Corrida em ritmo de festa [vídeo]

Gameplay BJ


A série Forza Motorsport é reconhecida como uma das grandes expoentes do mundo dos simuladores de corrida. Para variar um pouco as coisas, a Microsoft resolveu dar uma cara um pouco diferente à franquia com a ajuda das desenvolvedoras Playground Games e Turn 10, já veterana na franquia.

O resultado desse esforço conjunto é Forza Horizon, game que torna a competição muito mais despojada e coloca o jogador no centro de um festival de velocidade e carros turbinados. Com clima de show e uma jogabilidade de mundo aberto, o game ecoa a jogos como Need for Speed e deve agradar muito àqueles que gostam de sentar ao volante apenas para diversão.

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Se você sente falta dos bons tempos do PlayStation 2, Forza Horizon pode ser o jogo ideal para você. É impossível não pensar em Need for Speed Underground 2 durante a jogatina. Não devido à repetição de conceitos, e sim pela sensação de envolvimento, recompensa, variedade e, principalmente, os belos gráficos.

Desde o começo, o título se propôs a passar longe do mundo dos simuladores. E foi exatamente isso que os desenvolvedores conseguiram, criando uma jogabilidade divertida, um mundo aberto extremamente variado e um título com alto fator replay. Esse é um festival que você não vai querer que acabe tão cedo. Bem vindo a Horizon.

Uma rave motorizada

Tudo em Forza Horizon é vivo e a jogabilidade permeia todos os aspectos do game. Mesmo que você decida não competir em prova alguma e ficar apenas passeando pelo cenário, será recompensado sempre que atingir velocidades altas, evitar acidentes, destruir placas ou passar por radares. Praticamente todas as ações valem pontuação e levam o usuário para a frente.

Andando pelo vasto mundo do game, é possível encontrar competidores rivais e torcedores que vibram com a sua passagem ou reagem a acidentes ou bobagens feitas ao volante. O mesmo vale para as estações de rádio, que, além de músicas, reproduzem também as principais notícias do festival Horizon e repercutem as suas façanhas nas provas principais.

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Durante todo o tempo, a sensação é de estar realmente em um grande evento e ter todos os olhares voltados a você. Isso traz uma gigantesca sensação de recompensa a Forza Horizon e incentiva o jogador a avançar cada vez mais no game, liberando novos veículos e encarando oponentes cada vez mais habilidosos e rápidos.

Calibrado direitinho

A decisão de reduzir a contagem de frames por segundo de Forza Horizon gerou controvérsia na imprensa. A escolha da Turn 10 pelos 30 fps foi feita para garantir a vastidão das pistas do game, que não apresentam popins ou problemas de carregamento. Tudo está sempre aberto para ser explorado e os loadings aparecem apenas ao início de cada evento.

A vastidão do mundo de Forza Horizon também esconde uma grande variedade e mostra o cuidado visual de seus desenvolvedores. Ao contrário da maioria dos sandboxes de corrida, o título exclusivo para Xbox 360 apresenta grandes mudanças de cenário, exigindo atenção do jogador e controle total dos veículos.

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Em um momento, você estará em uma grande e plana estrada, correndo a muitos quilômetros por hora. A seguir, porém, chega a um trecho montanhoso e desolado, no qual as sinuosas pistas nem mesmo contam com asfalto. Por fim, chega a um local nevado, onde derrapagens são constantes e sua habilidade ao volante é o que conta. Tudo acontece de maneira orgânica, sem quebras claras de ritmo, e transforma cada corrida em uma novidade.

E como já é tradição, os modelos de veículos de Forza dispensam até mesmo elogios. Tanto no Photo Mode quanto no game normal, carros aparecem belíssimos, com texturas de alta qualidade e reflexos sensacionais, que deixam tudo muito mais bonito. Nas corridas noturnas ou de fim de tarde, é difícil não ficar impressionado com o contraste entre as luzes e as sombras. Correr em direção ao pôr do sol é uma das melhores experiências de Horizon.

