Um resgate da magia da Disney

Não importa o contexto, o momento da vida de cada um, o amadurecimento pessoal ou profissional: todos nós, de alguma forma, temos uma conexão com todo o toque mágico que a Disney consegue oferecer desde 1955.

As franquias criadas pela gigante sempre encapsulam mensagens a nós, espectadores, em forma de diversão. Por mais que os desenhos sejam cômicos e cheios de magia, as sátiras presentes nas entrelinhas arrancam risadas até do cara mais rançoso da plateia. E é exatamente aí que a magia da Disney é resguardada.

Disney Infinity, o ambicioso projeto da gigante em parceria com a Avalanche Software, que ficou a cargo do desenvolvimento do game, é mais agradável do que parece. Na verdade, o jogo pode ser encarado mais como uma experiência do que como uma jogatina comum. Não se trata de sentar na poltrona e apenas ligar o video game. O grau de interação vai além e exige que você adote o inteligente sistema de utilização de bonecos (físicos, de verdade) para executar ações dentro do jogo.

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Por trazer uma concepção diferente que contém boas fórmulas e belíssimos itens (físicos) colecionáveis, Disney Infinity está dentro de um padrão amplamente aceitável e chegará ao Brasil pelo preço de R$ 299,90 nas versões para PS3 e Xbox 360, e R$ 329,90 para os consoles da Nintendo (Wii, Wii U e 3DS). Esses serão os valores praticados no kit inicial, que trará uma bagatela de itens – não só o jogo –, os quais foram enumerados no início desta análise.

Traduzindo: você vai entrar nas lojas e comprar uma verdadeira caixa de brinquedos que tem um formato clássico retangular no melhor estilo retrô, o que deve agradar aos saudosistas de plantão.

Considerando o conjunto da obra, a visionária missão de amplificar um conceito estabelecido de surpresa no mercado por Skylanders e as mecânicas de jogo simples (talvez até demais para alguns), Disney Infinity é um belo resgate da magia que a gigante norte-americana consegue trazer em tempos “sanguinários” como os de hoje, mostrando sua exímia capacidade de mutação.

O game chegará ao varejo brasileiro até o final de outubro nas versões para PlayStation 3 e Xbox 360. A linha Nintendo (Wii, Wii U e 3DS) aportará no mercado em novembro.

Ainda que existam ressalvas e que o jogo adote um tom muito simples em função de seu caráter casual, Disney Infinity é uma experiência cujo objetivo está explícito no próprio nome: ser infinito. Afinal de contas, nada impede que a Disney lance mais kits com outros mundos de jogo (além dos já planejados) no futuro – e é justamente esse o propósito.

*Este jogo foi gentilmente disponibilzado pela Disney para testes no escritório da empresa no Brasil.

O inteligente uso de bonecos (que agradam inclusive a colecionadores)

Disney Infinity faz uso de um conceito que pegou a indústria de surpresa: a utilização de bonecos (ou action figures, como você preferir) que, quando colocados numa base, assumem a forma virtual dentro do jogo, num esquema semelhante ao que vimos na franquia Skylanders, porém muito mais robusto. Por R$ 299,90 para PS3 e Xbox 360 e R$ 329,90 na linha Nintendo, o kit que acompanha o jogo vem com os seguintes itens:

  • Base para encaixar bonecos e moedas;
  • Três bonecos: Jack Sparrow, de “Piratas do Caribe”; Senhor Incrível, de “Os Incríveis”; James P. Sullivan, o Sulley de “Monstros S.A.”;
  • Uma moeda randômica de poder, a qual, quando repousada sobre a base, destrava no jogo um cenário ou item especial;
  • Totem, que deve ser colocado no formato hexagonal da base para definir o mundo de jogo (de acordo com a franquia que o jogador preferir);
  • Código para destravar um personagem na versão online.

O esquema é simples e objetivo: a base deve ser ligada aos consoles por meio de um cabo USB, e os objetos físicos são repousados sobre ela em suas devidas posições, que estão milimetricamente delineadas. Há três espaços disponíveis: o de cima é o espaço sobre o qual fica o totem, item que determina o mundo de jogo, e os dois de baixo podem ser usados para os personagens – até dois na mesma base – e moedas que servem para destravar bônus especiais.

Basta colocar um boneco sobre a base para que ele apareça na tela. Há um sensor embutido na mesa e no action figure. O tempo de resposta é rápido; o personagem surge na tela instantaneamente. Vale ressaltar, é claro, que o boneco só é jogável no mundo dele. O game – inteiramente em português do Brasil – é amigável e avisa o jogador sobre qualquer necessidade adicional. A miscigenação é possível num lugar: a Toy Box (Caixa de Brinquedos), modo de construção que bebe de boas fontes e tem fórmulas próprias.

