Isaac Clarke está de volta e desta vez está em boa companhia para aniquilar os Necromorphs [vídeo]

Quando o primeiro Dead Space foi lançado em 2008, muita gente perdeu o sono por algumas semanas enquanto ajudava Isaac Clarke a vencer uma batalha contra os perversos Necromorphs. Quase três anos mais tarde, foi a vez de Dead Spacechegar ao mercado para provar que a franquia poderia sim se consolidar como sendo uma das mais promissoras da última década.

Neste ano, eis que a Electronic Arts e a Visceral Games se uniram para lançar mais um capítulo das aventuras do heroico Isaac Clarke, que desta vez terá a companhia de John Carver. Graças a esta união, os jogadores ainda terão mais uma chance de experimentar um game do gênero survival horror, que não tem sido muito popular nos consoles da sétima geração.

Com isso, a primeira característica que é importante ser mencionada antes que esta análise prossiga é que o caráter de terror deste terceiro Dead Space foi mesclado à ação e ao tiroteio. Portanto, os jogadores que estão mais habituados aos dois primeiros games da série certamente notarão uma queda no número de sustos e de locais aterrorizantes — como acontecia no início da franquia.

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Logicamente, a gravidade zero (“zero-G”) ainda é uma realidade no game, e o desmembramento de inimigos continua sendo a maneira mais inteligente de encarar os monstros. Os passeios espaciais aumentaram, e a presença de John Carver vai dar um novo gás nas aventuras do azarado engenheiro (com conhecimentos alienígenas) Isaac Clarke. Será que vai prestar?

A franquia Dead Space foi construída sobre uma base extremamente sólida proporcionada por dois títulos inaugurais, que surpreenderam a grande maioria dos críticos e conquistaram um lugar cativo no gênero survival horror. Muitas pessoas tentam comparar os games da série a Resident Evil ou mesmo ao primo distante Mass Effect.

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Mas o fato é que a jogabilidade e a atmosfera entregues por Dead Space a tornam uma séria única em um mundo de cópias. A relação entre o jogador com o protagonista apenas pelos dados exibidos nas costas da armadura cria uma relação muito mais intimista. Tudo isso, acrescido de uma mecânica de combate inteligente e de possibilidades quase infinitas de construir e evoluir itens, armas e armaduras, faz com que Dead Space 3 seja um jogo memorável.

Infelizmente, a nota do jogo só não é maior porque, em relação a Dead Space 2, as mudanças não foram tão significativas assim. Em outras palavras, do primeiro para o segundo título tivemos um avanço brutal. Do segundo para o terceiro houve alterações, excelentes por sinal, mas as essências dos jogos ainda são muito parecidas. Ainda assim vale muito a pena!

Ambientação incrível de todo o universo

Nos dois primeiros games da franquia de luta contra os Necromorphs, Isaac geralmente se encontrava confinado em naves espaciais ou em outros locais bastante fechados e pouco arejados. Desta vez, a alternância de locações leva a dupla de protagonistas a planetas diferentes, naves espaciais grandes e, a transportes menores.

Em qualquer que seja o caso, o ambiente sempre entrega uma sensação de tensão e de insegurança. Mesmo que não haja nada em sua frente, como no caso do mundo da tempestade de neve, você nunca se sente seguro o suficiente para afastar seu dedo dos botões de tiro.

Sistema de combate continua magnífico

Em termos de interface com o jogador, Dead Space é pioneiro em diminuir a quantidade de informações na tela e usar a própria armadura dos personagens para demonstrar as informações úteis. A mecânica de movimentação e de combate também é incrível, pois os confrontos são dignos de jogos de ação, sem que o clima de tensão seja substituído por uma correria e por simples empolgação de atirar.

É sempre preciso que os jogadores atirem objetivamente e tomem decisões rápidas em meio ao campo de batalha. A munição nunca é o suficiente para matar um Necromorph se você não intencionar o desmembramento da criatura. A possibilidade de utilizar as próprias partes arrancadas da criatura para empalar o bicho ainda deixa os jogadores sorrindo de orelha a orelha.

