Eles estão de volta para aterrorizar suas batalhas!

Em meados da década de 1990, a história dos games começava e ser construída e marcada de uma maneira sem precedentes. Surgia a franquia de luta Street Fighter, que viria a ser reaproveitada pela Capcom de praticamente todas as maneiras imagináveis, com sufixos diferentes no nome do game, prefixos e, até mesmo, ambas as coisas (Street Fighter Turbo, Super Street Fighter e, finalmente, Super Street Fighter Turbo).

Depois de alguns anos de muito sucesso e de reciclagem, a Capcom resolveu inovar e mudar um pouco a temática principal dos jogos. No lugar de lutadores marciais munidos de técnicas baseadas nas modalidades reais de luta, a empresa construiu um game que parecia mais um grande parque de horrores.

Eis que no ano de 1994, nascia Darkstalkers: The Night Warriors. Depois disso, a franquia acabou conseguindo se consolidar como sendo uma das mais importantes do cenário de lutas no mundo dos video games. No entanto, os monstros acabaram sendo esquecidos pela Capcom por um longo tempo, com exceção de alguns lutadores que assumiram posições secundárias nos crossovers da desenvolvedora.

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Agora, quando estamos chegando próximo aos 45 minutos do segundo tempo da sétima geração de games, a Capcom resolve lançar Darkstalkers Resurrection. O game consiste em versões remasterizadas de dois games da série — Night Warriors e Darkstalkers 3 — com alternância entre eles da mesma maneira que ocorreu em Marvel vs. Capcom: Origins (cuja análise você pode conferir clicando aqui).

Assim, o novo título da Capcom traz as batalhas entre as criaturas baseadas em vampiros, Frankenstein entre outros monstros ao Playstation 3 e ao Xbox 360. O melhor de tudo isso é que o jogo está sendo oferecido por um preço relativamente interessante (US$ 14,99, o equivalente a R$ 30), visto que os lançamentos normais são bem mais caros.

Será que vale a pena abrir a carteira para adquirir a novidade retrabalhada?

Em um certo momento da vida, você começa a ter saudades de alguns jogos que marcaram sua juventude nos fliperamas — principalmente se você nasceu em meados da década de 1980. Assim sendo, eis que um lançamento como Darkstalkers Resurrection vem muito a calhar.

Nesse sentido, o jogo vale a pena para matar as saudades e fazer com que você possa viver novamente a experiência de escolher Sasquatch ou outro de seus personagens favoritos, para quebrar a cara de Pyro e Demitri. Logo que você comprar o jogo, certamente a jogatina será incessante, e seus amigos (contemporâneos à sua idade) vão frequentar sua casa nos finais de semana para longas batalhas.

Porém, isso não é suficiente para garantir que Darkstalkers Resurrection receba uma nota alta e seja classificado como um jogo indispensável em sua coleção. Da mesma maneira que ocorreu em Marvel vs. Capcom: Origins, o título dos lutadores mitológicos não recebeu um tratamento especial diferente de uma simples remasterização.

Os personagens foram alisados, o visual recebeu filtros especiais para que o jogo pudesse ser rodado nas televisões modernas de alta resolução e alguns modos de jogo foram adicionados ao pacote. No entanto, para os gamers mais acostumados a jogos atuais, o ritmo de jogatina será bastante diferente e isso pode fazer com que eles não se interessem pela obra.

Portanto, entre altos e baixos, Darkstalkers Resurrection vale a pena para quem já teve um contato com algum outro jogo da franquia. Aos demais jogadores, fica o convite para conhecer uma série que ajudou a construir os jogos de luta da maneira que eles são hoje.

Já estava na hora

Darkstalkers Resurrection veio em um momento no qual se fala muito sobre a vontade de vermos um novo game da franquia Darkstalkers. Portanto, o lançamento “antes tarde do que nunca” é um dos pontos mais positivos da chegada deste game, que agrupa dois jogos em apenas um.

Várias coisas para fazer

Além do bom e velho modo história, Darkstalkers Resurrection oferece algumas novidades em relação às versões originais de Night Warriors e de Darkstalkers 3. Uma delas é o modo de desafios, que permite que os jogadores possam se divertir com propostas diferenciadas na jogatina, da mesma maneira que ocorre com a torre de desafios em Mortal Kombat.

Online de respeito

A comparação com Marvel vs. Capcom: Origins  é inevitável, uma vez que as qualidades dos jogos são parecidas, uma vez que as novidades de ambas as obras são praticamente as mesmas. Um dos principais motivos que fará com que sua jogatina seja mais longa do que apenas alguns meros dias após a compra do jogo é o modo online.

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E, justamente essa modalidade, merece um dos maiores destaques desta análise. Trata-se de um gameplay muito leve entre jogadores de localidades diferentes, com uma conexão leve e que pode ser feita com bastante facilidade. Claro que é preciso contar com a boa vontade de outro colega que também esteja ligado no jogo na mesma hora e com a mesma intenção de batalhar online.

Opções de filtros e vistas

A resolução dos jogos originais da série sofreu algumas alterações para que pudesse ser adaptada ao PlayStation 3 e ao Xbox 360. Mesmo assim, o visual dos games continua idêntico ao que eles apresentavam nos fliperamas, inclusive com a utilização do mesmo formato de tela e da mesma taxa de quadros por segundo que se usava.

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Tal adaptação gerou frutos muito mais positivos do que negativos para Darkstalkers Resurrection, pois as capacidades técnicas dos consoles da atual geração são infinitamente superiores ao que existia antigamente. Com isso, a quase onipresente tela de “loading” só existe para manter a sensação “retrô”.

Como as televisões atuais utilizam milhares de números de pixels para exibir as imagens em alta resolução, é preciso usar filtros para conseguir a adaptação do jogo. Uma das artimanhas utilizadas é a aplicação de linhas horizontais por toda a tela (scanlines), com o intuito de mascarar as falhas nos cenários e de aplicar a impressão de que o jogo está emulando um monitor CRT (os convencionais “fliperamas”).

Não espere novidades, não se trata de um jogo novo

Infelizmente, a Capcom utilizou mais uma vez a chamada “lei do menor esforço” para produzir Darkstalkers Resurrection. Os personagens não foram refeitos e os gráficos apenas receberam filtros. A única diferença técnica fica por conta da inserção da opção de aumentar a velocidade dos combates.

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Por essa razão, uma pessoa desavisada sobre o jogo, que bate os olhos na tela enquanto você estiver jogando, vai achar que se trata de um game do primeiro PlayStation... O que motivaria um jogador a pagar caro por uma obra que não faz jus ao equipamento em que será utilizada?

Mesmo que não fosse possível construir um jogo totalmente novo, pelo menos a Capcom poderia ter o trabalho de reconstruir um a um os personagens e talvez os cenários. Isso daria uma cara totalmente nova aos games, e justificaria infinitamente mais o investimento que deve ser feito para poder jogar.

79 ps3
Bom

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