O clássico dos arcades. E apenas isso

Sem dúvida, ao passar por algum shopping center de sua cidade, você já se viu frente a uma grande máquina de fliperama, com assentos para quatro jogadores, com um colorido jogo de corrida funcionando. Isso é Daytona USA, um dos primeiros títulos de velocidade a investir no multiplayer e sucesso absoluto nos arcades de todo o mundo.

A fama veio por meio de sua simplicidade: não existem firulas, apenas corridas. Ao sentar na máquina de arcade, o usuário simplesmente escolhia o circuito e já partia para a pista, competindo pelo primeiro lugar contra outros 40 pilotos.

Agora, mais de 16 anos desde o lançamento original, a SEGA apresenta Daytona USA a uma nova geração de jogadores por meio da PlayStation Network e Xbox LIVE. Com gráficos em alta definição e novos modos, o título vem para relembrar a todos que jogos, acima de tudo, foram feitos para serem divertidos.

Sem dúvida alguma, Daytona USA é um dos jogos mais clássicos de todos os tempos e seu relançamento é extremamente bem vindo por todos aqueles que perderam muitas fichas nos fliperamas. O retorno, porém, chama a atenção apenas destes jogadores saudosistas, e mesmo eles podem ficar assustados com o alto preço do download.

Para aqueles que não piraram com a versão original do título, o que resta é um jogo extremamente simples, com poucas pistas e nenhum tipo de personalização de veículos. Um título sem apelo algum, que deveria ter ficado no passado.

Renovado, mas sem perder a essência

Incluir gráficos remasterizados em alta definição é praticamente uma obrigação para qualquer produtora que deseje ver seus jogos antigos fazendo sucesso no PlayStation 3 ou Xbox 360. Essa função, nem sempre cumprida pela maioria das desenvolvedoras, foi realizada com maestria pela SEGA, que retrabalhou todas as texturas de Daytona USA.

Img_normalAo ler isso, porém, não pense que o jogo perdeu completamente sua essência visual. Pelo contrário, mesmo com os novos gráficos em alta definição, o clássico dos arcades ainda é facilmente reconhecível devido ao visual quadradão. Tudo aquilo que pode ser visto nos fliperamas está presente aqui, mas em versão melhorada.

De todos os elementos do título, foram as pistas quem mais se beneficiaram da reformulação gráfica de Daytona USA. Os cenários ganharam mais detalhes e ficaram muito mais vivos, com diversos elementos e pequenos segredos, que serão reconhecidos apenas pelos fãs mais fervorosos da SEGA.

Qualquer um pode jogar

Ao relançar Daytona USA nos consoles de mesa, a SEGA tomou um cuidado especial com a jogabilidade. A ausência da necessidade de engolir o maior número de fichas possível do jogador permitiu que a desenvolvedora incluísse diversos níveis de dificuldade, de forma a permitir que qualquer pessoa, experiente ou não em jogos de corrida, possa pilotar rapidamente pelas pistas virtuais.

O título não é um simulador. Sendo assim, esqueça os controles avançados no veículo. Aqui, o objetivo é chegar à frente dos oponentes e apenas isso. O jogador tem controle apenas do volante, aceleração e frenagem. Se quiser, podem também controlar a troca de marchas por meio de um ajuste específico ao início de cada pista. E nada mais. Simples como qualquer fliperama.

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Há ainda um modo flashback, que permite aos jogadores voltar no tempo para corrigir um erro de traçado ou evitar uma colisão com o muro. Tal característica, presente nos principais simuladores de automobilismo do mercado, é mais uma das tantas características que tornam Daytona USA um game extremamente amigável.

Conexão global

Como um dos primeiros títulos de corrida a investir na jogabilidade entre amigos, é óbvio que um modo multiplayer é uma adição obrigatória a Daytona USA. Por meio da internet, é possível competir contra adversários de todo o mundo em qualquer pista do game. Não é a mesma coisa que estar lado a lado com seu oponente, mas é a melhor oportunidade de resgatar o antigo sentimento de estar em um fliperama.

Pequenas novidades

Em uma tentativa de remover um pouco do mofo deste antigo game, a SEGA acrescentou uma série de modos especiais que expandem um pouco a jogabilidade. Há, por exemplo, o modo Survival, em que o jogador acumula pontos e corre pelo máximo de tempo que conseguir, e o Karaoke Mode, voltado aos fãs da trilha sonora do game que gostam de cantar enquanto pilotam.

Pouco por muito

Como um jogo de arcade, Daytona USA precisava ser extremamente rápido. Por isso, contava com poucas pistas e nenhum tipo de seleção de veículos. O título aparece na PlayStation Network e Xbox LIVE exatamente como foi lançado, e tal simplicidade é também o principal defeito do game.

Com apenas três pistas e um único carro a ser escolhido, Daytona USA é um título cujas opções são exploradas completamente em pouco tempo. Só para se ter uma ideia, em nossos testes, todas as conquistas do game foram obtidas em cerca de duas horas. Bastaram uma corrida em cada circuito, seguidas de visitas aos modos extras.

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Com o jogo explorado em sua totalidade, resta muito pouco para incentivar os jogadores a retornarem às pistas. Mesmo o modo online, com sua tentativa de reviver os grandes momentos do fliperama, falha como artifício para manter os usuários grudados ao controle devido ao lag e à má educação dos oponentes, que insistem em jogar os carros dos competidores para fora da pista.

Quando se pensa que Daytona USA custa 800 Microsoft Points ou US$ 9,99 (cerca de R$ 17), a ideia que fica é que se está pagando um alto valor por um conteúdo minguado. Tal impressão fica ainda mais forte quando o jogador percebe que títulos cheios de conteúdo, como inFamous: Festival of Blood, custam o mesmo.

Pequenas alterações que não fariam mal

Img_normalAo transportar os controles do arcade para os joysticks do Xbox 360 ou PlayStation 3, a SEGA tentou ser fiel ao máximo. Isso significa que, em vez dos tipos de câmera serem controlados por um único botão, cada direcional digital permite observar o carro de um ângulo diferente. O mesmo vale para a troca de marchas, e é aí que está o grande problema.

Em vez de utilizar um botão para aumentar a marcha e outro para reduzi-la, a SEGA mapeou o câmbio nos quatro botões da face do controle. Isso significa que cada um é responsável pela troca para um nível específico, tornando a jogabilidade bem pouco intuitiva. Em vez de decorar a posição de cada tecla, o usuário com certeza vai preferir escolher a transmissão automática.

70 ps3
Bom

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70 xbox-360