Saiba escolher a sua máquina

Apesar de focar exclusivamente em provas competitivas – sem as famosas competições de Drift ou Drag encontradas em muitos jogos de corrida –, Forza Horizon traz variedade por meio de eventos específicos ou modificações de pistas. Em alguns casos, a melhor escolha é um veículo com tração nas quatro rodas, enquanto em outros, apenas carros japoneses podem competir.

Isso exige que os jogadores estejam sempre variando as máquinas utilizadas e comprando novas para seguirem competitivos. Também obriga mudanças no estilo de pilotagem e um aprendizado constante ao longo de todo o game. Dirigir no asfalto é bem diferente de guiar na terra e saber lidar com cada ambiente e tipo de adversário pode garantir uma vitória mais fácil para você.

Completamente em português

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Continuando sua tradição, a Microsoft traz Forza Horizon ao Brasil totalmente em português, com legendas e dublagens. É possível reconhecer vozes famosas dos filmes da TV e se divertir com a adaptação bem feita de piadas ou termos exclusivos do mundo da velocidade. Mesmo a canastrice de alguns dos atores acrescenta um toque divertido, e não esquisito, ao título.

Apesar de conter alguns erros, não dá para minimizar o ótimo trabalho realizado aqui. A versão nacional não deve em nada à original e quem não entende inglês pode jogar e aproveitar a experiência completamente. Nada de problemas de interpretação por aqui.

Ótima trilha sonora

Ainda falando sobre a parte sonora, a trilha de Forza Horizon merece destaque especial. Afinal de contas, seria bem estranho um game que retrata um grande festival não conter uma seleção musical de qualidade. Estão aqui faixas de artistas como Prodigy, The Black Keys, Artic Monkeys e diversas outras bandas da atualidade, que vão embalar as provas do game e fazer com que você esqueça a falta de variedade nos sons dos motores.

Não são raros os momentos em que você vai se ver torcendo para que uma corrida não acabe para poder ouvir uma faixa até o final. A escolha de trilha feita pela Turn 10 também varia de acordo com o rival enfrentado, evidenciando ainda mais o estilo de pilotagem diferente de cada um deles.

Como bolas de pinball

Como todo jogo que adota um estilo mais voltado para o arcade, Forza Horizon adota um sistema de jogabilidade mais amigável e bastante simples. Apesar de ainda ser possível sentir a diferença entre dirigir um carro esporte ou um jipe com tração nas quatro rodas, os pilotos de primeira viagem não devem ter problemas na maioria das provas.

Na hora de tornar tudo menos realista, porém, a Turn 10 e a Playground perderam a mão em alguns aspectos físicos. O principal problema está no sistema de colisão, que é bastante irreal e pode prejudicar sua corrida.

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Tocar em veículos adversários, por exemplo, pode gerar todo tipo de reação, desde um correto balanço no veículo e perda de controle até o disparo do  carro do jogador para o outro lado da pista, fazendo com que ele rode. Em diversos momentos, é possível passar por cima de carros do tráfego como se eles não fossem nada, enquanto placas de trânsito são capazes de destruir completamente o seu carro e gerar um capotamento.

Sombras serrilhadas

Em Forza Horizon, todo o foco da parte gráfica está nos cenários e veículos, que aparecem bonitos e muito bem representados. Em contrapartida, os modelos humanos sofrem com texturas pobres, sombras serrilhadas e expressões faciais bastante estranhas durante as cenas de corte.

É claro, o foco de um game de corrida está efetivamente nas provas. Ainda assim, essa falta de balanceamento visual gera uma discrepância enorme e aparece de forma bem esquisita aos olhos do jogador. Os seres humanos não precisam ser tão bonitos quanto os carros, mas, por outro lado, também não dá para esquecer que atrás de todo volante há sempre um piloto.

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Excelente