Análise de DmC: Devil May Cry — Vergil's Downfall

Presencie o nascimento de um novo demônio

Após apresentar a história da versão remodelada de Dante em DmC: Devil May Cry, a Ninja Theory nos dá a oportunidade de assumir o controle de seu irmão gêmeo, Vergil. Em Vergil's Downfall, acompanhamos a jornada empreendida pelo filho de Sparda em busca de um poder que o torne capaz de superar suas limitações.

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Durante a aventura, somos levados às profundezas do inferno enquanto o personagem tenta entender os eventos que acontecem na aventura principal. Em sua busca para entender os motivos pelos quais seu plano falhou, Vergil descobre um novo poder que lhe dá a oportunidade de eliminar suas dúvidas anteriores e iniciar um contra-ataque em resposta a seu irmão.

Disponível para XBox 360, PlayStation 3 e PC, Vergil’s Downfall é o primeiro DLC pago de DmC: Devil May Cry que expande os acontecimentos vistos no jogo. Confira abaixo nossas impressões sobre o título e, após a leitura, não se esqueça de registrar sua opinião sobre o jogo em nossa seção de comentários.

Para determinar se o investimento em Vergil’s Downfall compensa ou não, é preciso levar em consideração o quanto você gostou da aventura principal de DmC: Devil May Cry. Caso tenha apreciado a aventura estrelada por Dante e esteja sedento por mais conteúdo, o novo trabalho da Ninja Theory é suficiente para suprir essa vontade.

Controlar as ações de Vergil se mostra um processo prazeroso, por mais diferenciado que ele seja em relação a seu irmão Dante. Os tipos de ataque únicos ao personagem não só estimulam o aprendizado de novas táticas como provam a dedicação dos desenvolvedores em não simplesmente repetir o que foi visto no jogo-base.

Infelizmente, Vergil’s Downfall peca pela duração extremamente curta e pela repetição constante de elementos. Com isso, talvez valha mais a pena esperar que o DLC esteja em promoção do que investir os R$ 17 cobrados por sua produtora para que você possa experimentar a aventura adicional.

Novo jeito de jogar

Embora a maneira de controlar Vergil em princípio seja idêntica à de Dante, basta alguns minutos de jogos para sentir que há uma grande diferença entre os dois personagens. O personagem que dá título ao DLC possui uma série de movimentos mais lentos que o de seu irmão gêmeo, o que resulta em uma maneira diferente de se portar frente a um combate.

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Como Vergil demora mais para realizar suas combinações, é preciso calcular com mais cuidado a hora certa de atacar cada um dos inimigos do cenário. Além disso, o personagem não conta com tantos ataques aéreos, o que faz com que as batalhas ganhem uma orientação mais horizontal do que quando se joga com Dante.

É somente a partir da terceira fase do DLC que você realmente se acostuma com o herói, já que é só nesse ponto que todas as suas habilidades são destravadas. O resultado é tão agradável quanto aquele visto na aventura principal, e fica evidente o cuidado da Ninja Theory em oferece uma experiência que, embora diferente, permanece igualmente prazerosa.

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O que se destaca no personagem, além do fato de ele não contar com armas de fogo, é a habilidade que ele tem de usar dois devil triggers diferentes. Essa decisão da produtora faz com que os confrontos ganhem características mais estratégicas, já que muitos inimigos que aparecem são imunes a pelo menos algum dos ataques especiais do protagonista.

Fechando pontas soltas

Caso você deseje se aventurar por Vergil’s Downfall, fica a recomendação de só fazê-lo após o término da história principal de DmC. Isso porque o DLC começa exatamente a partir do ponto que a trama original acaba, e em diversos pontos há flashbacks que mostram alguns detalhes importantes do que aconteceu anteriormente.

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Acompanhar a trajetória da decadência de Vergil ajuda a compreender melhor as motivações do personagem, mostrando Dante sob um ponto de vista um pouco incomum. Além disso, a trama ajuda a deixar mais claro as diferentes experiências que ajudaram a moldar a visão de mundo dissidente dos dois irmãos gêmeos.

Felizmente, o DLC não se configura como algo essencial para a experiência básica oferecida por DmC: Devil May Cry, mesmo que deixe algumas pontas soltas para uma possível sequência. Em geral, a sensação que fica é a de que essa é uma história interessante, mas que não deve fazer muita falta em um sentido mais geral.

Duração curta

Mesmo que você não seja particularmente bom no controle de Vergil, não deve demorar mais do que duas horas e meia até que você veja os créditos finais do DLC. Isso se deve principalmente ao número limitado de fases apresentado pelo título, que ao todo somam seis missões diferentes — sendo que uma delas é focada exclusivamente no confronto com um chefe.

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Assim, não é difícil ficar com a sensação de que a aventura deveria ser parte integral do título-base e não um produto oferecido como um conteúdo adicional. Quando se leva em consideração que o jogo custa R$ 17 para ser adquirido, é difícil não ficar com a sensação de que o valor por hora cobrado pela Ninja Theory é um pouco alto para o que está sendo oferecido.

Cenários repetitivos

Outro ponto que ajuda a passar a sensação de que Vergil’s Downfall dura menos do que devia é o fato de que todos os seus cenários possuem um visual muito semelhante. Quando se leva em consideração que a primeira e a última fase se tratam exatamente do mesmo lugar, somente com uma seleção de inimigos e poderes diferentes, fica difícil não sentir que houve certa preguiça no processo de desenvolvimento.

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Embora isso possa ser justificado pelo fato de que toda a trama se passa dentro do mundo de limbo, basta se lembrar do jogo-base para ver que esse argumento não se sustenta. Se durante a aventura de Dante a Ninja Theory conseguiu criar ambientes com temáticas variadas, não há motivos bons para que o estúdio não tenha repetido o mesmo no DLC.

80 pc
Ótimo

Outras Plataformas

80 ps3
80 xbox-360