F1 2017: mostrando que o melhor jogo de F1 pode, sim, ficar ainda melhor

Subida da Beau Rivage. Pé embaixo, terceira, quarta marcha. Quinta. Sexta. Na aproximação da Massenet o carro está a 250 km/h a uns 30 centímetros do guard-rail à direita. Reduz para a quinta, quarta, brigando para trazer o fórmula para dentro da curva. Puxa a terceira, a sinfonia do motor Honda ecoa pelas ruas de Monte Carlo, aguda no corte de giro, mas o carro aponta direitinho para a tangência e aí a aceleração é retomada para contornar o cassino e descer em direção à Mirabeau.

Poderia ser a descrição do famoso vídeo da volta voadora de Ayrton Senna a bordo da lendária McLaren MP4/5B, mas era eu, no conforto de casa no último sábado, tentando recriar uma das cenas mais icônicas da Fórmula 1. É disso que se trata F1 2017: uma experiência. Uma experiência grandiosa, completa e emocionante.

Uma experiência que, se já era quase perfeita na versão 2016, mostrou que não há estúdio no mundo mais digno de estar responsável pela franquia oficial da categoria máxima do automobilismo do que a Codemasters, que vem evoluindo de forma consistente desde F1 2015, dando um passo de cada vez.

O novo título da franquia traz tudo no que seu antecessor acertou – e recicla mesmo, na cara dura –, mas mostra também que essa decisão foi tomada para permitir que os desenvolvedores pudessem focar no que realmente interessava: em vez de mexer no que estava bom, eles criaram conteúdos que deixaram tudo ainda melhor.

Portanto, senhoras e senhores, fãs ou não de F1, liguem seus motores: é hora de descobrir por que F1 2017, sem dúvida alguma, tomou para si a coroa de melhor jogo da Fórmula 1 de todos os tempos.

O velho que é o novo (outra vez)

Se teve uma coisa que a Codemasters mostrou com F1 2017 é que você não precisa trabalhar em excesso, precisa trabalhar certo.  Foi por isso que os desenvolvedores não se preocuparam em esconder que, sim, muitas das animações, linhas de diálogo, modelagens de personagens foram recicladas do jogo anterior.

Isso seria um problema se não ficasse evidente que o esforço, então, foi direcionado para a criação de mais conteúdo e para a melhoria do que já existia. Se você acompanhou um pouco da ação de publicidade do game, já sabia que um dos grandes destaques é a volta das corridas envolvendo carros clássicos: são 12 modelos que marcaram a História em diferentes eras da categoria nas mãos de pilotos campeões.

Alguns exemplos: as McLarens MP4/4 e MP4/6, dos campeonatos de 88 e 91 de Ayrton Senna, a mítica Williams FW14 – conhecida como um dos carros mais tecnologicamente avançados da F1 – do título de Nigel Mansell, a Renault R26 que sagrou Fernando Alonso campeão em 2006, a Ferrari 412 T2, com seu inconfundível motor V12, e vários outros.

O interessante aqui é que, diferente do que aconteceu em F1 2013, quando os clássicos apareceram pela primeira vez, agora eles também estão inseridos no contexto do modo carreira – tornando a experiência mais densa.

Antes de entrar no tópico “modo carreira”, no entanto, vale destacar que os carros também estão disponíveis nos 20 campeonatos que o jogo oferece ou em corridas normais, que podem ser com apenas um modelo ou multiclasse, separando-os entre C1, para os fórmulas das eras mais recentes (pós- 2000), e C2 para os clássicos da década de 90.

Essa inserção bem trabalhada foi fundamental para que o conteúdo novo não ficasse largado e dividisse espaço na medida certa com aquilo que é o núcleo do game: a temporada 2017 da Fórmula 1.

O modo carreira, um dos pilares fundamentais do sucesso do game anterior, volta ainda mais denso e melhor em F1 2017. O jogador agora conta com mais programas de treino e um sistema de desenvolvimento de carro bem mais amplo que nos jogos anteriores, além de uma nova variável de desgaste de peças que é fundamental para um progresso sem grandes dores de cabeça.

Essa, no entanto, é só a ponta do iceberg...

