Um gordo, um magro e diversão na medida certa

No final do ano passado, quando a Sony falava nos jogos que sairiam para seu novíssimo (ainda não lançado na época) PlayStation Vita, um dos games que mais chamava a atenção, sem sombra de dúvidas, era Escape Plan. A princípio, este seria um título com visual em preto e branco e que viria com uma proposta humilde: a de auxiliar os dois antagônicos amigos Lil e Laarg a escaparem de uma espécie de prisão, usando e abusando dos inovadores recursos que o PS Vita disponibilizaria.

Lil é um personagem raquítico, bastante magro e que fica hiperativo assim que toma café. Por outro lado, Laarg é grande, gordo e pode usar de sua substancialidade física para mover alavancas e plataformas que ativam portas e pontes. Ambos os companheiros estão em uma espécie de usina de reciclagem e precisam combinar seus esforços para conseguir encontrar a saída.

Escape Plan é publicado pela Sony e foi desenvolvido pela Fun Bits Interactive — a empresa responsável por Fat Princess. Será que o pequeno título conseguiu suprir as expectativas?

Desde que os primeiros vídeos de Escape Plan foram liberados, o game gerou uma grande expectativa em toda a comunidade gamer. Claro que o jogo tem defeitos, sendo que o principal deles é a jogabilidade — que não é tão precisa nem tão fluida quanto gostaríamos que fosse.

No entanto, nada disso arruína de maneira nenhuma a personalidade e o potencial deste cativante game. Quem não está habituado ao PlayStation Vita certamente terá uma experiência de encher os olhos ao ver Escape Plan. Os visuais são incríveis e a parte sonora é de primeiríssima.

Fonte: Divulgação/Fun Bits
A impressão final é de que estamos diante do nascimento de uma nova franquia, que assim como LittleBig Planet ou PataPon, deve ser lapidada com o lançamento de novas continuações. Escape Plan deve se tornar um dos xodós de quem tem o portátil.

Visual Anormal

Escape Plan entrega um visual simplesmente anormal. São poucos games que conseguem cativar os jogadores já nos dois primeiros segundos. A primeira interação que acontece é com Lil, que dorme graciosamente em uma cama. Toque-o que ele cairá da cama. Desafio-lhe a não abrir um sorriso.

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O título mostra a combinação perfeita de direção de arte com ótimos gráficos em preto e branco, que aliados à ambientação sonora, cativam muito qualquer jogador.

Labirintos inventivos e desafios inovadores

A proposta de Escape Plan é simples e não muito inovadora. Basicamente, você tem que resolver puzzles para escapar da reciclagem. No entanto, os desafios são muito inventivos e as ações que precisam ser tomadas deixam a jogabilidade muito divertida. Ao todo, são 78 salas que devem ser vencidas para que você possa, enfim, terminar a fuga.

Os labirintos contam com configurações bastante simples, ou seja, dificilmente você ficará perdido. Porém, as ações vão ficando cada vez mais complexas, bem como vão aparecendo novos obstáculos e, inclusive, inimigos e auxiliares. Os gamers terão que pensar em tudo o tempo inteiro e coordenar ações.

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Entretanto, há uma sala que simplesmente parece impossível de ser finalizada. Você não aguenta mais tentar e está começando a ter vontade de encostar o game por umas horas. Não faça isso. Escape Plan oferece a possibilidade de simplesmente “pular” as fases que você quiser, que ainda assim será possível ver o final do jogo.

Trilha sonora para guardar em uma caixinha...

Que tal jogar uma obra que misture muitas músicas clássicas, evidentemente orquestradas e de muito fino gosto, com barulhos de flatulências? Sim, os populares “puns” (ou “peidos”, para os menos pudicos) não só estão presentes em Escape Plan, como cumprem funções de suma importância.

A trilha é clássica e transmite a sensação de que se está jogando um verdadeiro filme noire. Ao fundo, dependendo da ação em questão no game, há aplausos ou risos (aquelas risadas enlatadas, como no seriado “Chaves”). O conjunto desses sons constrói um das mais belas experiências sonoras dos games.

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Português

Escape Plan vem totalmente descrito em idioma português e isso, por si só, já configura um ponto muito positivo! As traduções e adaptações são boas e o sentido das frases é ótimo. Não temos nada que se pareça com uma tradução de “Google Translator”.

Controles que não controlam

A maior dificuldade de Escape Plan é conseguir fazer com que os controles obedeçam as ações que você deseja, no momento exato em que deseja. A precisão não é muito apurada e a resposta imediata aos toque realmente não é muito confiável.

Em vários dos desafios mais complexos, um dos maiores motivos de não conseguir cumpri-los é a falta de precisão dos comandos. Em certas vezes o personagem que você quer não responde, em outras o comando dado simplesmente é ignorado ou, ainda, pode ser que ele execute para o lado errado.

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Quando o personagem faz uso dos gases para inflar, para guiá-lo é necessário usar o giroscópio do Vita. Nesse ponto as respostas até são boas, mas lembre-se de que você terá que se acostumar muito bem com os movimentos, que são um pouco peculiares em relação a outros games.

85 psvita
Ótimo