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Dead Rising 3
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Um apocalipse zumbi do qual você não quer escapar [vídeo]

Felipe Gugelmin

Videoanálise

Lançado com exclusividade para o Xbox 360, o primeiro Dead Rising apresentava o que, na época, era uma visão bastante diferente do que poderíamos esperar em um “jogo de zumbis”. Produzido pela Capcom, o game abandonava a seriedade vista em franquias como Resident Evil ao permitir que você usasse uma grande variedade de itens bizarros para enfrentar uma horda de mortos-vivos que invadiram um Shopping Center.

Sete anos depois, parece apropriado que seja a segunda sequência numerada da série a responsável por mostrar ao mundo o poder do hardware do Xbox One. Acompanhando o lançamento do console, o título adota um ar ligeiramente mais sério do que seus antecessores e cresce em escopo para mostrar o que acontece quando uma cidade é vítima de uma invasão de criaturas cujo único objetivo é se alimentar dos humanos que ousam se aproximar delas.

Embora a premissa básica se mantenha a mesma dos jogos anteriores (escapar de um lugar em uma quantidade limitada de dias), a maneira como o game desenvolve isso se mostra menos limitada e incômoda do que no passado. Graças a isso, Dead Rising 3 não só é o maior capítulo da franquia até o momento, como também é o melhor entre eles.

Como jogo de estreia, Dead Rising 3 é uma experiência nada menos que sensacional. O título consegue cumprir a tarefa difícil de manter as raízes que tornaram seus antecessores conhecidos ao mesmo tempo em que aprimora defeitos e adota mecânicas que tornam a experiência de jogá-lo bastante prazerosa.

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Mesmo que ainda haja aspectos no qual o título deva melhorar, o que a Capcom Vancouver apresenta na aventura merece ser conferido por qualquer um que já tenha investido na compra do Xbox One. O hardware do novo console da Microsoft realmente contribuiu para tornar o título um produto melhor, permitindo que a desenvolvedora criasse a experiência digital que mais se assemelha aos apocalipses com zumbis tão bem representados pelos cinemas e quadrinhos.

Conforme dito na introdução desta análise, Dead Rising 3 é o melhor capítulo de toda a franquia, por mais que seu protagonista não seja exatamente carismático. Caso você tenha se divertido com as aventuras de Frank West e Chuck Green, não perca tempo e confira logo a história do misterioso Nick Ramos.

Chega de limitações

O que mais deve chamar a atenção dos jogadores veteranos da série em Dead Rising 3 não é o escopo maior dos cenários ou a quantidade absurda de zumbis que tomam a tela sem que nenhuma lentidão ocorra. O que mais difere o título em relação a seus antecessores é o fato de que você está livre para explorar tudo isso sem ter que se preocupar com limites de tempo absurdos, ligações insistentes ou loadings absurdos entre uma área e outra.

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Parece que, na hora de desenvolver o jogo, a Capcom decidiu avaliar tudo aquilo que incomodava em Dead Rising 1 e 2 e jogou fora o que limitava a diversão. A necessidade de ir até um banheiro para salvar? Não existe mais. A obrigação de correr até determinado lugar no tempo certo para não perder o progresso? Esqueça, ela não está mais aqui. A incapacidade de terminar o jogo sem ter que recomeçá-lo várias vezes? Felizmente, isso também foi eliminado.

Todas essas mudanças resultam em um game que não somente possui um ritmo muito melhor do que o de seus antecessores, mas que finalmente deixa de punir os jogadores que tentam explorá-lo. Dessa vez, a Capcom parece mais ciente de quanto o mundo que criou é interessante, o que resulta na inclusão de diversos itens secretos, estátuas colecionáveis e esquemas de combinações de armamentos espalhados pelo gigantesco cenário.

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Outro ponto no qual a desenvolvedora acertou em Dead Rising 3 é no sistema de evolução do personagem principal. Em vez de ter que rezar para encontrar o item certo para aumentar a resistência do protagonista, agora cada novo nível alcançado garante um ponto que pode ser investido em uma quantidade maior de energia, agilidade aprimorada ou em um incremento para suas habilidades marciais, entre outros quesitos.

Essa nova filosofia de design também se reflete nos psicopatas que você encontra durante a aventura. Embora eles continuem representando um bom desafio, agora esses inimigos não apresentam mais a quantidade absurda de energia vista no passado, tendo seu poder ligeiramente diminuído de forma a tornar as batalhas contra eles mais interessantes e balanceadas.

O poder da nova geração

Como é de se esperar em toda transição para uma nova geração de consoles, o primeiro aspecto que se nota ao jogar Dead Rising 3 é a evolução gráfica apresentada pelo título. No entanto, em vez de apostar em poucos personagens com modelos extremamente detalhados, o jogo aposto na quantidade para surpreender o jogador.

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Embora os zumbis do título possuam uma quantidade de detalhes somente um pouco maior do que o que foi visto em Dead Rising 2, isso não chega a ser um defeito. Isso porque, em vez de ter que lidar com poucas dezenas de inimigos, agora a tela é tomada por centenas de adversários que se movimentam de forma realista e fluida, mesmo quando você decide dar uma volta de carro pela cidade ou montar um show de fogos de artifício alternativo usando barris contendo líquido inflamável.