Você, piloto de Fórmula 1

Quem dedicou algumas dezenas (quando não centenas) de horas no modo carreira de F1 2016 já sabe o modus operandi da coisa toda: você escolhe um avatar, coloca seu nome, customiza seu capacete, escolhe seu número e aí tem que decidir em qual equipe vai começar a correr: as menores têm menos expectativas, mas também são bem mais desafiadoras para conseguir resultados, enquanto as grandes oferecem um carro melhor, mas a pressão por um bom desempenho é bem maior.

Escolhida a escuderia de preferência, é hora de começar a sua história. Um dos pontos mais geniais e que, na humilde opinião deste que vos fala, é uma das grandes contribuições da Codemasters para o gênero são os programas de treino para as sessões de treinos práticos.

O que antes era só mais uma parte subutilizada em games de corrida se tornou uma peça fundamental não somente para progredir no jogo, mas para fazer de você um jogador melhor

O que antes era só mais uma parte subutilizada em games de corrida se tornou uma peça fundamental não somente para progredir no jogo, mas para fazer de você um jogador melhor. Explico: originalmente eram três programas, o de aclimatação de pista, gestão de consumo de pneu e ritmo de classificação. Agora eles são acompanhados de mais dois: gestão no consumo de combustível e estratégia de corrida.

Na aclimatação de pista, o piloto deve passar por uma série de pontos específicos a uma determinada velocidade. O intuito aqui é que você aprenda sobre o traçado ideal e o ritmo da pista.

Na gestão de consumo de pneu, você deve virar uma volta dentro de um limite estipulado pela equipe, economizando o máximo que conseguir de borracha. Isso significa maneirar seus inputs na direção e também na aceleração, desenvolvendo uma retomada progressiva nas saídas de curva e um contorno feito de forma suave.

O ritmo de classificatório consiste em aplicar tudo isso para virar um temporal de uma volta. Se você aprendeu o traçado, pegou o ritmo da pista e consegue dar inputs mais precisos, o resultado é que você vai ser rápido.

Na gestão de combustível, uma das novidades em F1 2017, você deve seguir o mesmo princípio do programa dos pneus, só que economizando o precioso líquido que move o seu carro. Isso é feito com uma técnica que consiste em soltar o acelerador e deixar o carro “rolar” na aproximação de uma curva.

Quando uma mecânica faz sentido tanto dentro do jogo quanto fora, é algo digno de reconhecimento – quando isso fica mais denso, é ainda melhor

Por fim, o outro novo programa é o de estratégia de corrida, em que você tem que dar algumas voltas para que a equipe consiga elaborar um plano que se encaixe na forma como você pilota: se você é mais agressivo e consome mais pneu e combustível, a estratégia é uma; se você consegue poupar seu equipamento ao longo da corrida, ela vai ser outra.

A cada programa de treino que é completado, você é recompensado com pontos de recurso, que então podem ser aplicados na área de pesquisa e desenvolvimento para conseguir melhorias que vão aumentar a performance do seu carro.

A parte de pesquisa e desenvolvimento continua sendo feita através do seu engenheiro Chris, que retorna para a função de avisá-lo quando as atualizações ficaram prontas e se elas deram certo ou não.

É aqui que está a genialidade da Codemasters: eles não só conseguiram criar um sistema que faz todo sentido no contexto do jogo e ajuda no progresso do jogador, como também auxilia você a se tornar um piloto melhor.

Uma parte que antes era descartável no game, agora é, provavelmente, uma nas que você mais vai passar seu tempo – e não porque isso é necessário para avançar (você pode pular as sessões, se quiser), mas é porque você sente que a cada volta, a cada programa, o jogo está ajudando você a se desenvolver enquanto jogador.

Aprender um traçado, aprender a ser mais preciso com os comandos, tudo isso contribui não só para o seu “eu” virtual, mas para a melhora das suas habilidades em qualquer game do gênero. Quando uma mecânica faz sentido tanto dentro do jogo quanto fora, é algo digno de reconhecimento – quando isso fica mais denso, é ainda melhor.

