resolve dar um golpe de estado e assumir o poder do governo estadunidense.

Nem o top da moça salva esse jogo!No meio da confusão você assume o papel de Hamilton Rourke, um misto de Indiana Jones e James West, que embarca em uma jornada para encontrar a sua noiva desaparecida. Assim você irá viajar de ponto a ponto matando vários capangas de Prescott, para então seguir viajem e fazer a mesma coisa em outro lugar.

Caindo na realidade

Saindo desse mundo steampunk e voltando à realidade o jogo mostra todos os seus defeitos. Os visuais são absurdamente ultrapassados, os gráficos de Damnation parecem pobres mesmo se comparados aos de outros jogos do PlayStation 2, mas lembrem-se estamos falando de um jogo de sétima geração.

Todas as versões do jogo são igualmente horríveis. As texturas são odiosas, muitas construções parecem feitas de papel, com algum efeito de luz que as deixa ainda mais ridículas. Os inimigos se despedaçam antes mesmo das suas granadas explodirem, e quando você os criva de balas eles caem de forma lenta evidenciando a quebra de quadros por segundo - fps (outra constante do jogo).

Os efeitos sonoros são outra afronta, a dublagem é absurdamente má produzida e os outros efeitos sonoros são no mínimo irritantes. O som dos tiros mais parecem correntes sendo arrastadas pelo chão.

O horror, o horror...

Por sinal o jogo possui um componente multiplayer, tão inútil e assustador quanto o resto do jogo. O modo de jogo cooperativo possui alguns raros méritos e muitos problemas.

As modalidades online seguem o mesmo padrão catastrófico nos tradicionais estilos Deathmatch e King of the Hill, mas como ninguém vai querer jogar Damnation você ficará um bom tempo esperando por um parceiro.

O sistema de combate é incômodo na melhor das hipóteses. Com os dois gatilhos funcionando em conjunto (o da esquerda deve estar pressionado para entrar no modo de combate) e o analógico da direita servindo para recarregar a sua arma, você deverá executar os inimigos cuja inteligência equipara-se ao de um alvo de papel preso a uma parede.

Fique longe do precipício

No final da hecatombe pouco se salva de Damnation. Uma jogabilidade mais fluida poderia assegurar alguma diversão ao jogo, porém o esquema de controles pouco intuitivo consegue remover toda diversão de ficar saltando entre plataformas e escalando prédios em ruínas.

O sistema de combate é lúdicro, sendo que a inteligência artificial dos oponentes e de seus companheiros é superada por qualquer peso de papel. E não nos esqueçamos dos gráficos, mal acabados e com um fps altamente instável.  Damnation não vale sequer uma locação.

23 pc
Vergonhoso

Outras Plataformas

23 ps3
23 xbox-360