Mais do que “um coleguinha" no campo de batalha

Podemos fazer vários apontamentos sobre as características de Dead Space 3 e tudo o que o game entrega aos jogadores. Mas é certo que, quando a EA anunciou na E3 do ano passado que o jogo estava em processo de desenvolvimento, nada chamou mais a atenção dos gamers do que saber que o vindouro título contaria com modo cooperativo.

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A desconfiança acabou se tornando expectativa, e Dead Space 3 mostra que foi construído para ser jogado em dupla — e não sozinho. A parceria entre os dois protagonistas favorece não só o avanço durante a jogatina, como também mostra muitos mais detalhes da história, diálogos extras e até permite que você realize algumas missões opcionais. Aprovadíssimo!

Por favor, levante o volume!

O design sonoro de Dead Space é digno de comparações com as melhores obras cinematográficas existentes. A trilha sonora do game é parte integrante da jogabilidade, sendo que ela atua quase como um personagem que acompanha Isaac e John o tempo inteiro. Prova disso é que, se você tirar o som do jogo nem que seja por apenas um instante, parece que você está sozinho no mundo.

Os sustos não são mais os mesmos, as criaturas não causam tanto medo e a magia que o ambiente consegue criar se esvai em pleno ar. Exceto em ambientes de vácuo, nos quais o silêncio é sepulcral e faz com que você se sinta mais aterrorizado ao ver as criaturas e não poder escutá-las se aproximando.

Jogar mais vezes: boa ideia!

Um ponto curioso em Dead Space 3 é o fato de que a jogatina fica mais interessante a partir da segunda vez. Isso ocorre porque o complexo sistema de confecção e aprimoramento de armamentos, armaduras e construção de itens tem muito mais a oferecer do que podemos extrair em apenas uma passagem pelo jogo. Depois que você termina a campanha e desvenda o rumo dos fatos, o game faz um convite para que você volte a jogar ao abrir a dificuldade "New Game +".

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Ainda seguindo o mesmo raciocínio, as bancadas de Bench fazem com que os gamers tenham dúvidas sobre qual seria o melhor local para investir os escassos recursos coletados durante a campanha. Será que vale mais a pena deixar a armadura de Isaac mais resistente, alguma de suas armas mais possantes ou, se for o caso, criar itens adicionais de cura? Tudo isso aumenta muito o quesito de "replayability" ("rejogabilidade") de Dead Space 3.

Foco na história

“Espera um pouco, a história ainda é sobre a mesma coisa?” Em Dead Space 3, um dos principais pontos de destaque certamente seria o apelo para o enredo principal da obra — uma vez que estamos falando da terceira aventura do mesmo protagonista.

No entanto, ao contrário do que esperávamos, a trama é um pouco forçada demais e as razões que levam Isaac a tomar as atitudes que ele toma são muito pouco convincentes. Por outro lado, seria mais compreensível se, em vez de criticar a história do personagem central, um elogio fosse feito à trama de John Carver.

Objetivos um pouco repetitivos

Assim que você joga continuamente Dead Space 3 por um determinado tempo, é possível notar que o jogo foi construído sobre um padrão. Em outras palavras, você começa a explorar um lugar onde sua missão é arrumar um jeito de sair de lá. Porém, o gerador principal que poderia fazer tudo funcionar direitinho está quebrado.

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Dessa forma, você tomará um determinado número de ações (aproximadamente seis) com o intuito de terminar o capítulo. Então, uma nova localidade será apresentada, um novo gerador precisará ser consertado e outras seis tarefas terão que ser realizadas... E por aí continua.

Puzzles questionáveis

Outra das características que acrescenta novos ares a Dead Space 3 é a grande quantidade de puzzles existentes e a maneira para resolvê-los. Todos os desafios podem ser solucionados tanto por apenas um jogador quanto pela dupla. O problema é que nem sempre você entende a lógica por trás do obstáculo proposto, e o tempo que você perde resolvendo alguns deles acaba atrasando sua jogatina.

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