Não se trata de um tutorial (existem tutoriais em vídeo também), mas é algo que se encaixa perfeitamente no game, porque, de certa forma e guardadas as devidas proporções, é isso que acontece na vida real. Tudo isso faz com que, só considerando as sessões de treino prático, o jogo ganhe uma densidade e um nível de imersão incrível – que já era ótimo no F1 2016 e agora ficou ainda melhor.

Por outro lado, se estiver realmente disposto a passar pela experiência, o modo “Pro” está lá: sem HUD na tela, dificuldade mais alta, visão apenas do cockpit, duração real e sem função flashback ou restart – apenas para os fortes

Com tudo isso, você pode ter certeza de que tem horas de jogo de sobra. A parte boa é que, se tiver pressa, todas as sessões podem ser customizadas para ter uma duração menor. A função flashback ainda está presente e pode ser usada e abusada para que você consiga voltar no tempo e corrigir algum erro durante a corrida.

Por outro lado, se estiver realmente disposto a passar pela experiência, o modo “Pro” está lá: sem HUD na tela, dificuldade mais alta, visão apenas do cockpit, duração real e sem função flashback ou restart – apenas para os fortes.

Um “quêzinho” de RPG

Falando sobre a parte de desenvolvimento do carro, especificamente, um grande avanço em relação ao F1 2016 é que ela está ainda mais complexa: em vez de só adquirir melhorias de forma progressiva em diferentes categorias, agora você tem uma árvore com diversas opções.

São quatro categorias: conjunto motriz (powertrain), chassis, aerodinâmica e durabilidade – e as melhorias são tanto nas peças quanto nas instalações da equipe, que permitem entregas mais rápidas de itens ou aumento de chances na obtenção de resultados melhores.

Sendo assim, você, enquanto piloto, pode decidir no detalhe o que deve ser aprimorado no carro. Caso não esteja disposto ou não entenda muito, existe um botão que sugere as melhorias para você.

Cuidando da máquina

Em F1 2017, a Codemasters resolveu introduzir também mais uma variável para o desenvolvimento da sua carreira: o desgaste de componentes. Basicamente, você tem que aprender a jogar com as regras da categoria, que limitam a quantidade de peças que podem ser trocadas ao longo da temporada.

Usar um motor no limite durante várias corridas cobra o seu preço na forma de desgaste excessivo, que pode acabar resultando em uma quebra. Sendo assim, você deve decidir quando trocar por um motor novo, dentro dos quatro disponíveis. Isso se expande para outros seis componentes.

Fumaça nunca é um bom sinal... Nunca.

É aqui que vem um dos pontos controversos do game: embora seja uma adição muito bem-vinda para quem é fã da Fórmula 1 e quer entrar de cabeça nisso, esse tipo de gestão pode ser um pouco demais para os mais casuais. Ainda, não é papel do piloto decidir quando fazer a troca de componentes, mas do engenheiro e do chefe da equipe.

Não existir uma opção que permita que o jogador não tenha que se preocupar com isso pode fazer com que a experiência se torne meio frustrante caso você não saiba a hora certa de trocar os componentes ou tomar esse tipo de decisão que é bem mais técnica.

Acelerando os clássicos

De volta rapidamente aos carros clássicos da F1, a forma como eles foram inseridos no contexto do modo carreira foi sutil e inteligente. Emma Jenkins, sua agente, apresenta você a Jonathan, um ricaço que tem vários bólidos raríssimos, que são usados em eventos de exibição entre uma corrida e outra.

Ele precisa de um piloto confiável para participar dessas exibições e é aí que você entra nessa história toda. Os eventos especiais consistem, basicamente, em atividades envolvendo ultrapassagem, seja por um número mínimo em um determinado tempo quanto passar vários carros em apenas uma volta.

À medida que essas corridas forem sendo desbloqueadas, elas podem ser jogadas novamente através de um modo específico no menu principal.

Novos carros, “nova” física

A jogabilidade do F1 2017, que pode ser considerado um “simcade”, passou por uma mudança em função das alterações nas regras de especificações dos carros para a temporada deste ano na Fórmula 1. Os carros ficaram mais largos, mais baixos, mais aerodinâmicos e mais rápidos. Essas características se tornaram bem perceptíveis no jogo: a aderência maior ficou bem evidente e a dinâmica do veículo mudou.

