A Morte está viva e pronta para destruir tudo em seu caminho [vídeo]

Quando chegou às lojas, Darksiders foi uma grande surpresa para os jogadores. Com uma jogabilidade que tornou a série conhecida como uma mistura de Zelda com God of War, devido ao seu sistema de lutas e exploração de dungeons, a aventura de Guerra na tentativa de se inocentar de seus crimes agradou a diversos gamers por sua combinação inusitada.

E agora chegou a vez de Morte, o segundo cavaleiro do apocalipse, entrar em ação com Darksiders II. Decidido a absolver seu irmão da culpa de ter causado o fim do mundo, o protagonista do game vai viajar por reinos de anjos e demônios na tentativa de reviver os humanos para restaurar o equilíbrio do universo. Confira o que achamos do game.

Darksiders II pode até ter seus deslizes, mas é provável que você nem mesmo se lembre da existência deles depois de pouco tempo de jogatina. O título é simplesmente viciante, trazendo um pouco de tudo que os gamers mais gostam na medida certa.

Sem medo de copiar outros jogos “na cara dura”, Darksiders II consegue criar uma combinação que é inovadora de seu próprio jeito e que, acima de tudo, traz uma experiência variada e extremamente divertida para todos os gostos.

Bonito de morrer

Se o traço do Darksiders original já foi de seu agrado, então Darksiders II certamente não vai decepcioná-lo. Os gráficos do game continuam tão bons quanto os de seu antecessor, mas ainda mais impressionantes e recheados de detalhes.

O que mais se destaca nesse quesito é que, diferente de Guerra – que passava praticamente todo o seu tempo apenas no reino dos humanos –, Morte viaja por mundos distintos em sua aventura. Isso permitiu que os desenvolvedores mostrassem estilos de arte únicos para cada reino visitado.

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É o caso, por exemplo, do reino dos criadores, que mostra cenários rústicos e suntuosos da primeira raça do universo, ou do reino dos mortos, um mundo desolado de areia e pedras adornado por fortalezas macabras para todos os lados. Este, por sua vez, contrasta com o reino dos anjos, um local que pode ser simplesmente descrito como o “paraíso”.

Um toque de RPG

Além de contar com aspectos de Zelda, GoW e até mesmo Soul Reaver, Darksiders II traz características de RPGs, com direito a atributos, níveis e, principalmente, habilidades, que simulam algo como uma “classe” para Morte.

A adição não poderia ser mais bem-vinda: graças a ela, você pode usar os pontos adquiridos ao subir de nível para comprar várias habilidades, que vão de ataques mais fortes à invocação de criaturas para ajudá-lo em batalha.

Mas o mais interessante é que cada poder conta com várias outras melhorias, que permitem que você cause muito mais estrago ao custo de um ponto de habilidade. Se você vai querer apostar em vários golpes diferentes ou focar em um só, a decisão é sua.

Gigante, mas longe de vazio

Em uma de nossas prévias, já havíamos comentado que Darksiders II prometia ser muito maior que seu antecessor. E não há como negar: o game está gigantesco. Entretanto, isso de nada adiantaria se os cenários fossem completamente vazios.

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Por sorte, cada um dos mundos visitados por Morte em sua jornada é recheado de locais para explorar; mais até do que no primeiro Darksiders. Para onde quer que você olhe, espere ver áreas secretas, itens para coletar e até mesmo mini dungeons; logo, é provável que nenhuma de suas viagens seja monótona.

A Morte personalizada

Se Guerra só possuía um arsenal fixo de armas para enfrentar seus inimigos, agora uma das grandes novidades do game fica por conta do sistema de equipamentos, que permite que você, em conjunto do sistema de habilidades, adapte o cavaleiro do apocalipse ao seu estilo de jogo.

