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Final Fantasy XIV: A Realm Reborn
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Um mundo renascido das cinzas

Leonardo Rocha

Quando um jogo é lançado e rapidamente passa a ser criticado por todas as fontes possíveis e imagináveis, fica difícil esperar que ele de alguma forma dê a volta por cima – especialmente quando se trata de um MMORPG, gênero que tem incontáveis rivais que agradam a todos os gostos. Foi assim com Final Fantasy XIV, que teve sua versão original para PCs duramente atacada (e com razão) tanto pela crítica quanto pelo público.

No entanto, em uma aposta corajosa como raramente se vê no mundo dos games, a Square Enix resolveu retirar o jogo do ar (com a desculpa do fim do mundo trazida pelo supremo Bahamut) e refazê-lo completamente praticamente do zero, tudo sob a nova e competente direção de Naoki Yoshida. A ideia era não apenas arrumar todos os problemas apontados por todos, mas trazer uma experiência de jogabilidade e uma história completamente renovadas.

Será que A Realm Reborn conseguiu se livrar de seus estigmas passados e superar as expectativas trazidas por um nome forte como o da franquia Final Fantasy? Vale a pena investir seu suado dinheirinho para pagar a assinatura mensal em dólares do jogo? Obviamente, essas são questões que dependem um pouco do gosto de cada um – mas, após um mês jogando o MMO, podemos dizer que a resposta tem tudo para ser sim.

Superando as expectativas, Final Fantasy XIV: A Realm Reborn conseguiu não apenas desfazer os enganos de sua primeira versão como ainda trazer um MMORPG de qualidade tanto para os PCs quanto para o PS3. Isso tudo ao mesmo tempo em que resgata o nome da franquia e agrada aos seus fãs de longa data.

Como resultado, temos um jogo tão completo que consegue prender tanto quem é fã de carteirinha da série quanto quem acaba de descobrir o que é um chocobo e nunca ouviu falar em Bahamut ou em um Cid. A enorme quantidade de conteúdo já disponível, que deve ser reforçada ainda mais nas próximas atualizações, traz a expectativa de muitas horas de diversão, que sofre pouco com as eventuais falhas apresentadas.

Se você procura uma boa opção de RPG online, certamente o novo episódio da grande franquia da Square Enix tem tudo para manter você acordado muitas madrugadas adentro. Isso, é claro, se após o período de testes você estiver disposto a pagar a salgada mensalidade que vai de US$ 13 a US$ 15 (entre cerca de R$ 30 e R$ 35) – eu mesmo fiquei bastante tentado.

O portal para o novo mundo

Img_normalFonte: Reprodução/BJ

Quando o processo de criar uma conta para poder começar a jogar algo novo já é algo que te dá trabalho, você já pode saber que muita dor de cabeça vem por aí – e a versão original de Final Fantasy XIV não poderia ser um exemplo melhor. No entanto, A Realm Reborn conseguiu aprender com as falhas do passado e tornou todo o processo muito mais simples e direto.

Você abre seu jogo, lê as instruções no voucher no interior da embalagem para obter seus 30 dias de teste gratuito, faz a instalação e está pronto para abrir o game e criar sua conta. Todo o processo é realizado passo a passo e na sua própria plataforma – ou seja, você não vai precisar utilizar seu computador para se cadastrar no jogo, mesmo se usar a versão para PS3 (ou para PS4, quando ela for lançada).

Cabe ressaltar aqui que a interface de uso do jogo também foi reformulada como um todo para corrigir todos os problemas da versão anterior, como menus confusos, atalhos pouco funcionais e demora na resposta dos comandos. Isso fica ainda mais evidente se repararmos nas diferenças entre as versões do PC e a do PS3, com pontos que evidenciam como a versão dos consoles foi pensada para se adaptar perfeitamente aos botões limitados do controle.

Você é único

Antes de poder usar essa interface propriamente dita, no entanto, você terá que escolher um entre os vários servidores e criar seu primeiro personagem. O processo merece destaque pela grande variedade de opções que são postas ao seu dispor logo de cara. Embora boa parte dos MMORPGs também traga várias opções de personalização para o seu personagem, em FFXIV isso também é feito de uma forma bastante competente.

Fonte: Reprodução/Cherollrollroll

Você começa escolhendo uma das cinco raças disponíveis, cada qual com suas peculiaridades: os Hyur (equivalentes ao que normalmente conhecemos como humanos), os Elezen (parecidos com elfos), os Lalafell (baixinhos de orelhas pontudas que parecem crianças), os Miqo’te (com traços felinos) e os Roegadyn (grandões e com aparência forte). E cada uma delas possui ainda duas sub-raças, o que ajuda a distinguir ainda mais suas peculiaridades.