No entanto, tanto no volante quanto no controle, o game continua bem democrático e oferece uma ajuda considerável para aqueles que estão começando, graças às assistências, ou uma direção mais desafiadora para quem decide desligá-las. O acerto ainda tem uma contribuição significativa, mas, para aqueles que não entendem muito, os presets disponíveis já ajudam bastante.

Um aspecto que continua muito acertado é a mudança provocada pelas condições climáticas dinâmicas – um exemplo bem claro (e óbvio) é que, com a chuva, você precisa adaptar sua condução para uma situação de aderência bem menor.

Os carros clássicos também contam com um comportamento bem diferente entre si: modelos mais antigos são mais “chucros” de controlar, enquanto os carros da era eletrônica da F1, como a F2007, são verdadeiros foguetes guiados em trilhos.

O som... Ah, o som!

Motivo de controvérsia na Fórmula 1, o som dos motores V6 turbo não são os mais populares. Ainda assim, a equipe de desenvolvimento continuou o ótimo trabalho feito nos dois jogos anteriores e conseguiu trazer com certa fidelidade a sonorização dos propulsores para dentro do game.

Cada um tem uma característica sonora diferente, assim como na vida real – que, você pode não gostar, mas pelo menos foram reproduzidos com qualidade.

O destaque, no entanto, fica mais uma vez para alguns dos modelos antigos: ouvir o motor Renault V10 da Williams F18 ou o também V10 da Ferrari F2007 rasgando a reta de Monza é simplesmente espetacular.

Agora o “alguns” ali é porque nem todos os motores têm o mesmo peso: a Ferrari 412 T2, por exemplo, é conhecida por emitir um dos sons mais magníficos da história do automobilismo graças ao seu icônico motor V12. No game, no entanto, ela não está ruim – mas está longe também de impressionar.

Como dito anteriormente, várias linhas de diálogo foram reaproveitadas – o que não é necessariamente ruim –, mas o game carece de uma trilha sonora impactante. Apesar de ser apenas uma pequena parte da obra, quando você considera que outro jogo da Codemasters, DiRT 4, tem uma trilha sonora sensacional, é de se pensar que isso poderia ter sido trabalhado.

Por outro lado, alguns elementos sonoros de ambiente, como o som da arquibancada e os anúncios feitos através dos alto-falantes dos circuitos são detalhes que contribuem bastante para a ambientação do game.

O belo é belo aos olhos de quem vê

Falando um pouco sobre a parte gráfica de F1 2017, pode-se dizer que não houve nenhum salto enorme. É claro que o tratamento de imagem usando uma nova paleta de cores e a nova engine de iluminação contribuíram bastante para uma melhora perceptível, mas ele ainda sofre com a volatilidade na parte visual que também foi vista em F1 2016.

Enquanto dentro do carro e durante as corridas os gráficos são ótimos e a performance é bastante fluida, salvo eventuais quedas de frames nos consoles, fora dele o que se tem é um conflito de sentimentos.

Embora as animações e a construção das cenas fora das pistas não sejam necessariamente ruins, fica claro que também não são gráficos estupendos. As texturas são meio estranhas, mas, no fim das contas, tudo é bastante convincente – principalmente se você considerar que esse não é bem o foco do game, apesar de tudo o que rola no modo carreira.

A modelagem dos carros, tanto os novos quanto os antigos, continua de primeira. Os efeitos de destruição em função dos acidentes ainda envolvem rodas voadoras, peças de suspensão se fragmentando e tudo aquilo que é necessário para fazer a batida parecer impressionante.

Os 20 circuitos do calendário também estão muito bem detalhados e agora alguns deles contam com variações do traçado original, levando o número total a 24 pistas disponíveis. Alguns aspectos visuais, como a ausência de patrocinadores nas pistas e em alguns carros, é algo que pode chamar a atenção dos fãs mais ferrenhos, mas está longe de ser algo que prejudique a experiência.

Uma grande novidade na parte gráfica é a possibilidade de correr em alguns circuitos famosos em condições totalmente customizáveis de clima e tempo: você pode começar uma corrida no seco e acabar debaixo de uma chuva torrencial ou até mesmo dar umas voltas em Mônaco durante a noite.