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No início do game, a mecânica é apresentada de forma simples. Você escolhe os equipamentos com os maiores atributos que forem deixados aleatoriamente pelos inimigos, podendo apenas decidir entre usar garras (com maior velocidade) ou martelos, machados e lanças (com maior poder de dano) como armas secundárias. Porém, o sistema se torna complexo rapidamente.

Com o evoluir de seu personagem, os equipamentos deixados pelos monstros vão passar de itens comuns para versões com características únicas, como armas com danos elementais e armaduras que aumentam os atributos do cavaleiro. Isso permite que você o adapte, por exemplo, para causar mais dano com seus golpes normais, se tornar mais resistente a golpes ou causar maiores estragos com suas habilidades.

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Mas a parte realmente divertida começa quando você encontra as raríssimas armas possuídas. Esses equipamentos podem ser “alimentados” com outros itens para se tornarem ainda mais fortes, conseguindo ganhar parte das características especiais do objeto sacrificado. Dessa maneira, você pode criar uma arma ainda mais personalizada – isso, é claro, se você tiver a sorte de achá-la.

Uma história caótica

O primeiro Darksiders já havia sido criticado por sua trama confusa e nada envolvente. E, nesse ponto, Darksiders II consegue ser ainda pior que seu antecessor. Parece que o game não quer se dar ao trabalho de explicar sobre seu universo em momento algum.

Novos locais e personagens são mencionados constantemente nas conversas como se fossem de conhecimento comum, mesmo que você nunca tenha ouvido falar deles antes. Cenas terminam de forma abrupta, como se tivessem sido cortadas pela metade.

Nem mesmo a motivação do protagonista se salva: reviver os humanos ser a única maneira de absolver Guerra de seus crimes é algo forçado, para dizer o mínimo.

O resultado disso é um turbilhão de informações desconexas que simplesmente não se juntam. De fato, se não fosse pela dose de humor dada pelos comentários sarcásticos de Morte – que lembram em muito aqueles feitos pelo Vigia, no primeiro título –, talvez valesse a pena simplesmente ignorar qualquer conversa dentro do jogo.

Lutas descerebradas

Sabe aqueles games em que as lutas parecem nunca se desenvolver, mantendo-se tão simples quanto as batalhas travadas contra os primeiros adversários do jogo? Infelizmente, Darksiders II é um desses casos.

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Na maior parte da aventura, tudo que você vai encontrar são três tipos de inimigos: os humanoides genéricos com espadas, maças ou machados, as hordas de monstros pequenos que morrem com um único ataque e os grandões que possuem os golpes mais previsíveis já vistos em um game.

E o pior é que todos podem ser derrotados com a mesma estratégia. Basta esperar que eles preparem seu ataque para então se esquivar para o lado e golpeá-los, repetindo o processo até que o oponente seja derrotado.

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É claro que a pancadaria não é definida apenas por esses momentos. Ainda existem adversários bem diferentes do padrão descrito acima; só que isso é algo extremamente raro, resumindo-se, na maior parte do tempo, aos chefes da aventura.

Travou

A instabilidade de Darksiders II também é outro ponto que não pode deixar de ser apontado. Durante a jogatina, não se surpreenda se o game travar completamente nos piores momentos, obrigando você a reiniciá-lo. Acredite, ver a tela congelar logo que você acabou de conseguir um equipamento raríssimo é de frustrar qualquer um.

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Mesmo quando não está travando, o game consegue ser bastante irritante com seus carregamentos constantes ao trocar de uma área para outra herdados do primeiro game – seja entre dois cenários gigantes ou duas salas de uma dungeon.

Como se não bastasse, as versões de console sofrem com a taxa de quadros por segundo, que se mostra consideravelmente baixa em comparação aos PCs. Até mesmo trocar entre cada opção de inventário do game também tem um atraso que chega a levar segundos - pode parecer pouco, mas, depois de algum tempo, cada acesso ao menu vai ser seguido de um suspiro irritado.

92 pc
Excelente

Outras Plataformas

92 ps3
92 xbox-360