Pronto para mais uma surra?

Não faz muito tempo que o primeiro DeathSpank chegou à XBLA e PSN e já temos uma nova edição da franquia. O “Diablo” de Ron Gilbert — o mesmo de Secret of Monkey Island e Manic Mansion — retorna com poucas novidades e muito mais do mesmo: o que neste caso é algo extremamente positivo.

A inusitada mistura de Diablo e Monkey Island oferece muita ação hack ‘n’ slash e o humor. Entretanto, Ron Gilbert deixou a desenvolvedora Hothead Games logo após o término da produção, o que colocou um grande ponto de interrogação sobre a continuação da saga de DeathSpank.

Mas parece que toda essa agitação não afetou o desenvolvimento de Thongs of Virtue, que seguiu a mesma linha descontraída do primeiro jogo. Assim, a nova aventura de DeathSpank agradará em cheio aos fãs do original.

DeathSpank: Thongs of Virtue é de fato “mais do mesmo”, mas isso não é realmente um problema. O jogo prova que algumas fórmulas não precisam de grandes alterações para funcionar mais de uma vez.

As pequenas melhorias trazidas pela continuação/expansão de DeathSpank são apenas detalhes que complementam o clima bem humorado que dá um charme todo especial a franquia.
Além disso, a nova aventura do “herói” de sungas pode se estender por mais de 15 horas, caso você se dê ao trabalho de realizar todas as missões (principais e secundárias) — com direito a partidas multiplayer cooperativas locais.

Seria interessante ver um retorno mais elaborado de DeathSpank, mas o jogo não decepciona quem gostou do primeiro título. Thongs of Virtue é uma daquelas joias raras que mostram o verdadeiro valor dos serviços de distribuição digital da Xbox LIVE e PlayStation Network.

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As sungas da virtude

Thongs of Virtue começa do ponto em que o primeiro jogo parou. DeathSpank está encarcerado em uma prisão de segurança mínima — nada que realmente consiga segurar um “herói” do calibre de DeathSpank.

Em pouco tempo ele encontra uma maneira de se livrar dos captores e dar sequencia a sua luta por justiça. Todavia, cinco sungas encantadas foram roubadas por pessoas malignas que passaram a utilizar a indumentária mágica para propósitos sinistros, espalhando tristeza pelo reino.

Como na primeira jornada de DeathSpank a trama serve apenas de fio condutor para uma série de piadas às custas do herói e das limitações “intelectuais” dos outros personagens. Mesmo assim, a história — apesar de pouco elaborada — tem uma narrativa envolvente que ganha ainda mais destaque por oferecer uma bela conclusão à saga de DeathSpank.

Entregando justiça uma surra de cada vez!

Img_normalO foco do jogo é a ação, e quando falamos ação nos referimos a muita pancadaria. A jogabilidade não destoa muito da presente no título original, todavia Thongs of Virtue possui alguns elementos expandidos e novas habilidades.

DeathSpank pode equipar até quatro armas (mapeados nos botões da face do controle) e quatro itens (atrelados ao direcional digital) que são encontrados ao longo da sua trilha de justiça.

As armas de longa distância são algumas das boas novidades presentes no seu arsenal. Se no primeiro jogo você contava com uma besta relativamente ineficiente, em Thongs of Virtue o heróis DeathSpank conta com metralhadoras, bazucas e lasers.

Armamentos extremamente eficientes na árdua tarefa de impor justiça à longa distância — fato que confere novas possibilidades estratégicas aos combates. Além disso, você também conta com uma boa variedade de explosivos a sua disposição, incluindo granadas de gelo e gás.

Bonitinho mas ordinário

Os gráficos de DeathSpank são belos na sua simplicidade. A escolha artística dos desenvolvedores confere um estilo próprio, atraente e funcional. Misturando com elegância elementos 2D e jogabilidade 3D, os visuais de Thongs of Virtue se destacam dentre os outros títulos da PSN e XBLA.

O traço singular do mundo e dos personagens é outro ponto interessante. A paleta de cores — e os efeitos sonoros — ajudam a construir o clima de cada cenário, ditando o tom da ação sem perder o bom humor e o estilo.

O melhor de tudo é que tais escolhas também deixam o jogo muito “leve”, ou seja, nada de longas telas de loading e outros empecilhos técnicos que tanto afetam os títulos mais “robustos”.

Os efeitos sonoros — em especial as dublagens — merecem um destaque especial. O humor típico de Ron Gilbert transparece em cada linha de diálogo, entregue com muita propriedade pelos atores que emprestam suas vozes para os carismáticos (e excêntricos) personagens de DeathSpank.

Muita justiça em jogo

Apesar de fluído e divertido, DeathSpank pode se tornar um tanto repetitivo por conta dos inúmeros encontros com oponentes e pela linearidade da jogabilidade. As missões são variadas, porém a estrutura geral de jogo permanece a mesma ao longo de todo o título: converse com NPCs, pegue as missões, destrua oponentes, resolva o quebra-cabeça, avance de nível.

O mesmo DeathSpank

Uma olhada superficial de Thongs of Virtue dá a impressão de que se trata do DeathSpank original em outro cenário. As mudanças são poucas (e boas), mas será que realmente justificam o lançamento de outro jogo?

Thongs of Virtue acerta ao manter os elementos que marcaram positivamente o seu antecessor e acerta novamente em não alterar muito a formula. Todavia devemos ressaltar que o jogo — vendido como continuação — poderia se passar como uma simples expansão ou episódio extra de DeathSpank.

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87 ps3
Ótimo

Outras Plataformas

87 xbox-360