Não bastasse isso, você ainda poderá customizar todos os traços da aparência de seu personagem, mudando desde altura e porte físico até detalhes do rosto, do corte e da cor do cabelo e da pintura facial – no caso dos Miqo’te, você pode determinar até o tipo e comprimento de sua cauda. Por fim, resta determinar sua data de nascimento e divindade patrona, o que não afeta a jogabilidade, e fazer a escolha inicial mais importante: sua primeira classe.

Tudo ao seu alcance

Um dos grandes pontos de destaque é o divertido e diversificado sistema de classes. Inicialmente, você deve escolher uma entre as oito classes de combate disponibilizadas pelo jogo (sendo três mágicas, uma para arqueiros e quatro voltadas para lutas mais diretas). No entanto, essa é uma decisão que vai afetar mais sua experiência inicial do que a jogabilidade como um todo, já que é perfeitamente possível trocar de classe ao seu bel-prazer a partir de certo ponto.

Sua classe inicial vai determinar em qual das três grandes cidades-estado você iniciará sua jornada, local onde continuará até chegar ao ponto em que as histórias iniciais se juntam em uma narrativa central única. A partir desse momento, você pode participar de breves missões dentro da guilda de cada classe e, a partir de então, poderá trocar entre todas as profissões que quiser a qualquer momento, bastando mudar o tipo de arma equipada.

Níveis do BJ após um mês de teste. Fonte: Reprodução/Site do FFXIV

Isso não somente elimina a necessidade de criar vários personagens para poder atuar nos diferentes ramos da vida aventureira como ainda expande a “vida do útil” do jogo muito além do nível máximo dos personagens (que é o level 50, no momento). Além das iniciais, o jogo também inclui oito classes de artesões criadores de itens, três coletoras de matérias-primas e diversas “profissões de prestígio”, com requisitos de níveis em classes específicas.

Uma vez que o limite seja atingido, você pode tanto se concentrar em melhorar seus itens como começar uma carreira totalmente nova. Cabe ressaltar aqui outra maravilha do sistema multiclasse de A Realm Reborn, o Armory Bonus, que fornece um ganho significativo de experiência em uma nova profissão com base na diferença entre ela e o seu nível mais elevado, acelerando muito o processo. Tudo se junta para colocar o jogo inteiro ao seu dispor.

Deixa que eu te mostro

Considerando que todos os elementos principais presentes na maioria dos MMORPGs estão também presentes em FFXIV (quests principais e opcionais, montarias, missões individuais e em grupo, eventos temporários e coisa e tal), pode-se imaginar que seria fácil se sentir perdido conforme você avança no game. No entanto, é nesse ponto que mais uma vez o jogo mostra seu esforço para se colocar ao seu alcance.

Img_normalFonte: Reprodução/BJ

Ao longo das missões da história principal, você será levado a explorar todos os cantos do enorme continente de Eorzea, encontrando muitas missões opcionais. Um jogador que aceite todas as quests que encontrar vai notar que elas estão ali não apenas como forma de te manter ocupado por mais tempo, mas também para te familiarizar com todas as mecânicas do jogo.

Basta você começar a se questionar como determinada coisa funciona (o sistema de montarias, por exemplo) e logo encontra uma sidequest que te ensina a fazer justamente aquilo. E mesmo que você não seja o tipo de jogador que gosta de gastar seu tempo com missões opcionais, o jogo possui um ótimo sistema de ajuda. Isso sem falar nos jogadores, que costumam demonstrar grande disposição para tirar dúvidas e até mesmo acompanhar os novatos.

Todo mundo junto

Como em todo MMORPG, em Final Fantasy XIV: A Realm Reborn há momentos em que simplesmente não é possível alcançar seus objetivos sozinho – e aqui eles têm um nome específico, Instanced Raids (calabouços que só podem ser acessados em grupos). No entanto, mesmo os mais antissociais dos jogadores podem saber que não foram esquecidos, pois é nesse momento que entra em cena outro ótimo recurso do game: o Duty Finder.

Ao se cadastrar para entrar em uma dessas missões coletivas, a ferramenta passa a procurar jogadores em todos os servidores que também queiram explorar aquela região. Em cerca de cinco minutos, você se vê em um grupo formado por um tanque, um curandeiro e dois atacantes, mesmo sem conhecer ninguém.

