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Dragon Ball Z: Battle of Z
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A confusão está a mais de nove mil

Cássio W. Barbosa

O conceito inicial de Battle of Z parece bastante promissor. Em vez de colocar Goku e companhia em estágios mais limitados (como os presentes em outros jogos de luta), a ideia aqui é deixá-los lutar em grandes áreas da mesma maneira como os guerreiros fazem no anime.

Além de aumentar o tamanho das arenas, a desenvolvedora Artdink também oferece a possibilidade de que as batalhas aconteçam entre grupos de até quatro jogadores cada, de maneira a reproduzir o clima épico dos embates apresentados no desenho.

Com 67 personagens jogáveis, Battle of Z é uma das maiores apresentações da série nos games, cobrindo diferentes sagas (como as de Freeza e de Majin Buu) de maneira ambiciosa. Será que os fãs dos Sayajins criados por Akira Toriyama encontram no jogo a adaptação que merecem?

Aprovado

Se tem algo que Battle of Z faz muito bem é apresentar um elenco completo de personagens – todos representados de maneira fiel ao trabalho original. Assim, não apenas os personagens de maior relevância se fazem presentes, mas também outros menos expressivos, como o Sayajin Nappa.

A campanha principal (que deve ser jogada completamente para desbloquear todo o elenco do jogo) também apresenta os principais eventos da saga de Goku de maneira bastante resumida, focando-se especialmente nos combates realizados entre os lutadores. Além disso, o game também oferece linhas alternativas da história original, como seções em que é possível assumir o controle dos Sayajins que atacam a Terra ou o comando das Forças Especiais Ginyu e Freeza.

Se a apresentação da campanha tenta seguir de maneira bastante dinâmica os eventos da trama original, cada lutador também é representado fielmente, contando com seus golpes característicos, como o Kamehameha e a técnica Kayo-Ken de Goku ou a Galick Gun de Vegeta.

Estes golpes especiais são divididos entre entre Golpes Únicos (acionados com os gatilhos) ou Super Ataques (ativados ao apertar os botões de ataque físico e de Ki simultaneamente), sendo que cada um deles gasta uma quantia da barra de Ki dos jogadores. Ao mesmo tempo, cada time também compartilha uma segunda barra de especial (a barra GENKI), que pode ser utilizada por alguns personagens para realizar Ataques Ultimate (como a poderosa Genki Dama de Goku).

Após realizar as primeiras missões tutoriais do game, o jogador desbloqueia dois modos online: um cooperativo (em que é possível se juntar a um amigo para completar as missões do jogo em equipe) e outro de batalha, no qual você encontra outros jogadores para decidir quem é o melhor na arena. Assim, essas batalhas online podem ser realizadas no modo "cada um por si" ou em times de quatro pessoas cada, gerando lutas bastante caóticas.

Enquanto as batalhas online seguem o mesmo padrão encontrado na campanha principal, um modo online específico se destaca. No Dragon Ball Grab, as sete esferas do Dragão são espalhadas pelo cenário e os lutadores precisam se digladiar não apenas para coletá-las, mas também para mantê-las sob o seu poder – uma variação bastante interessante das batalhas desenfreadas presentes no restante do jogo.

Reprovado

Confusão. É provavelmente o sentimento que a maior parte dos jogadores sentirá ao começar a jogar Battle of Z. Isso porque ao criar uma maneira de emular os intensos combates de Dragon Ball Z, a equipe de desenvolvimento acabou criando uma série de comandos pouco intuitiva.

Para começar, o jogador utiliza dois botões da face do joystick para ascender ou descer enquanto está voando. Enquanto isso, ele pode usar um botão para travar uma mira em algum membro do time oponente para seguir em sua direção ou se defender de seus ataques. O problema é que, com tantos personagens lutando ao mesmo e voando para diferentes direções a toda hora, é bastante fácil perder a sua referência em campo de batalha.

Além disso, em vez de oferecer um sistema simples de balanceamento (recompensando personagens mais fracos fisicamente com mais pontos de vida, por exemplo), Battle of Z escolhe o caminho complicado com a apresentação de um complexo sistema de cartas e objetos equipáveis que nunca é explicado direito ao jogador. Assim, é possível (e absolutamente necessário nas últimas batalhas) equipar cartas especiais que aumentam os status de seus jogadores, como força e taxa de recuperação de energia.

Quando o jogador finalmente se acostuma a tudo isso, ele ainda precisa terminar todas as missões do jogo (que basicamente envolvem os mesmos objetivos contra oponentes diferentes) para habilitar o elenco inteiro de personagens – algo que se torna cansativo e parece uma forma artificial de prolongar o game.

Além disso, enquanto muitos fãs devem ter comemorado o fato de a Namco Bandai ter trazido o game traduzido para o português brasileiro, o resultado final do trabalho de localização é bastante decepcionante, parecendo ter sido realizado por tradutores online em alguns trechos.

Vale a pena?

Em Battle of Z, a Namco Bandai tentou oferecer um produto bastante completo para os fãs do anime criado por Akira Toriyama. Assim, há uma grande oferta de personagens diferentes (ainda que alguns sejam apenas o mesmo em versões diferentes, como as diversas formas de Frieza ou de Goku Super Sayajin) e uma preocupação em manter a fidelidade com a série em sua campanha principal.

Infelizmente, na hora de montar as mecânicas de jogo, o resultado final apresentado é bastante confuso e complicado graças a controles pouco intuitivos e à adição do complicado (e pouco explicado) sistema de cartas do game. Ao mesmo tempo, a tradução para o português brasileiro que deveria ajudar o público nacional acaba piorando tudo ainda mais, como quando o game sugere que o jogador realize “pisões” para se defender (como foram traduzidos os side steps).

Apesar disso, a fidelidade com que o material do anime foi transportado para os video games em Battle of Z certamente agradará aos fãs mais ferrenhos. Os modelos dos lutadores não apenas se parecem com os personagens originais, como também cada um conta com seus golpes e ataques característicos. Contudo, a não ser que você seja muito fã da série, contudo, não vale a pena enfrentar a mecânica problemática de Battle of Z para poder ajudar Goku a defender a Terra.

55 ps3
Fraco
"Apesar de bastante fiel ao material original, o combate confuso torna a experiência final ruim para qualquer um que não seja um fã ferrenho da série"

Pontos Positivos

  • Grande número de lutadores
  • Representação fiel ao anime

Pontos Negativos

  • Sistema de batalha confuso
  • Oferece poucas explicações ao jogador
  • Tradução péssima para o português

Outras Plataformas

55 xbox-360