Para não dizer que tudo é perfeito, em alguns momentos é possível sentir alguns slowdowns, porém eles ocorrem de forma tão discreta que nunca incomodam a experiência oferecida ao jogador. Assim, não há do que reclamar do aspecto técnico do título, que realmente se beneficia do hardware mais poderoso do Xbox One na construção de um cenário que parece resultado de um apocalipse zumbi.

Arsenal renovado

Como já se tornou tradição na série, Dead Rising 3 permite que você use praticamente qualquer item do cenário para realizar a matança de zumbis. Entre as centenas de opções disponíveis estão desde baldes, vários modelos de facões, machados e armas de fogo até objetos menos convencionais, como microfones e embalagens de shampoo.

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No entanto, o jogo se destaca por aprimorar muito a mecânica de combinação de itens que estreou no segundo capítulo numerado da franquia. Deixando de lado as mesinhas de trabalho, o título permite que você realize a fusão de dois itens, bastando que, para isso, você possua os ingredientes necessários e tenha encontrado o documento que descreve como realizar o processo.

O mesmo princípio se aplica aos diversos veículos espalhados pelo jogo, mesmo que de forma um pouco mais limitada. Com isso, em vez de simplesmente matar mortos-vivos usando um carro convencional, você pode fazê-lo com mais estilo dirigindo uma motocicleta que possui um rolo compressor em sua parte frontal.

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É justamente esse caráter experimental que faz com que você se sinta estimulado a explorar cada canto da cidade de Los Perdidos para encontrar plantas de construção escondidas pelo ambiente. Também contribui para isso o fato de que praticamente todas as ações que você faz ajudam a aumentar o nível de seu personagem, o que inclui a coleta de itens secretos e o resgate de sobreviventes.

Mais sério, mas ainda assim Dead Rising

Embora o primeiro trailer de divulgação de Dead Rising 3 tenha dado a entender que o game seria mais “sinistro” e sério que seus antecessores, felizmente isso não eliminou o senso de humor da série. O título deixa de lado um pouco o clima de “filme B” de seu antecessor direto, porém mantém as combinações de roupa ridículas vistas no passado e as formas absurdas de matar zumbis.

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Assim, mesmo que Nick Ramos seja um protagonista mais soturno e dramático do que Frank West, ainda assim ele não pensa duas vezes antes de usar uma combinação entre jaqueta policial, saia de trabalho e óculos escuros para matar zumbis. Da mesma forma, o personagem também acha adequado usar golpes dignos da WWE para derrotar seus adversários, mesmo que isso não faça muito sentido.

Menção especial deve ser feita à roupa especial que presta homenagem a Mega Man X, provando que, mesmo que não tenha dado muita atenção a sua mascote nos últimos tempos, a Capcom ainda lembra que ele existe. Para completar, os diálogos também merecem destaque nesse sentido, especialmente aqueles proferidos por alguns dos NPCs que não fazem parte da trama principal do jogo.

Alguém cale esse dublador

Mesmo que a dublagem em português de Dead Rising 3 seja um testemunho do respeito que a Microsoft tem pelo público brasileiro, a maneira como ela é feita poderia ser muito melhor. A impressão que fica é a de que, na pressa para lançar o título a tempo, o estúdio de dublagem contratado não se preocupou muito em adaptar termos estrangeiros ou em manter as falas dos personagens em um tom coerente com o de uma pessoa real conversando.

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O resultado disso é um trabalho de voz cujo resultado se mostra bastante superficial e irritante na maior parte do tempo. Após várias horas de jogo, é difícil não se pegar temendo a chegada de outra cena não interativa só porque isso representa ter que passar alguns minutos ouvindo atores pouco inspirados lendo suas falas sem qualquer esforço interpretativo.

Problemas do passado retornam

Embora Dead Rising 3 represente um avanço muito grande em relação a seus antecessores, infelizmente ele mantém alguns dos pontos negativos do passado. O principal deles fica por conta dos NPCs que podem seguir seu personagem, que exigem que você desempenhe constantemente o papel de “babá” para mantê-los vivos.

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Apesar de eles estarem mais inteligentes na hora de confrontar os inimigos, o mesmo não pode ser dito da maneira como eles interagem com itens. Seu companheiro pode estar prestes a morrer e o cenário pode estar recheado de bolachas, sucos e outras guloseimas que recuperam energia — no entanto, eles só vão consumi-las caso você dê um desses produtos na mão deles (situação que se repete com armas).

Da mesma forma, embora o gerenciamento de equipamentos esteja mais eficiente, ele continua sendo problemático, mesmo contando com a ajuda do Kinect. A necessidade de possuir dois armamentos dentro de seu inventário para poder combiná-los (mesmo que eles estejam lado a lado no chão) faz com que o processo seja mais demorado do que o ideal, e nem sempre é uma tarefa fácil se livrar de itens inúteis que só consomem espaço.

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No entanto, o aspecto que mais incomoda é o fato de ainda ser difícil escolher exatamente qual item pegar em ambientes nos quais há muitos equipamentos no chão. Isso se mostra especialmente irritante em batalhas contra chefes, nas quais, em busca de uma maneira de recuperar energia, você pode acabar pegando sem querer uma cadeira em vez do pedaço de pizza que salvaria sua vida.

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Excelente