Imagem de Fable: The Journey
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Fable: The Journey

Nota do Voxel
70

O mais próximo que o Kinect deve chegar do hardcore

É claro que Fable: The Journey não é um spin-off por acaso. Naturalmente, a Lionhead sabe muito bem das implicações de se vincular uma franquia de sucesso — com legiões de fãs sempre ansiosos pelo próximo aporte — a uma jogabilidade não exatamente típica.

E é exatamente por isso que Fable: The Journey é o que é. Basicamente? Uma experiência curiosa, quase sempre bela, muitas vezes divertida... Mas inegavelmente leviana. Casual, mesmo. Em outras palavras: você dificilmente encontrará aqui a densidade — composta por doses iguais de humor e drama — que normalmente se faz presente nos títulos principais da franquia.

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Entretanto, convém não tirar de The Journey um mérito inegável: o de fortalecer, mesmo que um pouco, a frágil ligação entre o Kinect e o público chamado de “hardcore”. Trata-se de um vínculo que fora prometido por todas as propagandas originais do periférico, é verdade.

Entretanto, mesmo o mais fiel dos fãs do sensor de movimentos da Microsoft teria dificuldade em rebater: não houve muito mais do que bolinhas para chutar e espalmar, em abordagens pontuadas por tentativas hardcore simplesmente desastradas ou maçantes. Nesse ponto, não se pode negar: The Journey realmente alterou o panorama do Kinect.

É provável que isso torne a história aqui — um simples amontoado de clichês divertidos — em mera perfumaria. O tipo de coisa que se aceita, já que, convenhamos, onde mais você poderia disparar bolas de fogo com movimentos reais das mãos enquanto se ocupa de desarmar um esqueleto animado por doses cavalares de uma magia maligna?

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A trama, entretanto, não vai muito além do que se poderia esperar de um jogo elaborado para “vender um peixe” — um peixe que já não é exatamente fresco, é verdade. Aqui você controlará Gabriel, um jovem cigano que acabou se perdendo do seu povo. Naturalmente, lá pelas tantas, o herói improvável encontrará a onipresente (e incrivelmente longeva) Theresa. O que se segue é a tradicional batalha entre luz e trevas.

Mas, enquanto conta a história sobre a nova ameaça de Albion, Fable: The Journey é perfeitamente capaz de fazer o que praticamente nenhum jogo conseguiu até hoje: fazer com que você simplesmente se esqueça do Kinect enquanto está jogando. Bem, pelo menos até as primeiras faltas de precisão aparecerem. Convêm olhar essa “balança” entre originalidade e percalços mais de perto.

Há pelo menos um mérito de Fable: The Journey que é incontestável: o de aproximar, ao máximo, as funcionalidades do Kinect do público “hardcore”. Mesmo considerando-se o incrível desfile de clichês fantasiosos que invadiram Albion aqui, as soluções encontradas pela Lionhead para levar a típica magia da série para o potencial razoavelmente limitado do sensor de movimentos do Xbox 360 são absolutamente dignas de nota.

Sim, é verdade que as captura do Kinect ainda dão belas escorregadas de tempos em tempos. Entretanto, o simples fato de se poder executar várias magias de uma única vez, atingindo adversários diversos enquanto se tenta desarmá-los, pode realmente ser divertido. E isso por um motivo bastante simples: as várias possibilidades aqui acabam tornando a utilização do Kinect intuitiva — algo realmente raro nos títulos para o periférico.

Talvez este seja realmente o ponto: em um panorama ocupado por jogos com desafios simples (normalmente focados em esportes), The Journey conseguiu aparecer com um mínimo de seriedade. Ok, talvez não se trate da ligação semi-divina entre a captura de movimentos e os jogos de grande porte, tal como Peter Molyneux havia prometido. Mas ainda se trata de Albion. E ainda se trata de Fable. E com certeza se trata de uma das melhores propostas para o Kinect lançadas até hoje.

Fable: The Journey foi gentilmente cedido pela Compare Games.

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