O mesmo jogo há mais de uma década

Desde que foi introduzido em 1997 para o primeiro PlayStation, Dynasty Warriors tem se tornado cada vez mais focado em um nicho bastante específico de jogadores. Trata-se de uma leva fiel de admiradores que permanece oferecendo suporte quase irrestrito para a franquia — sobretudo no Japão, onde a série sempre vende espantosamente bem — enquanto o restante do mundo prefere gastar seus tostões em qualquer outra coisa.

Realmente não é difícil entender o posicionamento da grande maioria da comunidade gamer, principalmente após jogar Dynasty Warrios 7. Trata-se aqui da mesma experiência que encontrou o PlayStation 2 há alguns bons anos, no momento em que a série abraçava alegremente seu lado Hack ‘n’ Slash — deixando tudo o mais de lado. Em suma, o que é lançado agora é praticamente o mesmo jogo que é lançado há anos.

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Dessa forma, assim como a sexta edição e a quinta antes dela, Dynasty Warriors 7 traz dezenas de cenários virtualmente idênticos e inimigos genéricos, cuja existência só é justificada pelo pressionamento rápido, repetitivo e descerebrado dos botões do controle. Coroando a experiência, há ainda um design gráfico datado, do tipo que só poderia mesmo passar despercebido ao fã mais devotado da franquia.

Mas tudo bem, já que foi provavelmente nesse fã que a desenvolvedora Omega Force pensou para compor o pacote de DW 7. Quer dizer, o que importa se a jogabilidade é cansativa e repetitiva, quando há toda uma série de conteúdos para mantê-lo entretido por um longo tempo? Portanto, há aqui uma história múltipla e consideravelmente extensa, novas armas e um novo reino passa a ocupar um lugar no tabuleiro. Resta saber quanto peso essas novidades tem pra você. Vamos aos detalhes.

Dynasty Warriors podia realmente ser um bom jogo... Pelo menos de acordo com os padrões da década de 90, quando deu as caras no emergente PlayStation One. Entretanto, a série tem demonstrado uma dificuldade terrível para se reinventar, preferindo, antes, vender a mesma experiência de jogo a um nicho bastante restrito de jogadores.

Dessa forma, vale para Dynasty Warriors 7 praticamente o mesmo que foi dito sobre quase todos os seus antecessores: uma jogabilidade repetitiva empacotada em gráficos que simplesmente não convencem na atual geração de games. De fato, mesmo os conteúdos adicionais acabam ofuscados por uma experiência de jogo que não convence há algum tempo.

Enfim, caso você pertença ao seleto grupo de admiradores de Dynasty Warriors, talvez valha a pena dar uma olhada. Para os demais, talvez não seja arriscado afirmar: Dynasty Warriors 7 é maçante. Incrivelmente maçante.

Um bom contador de histórias

Img_normalEmbora seja completamente embebida em melodrama, não se pode dizer que a história de Dynasty Warriors 7 não é capaz de prender. Quer dizer, caso você consiga deixar o cérebro em comando automático durante algum tempo (o período em que duram os combates), é provável que o material proveniente da clássica novela chinesa do século XIV “O Romance dos Três Reinos” seja capaz de absorvê-lo por alguns momentos.

Até porque, o Modo História aqui é dividido em quatro sagas individuais, uma para cada um dos reinos envolvidos na contenda. Conforme avança por cada uma das tramas, você precisará enfrentar armadilhas, fazer alianças e, por fim, trazer a paz para um país em guerra aparentemente perpétua.

Conteúdo a dar com o pé

Verdade seja dita: caso você seja um fã inveterado de Dynasty Warriors , há aqui alguns bons motivos para fazê-lo se interessar pela sétima edição da série.

Dynasty Warriors 7 traz dois modos principais: Story Mode e Conquest Mode. O primeiro é exatamente o que você já deve ter encontrado em títulos anteriores. Trata-se de longas fases de pancadaria se alternando com as cenas nas quais a mencionada história (acima) é contada. Já o modo Conquest resolve abstrair a parte da história, colocando como único objetivo a transposição de um mapa abarrotado de inimigos.

Adicionalmente, há ainda galerias cheias de arte para se desbloquear, dezenas de armas que podem ser compradas ou surrupiadas de inimigos caídos, um modo tutorial bastante decente e uma enciclopédia reunindo conhecimentos ligados ao jogo. Enfim, bom ou ruim, fato é que DW 7 vai mantê-lo ocupado por um bom número de horas.

Repetitivo à exaustão

Caso resolva encarar Dynasty Warriors 7, é bom ter em mente: trata-se mais de um exercício físico do que de um jogo propriamente dito. Aqui você simplesmente será convidado a passar horas e mais horas desferindo alguns poucos combos para abrir passagem e, talvez, encontrar algum consolo nos trechos de história do jogo.

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Cenários idênticos para inimigos genéricos

Embora a trama de DW 7 avance de forma lógica e razoavelmente interessante, os entremeios aqui são incrivelmente repetitivos. Você simplesmente vai visitar dezenas de cenários virtualmente idênticos, e isso com o único propósito de despachar inimigos que parecem existir simplesmente como forragem para a sua espada.

Trata-se sempre da mesma turba que se lança de peito aberto contra o fio da sua espada. De fato, nem mesmo os chefes de tropas conseguem acrescentar um desafio interessante e à altura do seu protagonista incrivelmente poderoso.

Alguém já não disse isso antes?

Img_normalSeria uma injustiça dizer que a dublagem de DW 7 é ruim. Na verdade, os atores aqui são bem passáveis. O problema é que, aparentemente, apenas quatro ou cinco frases diferentes foram gravadas. Quer dizer, pode esperar ouvir incontáveis vezes coisas como “Mais uma vítima cai perante mim” ou “Então você é o meu próximo oponente? Eu vou esmagá-lo assim como fiz com os outros”.

Draw Distance

Dynasty Warriors tem um problema bastante sério com a distância em que cenários e objetos são construídos na tela. Na verdade, provavelmente não serão poucas as vezes em que você será surpreendido por um exército que aparece na tela como que surgido do vácuo.

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