Img_normalFonte: Reprodução/BJ

Nas missões finais do jogo, o recurso serve também para montar equipes de até oito pessoas – e a Square Enix promete um desafio para um grupo de até 24 aventureiros na próxima atualização. Ainda assim, é perfeitamente possível formar um grupo de amigos ou membros de sua Free Company (o equivalente às guildas de jogadores) para enfrentar esses desafios juntos, sem depender do Duty Finder.

Dividindo as riquezas

Outro elemento interessante é a forma como os itens ganhos nas missões em grupo são distribuídos. Durante as Instanced Raids, os jogadores podem encontrar baús de tesouro contendo artefatos poderosos, o que poderia gerar disputas desnecessárias, especialmente entre jogadores que não se conhecem.

No entanto, o loot é distribuído por meio de um recurso que analisa seu equipamento e entrega o item para o membro da equipe que tiver maior necessidade. Uma vez que o sistema dê um objeto para você, ele se torna intransferível, acabando de vez com as brigas. Ainda assim, também é possível declarar seu grau de desejo pelo objeto, o que pode aumentar ou diminuir ligeiramente suas chances de consegui-lo para si.

Img_normalFonte: Reprodução/BJ

Além disso, os eventos abertos esporádicos que surgem temporariamente nos mapas (chamados FATEs) vêm com uma função que permite aos jogadores mais avançados sincronizar automaticamente seu nível ao da missão. Dessa forma, é possível que os mais habilidosos ajudem os mais novos sem deixar de ganhar alguma recompensa por isso, tanto em dinheiro quanto em experiência.

E sim, é um Final Fantasy

Ainda que por si só o game tenha uma excelência que pode atrair qualquer jogador de MMORPGs, vale sempre relembrar que os fãs da franquia mais famosa da Square Enix vão ter motivos de sobra para sentir arroubos de nostalgia. Afinal, não há nada como montar seu chocobo, explorar os ambientes com os gráficos exuberantes do jogo e lutar ao som de novas versões dos temas clássicos da série.

Isso sem falar de outras referências mais diretas a outros jogos da franquia, como itens que deixam sua aparência similar à dos Guerreiros da Luz dos primeiros Final Fantasy, ou as missões durante as quais você poderá lutar lado a lado com Lightning, a protagonista do arco iniciado em Final Fantasy XIII – você pode até obter a roupa da heroína.

Fonte: Reprodução/USGamer

E tudo isso se soma à história inédita presente no próprio jogo, que, embora comece em um ritmo lento e inicialmente sirva apenas como pretexto para apresentar as mecânicas básicas do game, rapidamente se torna algo grandioso e imersivo, envolvendo o destino do mundo todo. Mais um ponto para a direção de Yoshida por conseguir fazer com que você sinta que é um herói especial, mesmo com um personagem totalmente criado por você mesmo.

Gente demais, movimento de menos

Ainda que tenha sido difícil encontrar problemas em Final Fantasy XIV, eles estão lá e, em alguns momentos, podem causar certo grau de frustração. A questão mais grave que notamos durante nossos testes foi uma queda de frames durante algumas missões temporárias (FATEs) de níveis mais avançados, com uma grande quantidade de jogadores enfrentando muitos monstros grandes.

Além das animações ficarem mais lentas durante essas lutas, a grande quantidade de jogadores concentrada também causava certo atraso na execução das habilidades e, mais raramente, até mesmo na movimentação dos personagens, que pareciam congelados no lugar. No entanto, tais ocorrências foram extremamente esporádicas, com o game rodando perfeitamente na maior parte do tempo.

Outro ponto que pode causar certo incômodo para os jogadores da versão de PS3 que não tiverem um teclado compatível com o console é a comunicação com outros membros de sua equipe. Como não existe um mecanismo que permita o uso de microfones, você se vê forçado a fazer a digitação nas teclas virtuais do video game, o que se mostra inviável nos momentos de maior tensão.

Fonte: Reprodução/DualShockers

Em breve

Por fim, cabe ressaltar que, até o fim desta análise, o game ainda não apresentava nenhum tipo de combate ou competição entre jogadores. Mesmo que justificada pela ambientação criada pela história, a ausência desse tipo de disputa pode desencorajar alguns gamers mais competitivos.

No entanto, é preciso lembrar que a Square Enix tem planos para lançar atualizações contendo dois modos de PvP, o Wolves’ Den (arena fechada para lutas em equipes) e o Frontlines (uma área aberta na qual a matança é liberada). O modo de combate em grupos já deve ser liberado nos próximos dias, junto a um grande pacote de novidades para a versão 2.1 do jogo, A Realm Awoken.

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