Exatamente a mesma coisa. Mas com Frank West

Quantas vezes em sua vida você já se pegou pensando em como seria se algo fosse diferente? E se você não estivesse presente em um determinado local e outro tivesse assumido o seu lugar? Tudo seria diferente ou as coisas não mudariam tanto assim? É essa a pergunta que Dead Rising 2: Off The Record quer responder.

Img_normalApesar de Chuck Greene ter sido um personagem bem interessante, os fãs sentiram falta da malandragem do velho Frank West, personagem principal do primeiro Dead Rising. Para atender aos pedidos, a Capcom decidiu relançar a sequência com um novo tempero e colocar o fotógrafo de guerras também no centro dos acontecimentos em Fortune City.

Dead Rising 2: Off The Record, porém, deixa uma dúvida. O game é uma expansão ou um título completamente inédito, que apenas reaproveita as bases de sua versão original? Infelizmente, a resposta pode não ser tão agradável assim...

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Dead Rising 2: Off The Record é um ótimo jogo, mas apenas para aqueles que nunca experimentaram a versão original. Para esses, o título é uma opção extremamente divertida e violenta, que transformou o apocalipse zumbi em uma aventura repleta de risadas e momentos inusitados.

Já para os veteranos da aventura com Chuck Greene, Off The Record tem sabor de passado. A ausência de novidades e modificações na história faz pensar que o conteúdo poderia muito bem ser um DLC e não lançado como um título independente. A persistência de pequenos erros da versão original dá ainda mais força à impressão de que a Capcom quer apenas ganhar dinheiro fácil. Se esse é o seu caso, a compra do game não é recomendada.

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Dead Rising 2: Off The Record foi gentilmente cedido pela EDGAMES.

O mundo é seu playground

Um dos principais destaques da série Dead Rising é a extrema variedade empregada pelos desenvolvedores da Capcom Vancouver em seu desenvolvimento. De forma a brincar com o apocalipse zumbi e os clichês dos filmes que retratam esse tipo de tema, a empresa permite que os jogadores utilizem qualquer coisa para se defender dos mortos-vivos.

Qualquer coisa, no sentido literal. É possível utilizar desde objetos convencionais, como ferramentas, escombros ou armas de fogo até itens inusitados como cartas de baralho, máscaras, carrinhos de supermercado ou produtos eróticos. Os artigos também podem ser combinados, criando formas de ataque ainda mais devastadoras e divertidas.

Com objetos espalhados por, literalmente, todos os cantos de Fortune City, Dead Rising 2: Off The Record incentiva o jogador a explorar completamente o mundo aberto do game. Assim, é possível criar combinações cada vez mais devastadoras e evoluir seu personagem, que também se torna mais forte e destruidor.

Para testar cada um dos objetos, o que não falta são zumbis. Eles também estão em cada canto da cidade e se multiplicam à medida que Frank West fica mais forte e aprende novas combinações de armas. E tenha certeza: quanto mais sangue voando, mais divertido fica.

Trama digna de um bom filme

Cheia de reviravoltas e personagens interessantes, o enredo de Dead Rising 2: Off The Record segue exatamente as mesmas bases da versão original do game, com apenas algumas modificações para se adequar à presença de Frank West.

O fotógrafo, transformado em um famoso herói após os incidentes do primeiro game da série, caiu em desgraça como praticamente qualquer celebridade que ganha fama rapidamente. Sem dinheiro e oportunidades, West vê no reality show Terror is Reality sua chance de voltar ao estrelado fazendo aquilo que gerou seu sucesso: massacrar zumbis.

Img_normalNem tudo corre como planejado quando a cidade de Fortune City é tomada por zumbis. Um grupo que protege os direitos dos mortos-vivos é acusado de tramar a infecção, mas Frank sente cheiro de armação e decide investigar a verdade sobre o que está acontecendo no local. E para apimentar as coisas ainda mais, ele próprio está infectado e precisa se medicar a cada 24 horas para não acabar virando um desmorto.

A entrada de Frank West fez muito bem a Dead Rising 2. O protagonista é engraçado e cheio de piadas na ponta da língua, garantindo ao título um ar menos familiar e mais explosivo.

Liberdade expandida

Dead Rising é uma franquia reconhecida por permitir que o jogador explore os ambientes livremente, executando as missões quando e se quiser. Os protagonistas, porém, estão presos a um limite de tempo, que não deixa a jogabilidade ser “eterna” como a maioria dos games de mundo aberto. Pensando nisso, a Capcom criou o modo Sandbox, que livra Off The Record destas amarras.

No extra, não existem missões, apenas matança de zumbis. Se desejar, o jogador pode cumprir pequenos desafios, que envolvem acabar com um determinado número de mortos-vivos ou obter pontos em um limite de tempo. Caso prefira ignorar tudo isso, resta apenas a diversão inerente ao game.

Outra novidade em Dead Rising 2: Off The Record vem da especialidade de West: a fotografia. Assim como no primeiro jogo da série, o personagem pode tirar fotos do ambiente, capturando momentos e eternizando personagens e inimigos. A função também é usada como elemento narrativo, com cenas nas quais o objetivo é registrar algo que será usado como prova mais tarde no enredo. Boas imagens valem pontos de experiência e contribuem para a evolução do personagem.

Mas de novo?

As principais qualidades de Dead Rising 2: Off The Record são também o principal defeito do game. O título não traz muitas novidades além de pequenas modificações no material base e, na maioria das vezes, a sensação é de estar jogando mais uma vez a versão original, apenas com uma skin diferente para o protagonista.

Todos os inimigos são exatamente os mesmos e interagem com West da mesma forma. Isso também vale para os sobreviventes. E o mais estranho de tudo, até mesmo a história do game praticamente não tem modificações, mesmo contando com um personagem central tão diferente do original, com posturas e ética nada semelhantes.

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Para quem já se aventurou pela Fortune City de Dead Rising 2, Off The Record parece um repeteco sem graça. Nada é novo e surpreendente, e mesmo as novidades como a Uranus Zone e o modo de fotografia não conseguem revitalizar o título.

Os problemas também estão de volta

Quando falamos que a Capcom Vancouver não mexeu em absolutamente nada do Dead Rising 2 original, estamos falando no sentido literal. Da mesma forma que todos os pontos positivos do game estão presentes em Off The Record, todos os defeitos também retornam sem nenhum tipo de alteração ou polimento.

Img_normalOs tempos de carregamento continuam constantes e longos. A cada cena de corte ou transição entre dois vídeos, o jogador é surpreendido com uma tela de loading e deve esperar para continuar a ação. O mesmo acontece ao tentar sair de um local fechado para uma área externa. Esse tipo de interrupção no jogo é inevitável mas gera cortes bruscos no clima do título.

Problemas de jogabilidade também persistem. Ainda não é possível travar a câmera em um inimigo. Sendo assim, acertar companheiros durante os ataques aos mortos-vivos é praticamente inevitável. Quando diversos itens caem ao chão uns sobre os outros, é bem difícil coletar exatamente o desejado e abandonar todos os outros lá.

Dead Rising 2: Off The Record ainda traz um novo problema. As quedas na contagem de quadros por segundo, que eram raras na versão original, se tornam mais frequentes nesta expansão e acontecem também durante as cenas de corte.

75 pc
Bom

Outras Plataformas

75 ps3
75 xbox-360