O modo de construção: algo perigosamente viciante

Sabe aquela clássica fórmula descompromissada dos jogos de construção? Em que você está num mundo aberto vazio que pode ter todo o cenário preenchido e temperado ao gosto do jogador? Pois bem: é o que vemos na Toy Box.

Tudo o que você bebeu em Minecraft, Sim City e até mesmo RPG Maker está aqui, mas sem ressaca. Isso porque a Toy Box tem um mundo completamente moldável. Quer um cenário de fundo ao estilo “Alice no País das Maravilhas”? Basta colocar a moeda relacionada na base que o ambiente se transforma. A partir disso, é possível inserir inimigos, rampas, paredes, árvores, caixas e tudo o que a sua imaginação permitir.

Ao terminar sua obra, você pode enviar o trabalho para a nuvem – numa tarefa que requer um ID de cadastro no site da Disney – e resgatá-lo em qualquer plataforma para a qual o game for lançado: Xbox 360, PS3, PC, Wii, Wii U e 3DS. Exatamente: você pode criar tudo num Xbox 360 e resgatar, por exemplo, no Wii U ou em qualquer outro console. Prático, simples e fácil – além de perigosamente viciante.

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Diversão em família: o clássico tempero de aventura moldado num esquema quase sandbox

A fórmula de Disney Infinity adota bons mecanismos de aventura e plataforma para entregar um game palpável a crianças, adolescentes, adultos e até idosos, todos podendo jogar cooperativamente (em tela dividida) ou não.

No melhor estilo “jogo família”, cada mundo apresenta recursos próprios e pode ser encarado como um jogo individual – dentro de um universo maior. Conforme mencionado, o totem que acompanha o kit inicial vem com três mundos de jogo: Piratas do Caribe, Os Incríveis e Monstros S.A.

A Disney pretende lançar, até o final deste ano, Toy Story – pack completo com dois bonecos e totem por R$ 179,90. No lançamento de Disney Infinity (que será em outubro aqui no Brasil), estarão disponíveis separadamente os packs de “O Cavaleiro Solitário” e “Carros” pelos mesmos R$ 179,90.

O totem nada mais é do que o mundo de jogo. Ao colocar esse cubo “mágico” na base, o jogador é transportado ao universo daquela franquia específica e deve cumprir missões que exigem reflexos em pulos, tiroteios cartunescos e bastante pancadaria – tudo, é claro, regado com o charme da Disney. É uma diversão agradável de universos igualmente fascinantes.

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Bugs aqui, bugs acolá

Apesar de o jogo se segurar bem na taxa de quadros por segundo na maior parte do tempo, algumas falhas em texturização dos personagens e serrilhados poligonais podem, digamos, “quebrar o clima”, mesmo que o tom cartunesco mascare esses detalhes.

O tempo de resposta na transição entre colocar um personagem na base e vê-lo na tela pode, por vezes, demorar um pouco também. Dependendo do cenário a ser renderizado, a comunicação estabelecida se perde, e a construção do ambiente pode enfrentar lentidão ou bugar.

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Simplicidade que coloca o game no grupo dos casuais

A proposta de Disney Infinity, como não poderia deixar de ser, atende a fãs de todos os grupos por trazer um apanhado de tudo que há de melhor nos universos de cada franquia. Por mais que essa empreitada seja ambiciosa, por tabela ela é simples. O esquema de jogo não traz maiores inovações ao gênero e pode fazer com que os veteranos sintam um gostinho de quero mais, mesmo com toda a magia da Disney.

O game deve atrair jogadores casuais e corre o risco de passar despercebido pelo nicho hardcore por não trazer mecânicas ousadas ou muito ambiciosas. É um game de aventura/plataforma que resguarda boas fórmulas, mas não tem a “pimenta” que esse público pode buscar.

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Controles limitados

O domínio que o jogador tem sobre cada personagem é único, mas aquilo que é possível fazer com cada um se limita a movimentações simples do gênero e sem maiores inovações. Ao enxergar uma longínqua plataforma, por exemplo, o instinto natural é usar pulos duplos e escaladas para alcançá-la.

Mas não: é preciso repensar numa estratégia ainda mais comum que pode envolver pulos simples em plataformas alocadas de forma pouco estratégica. Para bem ou para mal, a simplicidade pode deixar aquele gostinho de quero mais no quesito desafio.

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