O aspecto da mudança dinâmica do clima é algo que continua particularmente impressionante, com o efeito da chuva fazendo uma diferença substancial tanto na jogabilidade quanto no visual. Embora o efeito em si não seja o melhor que exista em jogos de corrida, ele também não é ruim e ajuda bastante a compor um cenário bem mais desafiador de corrida do que o normal.

Para os aficionados por fotografia, o game também traz um modo de foto que permite que você faça os seus registros com diversos parâmetros diferentes.

Modo online e entrada nos eSports

O acesso antecipado significou que poucas pessoas estavam explorando a parte online nos últimos dias, mas o jogo oferece sessões públicas e privadas para aqueles que desejam se aventurar em corridas online. Além desses eventos, é possível organizar também um campeonato online entre seus conhecidos, com diversas etapas e com sistema de pontuação igual ao da categoria real.

A Fórmula 1 anunciou que vai lançar a sua série “Formula 1 eSports Series” em parceria com a Codemasters

Uma das novidades mais recentes na parte do multiplayer, no entanto, é que a Fórmula 1 anunciou que vai lançar a sua série “Formula 1 eSports Series” em parceria com a Codemasters, usando o F1 2017 como plataforma para uma competição anual que vai consagrar pilotos virtuais do mundo todo.

Serão três estágios diferentes: classificatório online, para determinar os 40 mais rápidos que vão para as semifinais em Londres. Desses, apenas 20 dão mais um passo para as finais, que vão acontecer no circuito de Yas Marina em novembro. Serão três corridas para determinar o grande campeão do mundo do F1 eSports.

O novo melhor jogo de F1 da História

Terminei a análise de F1 2016, no ano passado, me perguntando qual seria o próximo passo (e até citei o modo histórico), então a Codemasters respondeu com um F1 2017 ainda mais complexo e denso. Que bela resposta.

O game é uma evolução clara em relação ao seu antecessor: apesar de usar na cara dura o que já havia sido feito de bom, deixou claro que essa decisão foi tomada para priorizar a criação de mais conteúdo de forma a deixar o game ainda mais denso e oferecer, de fato, algo além do que havia sido feito até agora.

A chegada dos veículos clássicos e as melhorias no modo carreira são adições muitíssimo bem-vindas e que enriquecem ainda mais a experiência, permitindo que o jogador tenha a oportunidade de viver eventos e situações que nenhum outro jogo da Fórmula 1 permitiu, pelo menos não com esse nível de flexibilidade e liberdade.

Por outro lado, o aumento no nível de complexidade de algumas mecânicas do game pode afastar um pouco quem é mais casual. Alguns detalhes na parte sonora e gráfica, embora estejam longe de prejudicar a experiência, poderiam fazer o game ser mais grandioso do que ele já é.

Se você gosta de Fórmula 1, em qualquer nível que seja, ou curte jogos de corrida de forma geral, a Codemasters acaba de complicar a sua vida ao fazer um título melhor que F1 2016 e que acaba de se tornar presença obrigatória na sua biblioteca de games.

Agora que a barra de qualidade subiu mais um pouco, a pergunta volta: será que os desenvolvedores vão conseguir se superar de novo em 2018? Uma coisa é certa: F1 2017 oferece conteúdo e qualidade de sobra para manter a gente entretido até lá.

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Pontos Positivos
  • Modo carreira evoluiu em relação ao F1 2016, ficando ainda mais denso e completo
  • Volta dos carros clássicos foi encaixada perfeitamente no contexto do game
  • Variedade ainda maior de modos de jogo
  • Visual levemente melhor graças a nova engine de iluminação
  • Jogabilidade democrática: ajuda os casuais e pode desafiar os entusiastas
  • Sons dos motores dos diferentes carros está com um nível excelente de qualidade
  • Excelente ambientação e imersão
Pontos Negativos
  • Falta uma trilha sonora marcante
  • Sistema de gestão de desgaste de peças pode ser complexo demais para quem é casual
  • Gráficos das partes "fora do carro" continuam meio defasados