Análise de Grand Theft Auto: Episodes from Liberty City

Lost & Damned e The Ballad of Gay Tony se unem em uma expansão perfeita para os fãs da série

Lost & Damned

Em abril de 2008, um jogo marcou grandes mudanças na história dos videogames. Com um nível de interatividade simplesmente nunca visto antes e uma experiência simplesmente extasiante, Grand Theft Auto IV foi um dos marcos do ano, tanto no Xbox 360 como no PlayStation 3.

O jogo conta a história de Niko Bellic, um croata que chega a Liberty City, uma versão fantasiosa de Nova Iorque, com a intenção de viver o “sonho americano” prometido por seu primo, Roman, que já vive na cidade há alguns anos.

Mansões, carros esportivos e as mais belas mulheres são algumas das conquistas que Roman afirma ter realizado após se mudar para a “cidade da liberdade”. Niko, animado pelas cartas de seu primo e impulsionado por um passado sujo do qual tenta se esconder, decide tentar a sorte na América.

O resultado da experiência é simplesmente um dos jogos de maior sucesso de todos os tempos: tiroteios de tirar o fôlego e o maior nível de interatividade jamais imaginado são apenas dois exemplos dos tantos pontos positivos de GTA IV.

Muitos críticos do mercado de games disseram que o maior ponto negativo do jogo é que o modo single player tem fim. Segundo a mídia especializada, o ideal é que o jogo fosse infinito.

Bem, Talvez seja difícil fazer um jogo infinito, mas a Rockstar decidiu prolongar a experiência, e anunciou há algum tempo uma expansão — exclusiva para o Xbox 360 — do jogo.The Lost and Damned

O nome desta expansão é The Lost and Damned, e ela foi disponibilizada no Xbox Market Place a “meros” 1600 Microsoft Points, ou US$ 20,00. O TecMundo Games teve a honra de experimentar a expansão para poder contar aos seus leitores nossas impressões sobre o jogo.

Motocicletas, jaquetas de couro e muito Rock’n’Roll


Bem, para começo de conversa: se você está pensando que The Lost and Damned traz uma continuação das aventuras de Niko Bellic em GTA IV, está muito enganado! Desta vez, você entra na pele de Johnny Klebitz, um membro da gangue de motociclistas “The Lost”.

The Lost and Damned é o primeiro de dois episódios que serão lançados em forma de expansão para o jogo, e modifica completamente a experiência do jogador: gráficos modificados e uma variedade de trilha sonora, armas e veículos ampliada.

Niko é passado No enredo, você entra na pele de um agente secundário numa gangue de motociclistas que está insatisfeito com as medidas extremamente violentas tomadas por seu líder, Billy. Não demora para que você comece a realizar algumas missões sem o acompanhamento de sua gangue.

Mas não pense que vamos facilitar a história para você. Tudo que podemos dizer é que Billy foi viciado em crack e isso tirou um pouco da credibilidade dele perante a gangue, ou, mais especificamente, perante Johnny, seu personagem.

Além disso, garantimos mais uma coisa: no meio da aventura você irá se encontrar com Niko Bellic. Se ele será um aliado, um inimigo ou simplesmente mais um cadáver para a sua coleção (vale lembrar que Lost and Damned está muito mais brutal e sangrento), resta a você descobrir.

Mais pancadaria em equipe!

Levando em consideração que Johnny pertence a uma gangue, é de se imaginar que a ação do jogo se dê em equipe não é mesmo? Pois é exatamente assim: imagine seu personagem de GTA IV com um jaquetão de couro, sentado sobre a réplica de uma Harley Davidson e cercado por cerca de outros 6 motoqueiros no mesmo estilo.

Agora imagine todos vocês portando espingardas calibre .12 e atirando loucamente contra outra gangue de motoqueiros ainda maior, mas menos sanguinária que a sua! Isso é The Lost and Damned.

Se você é fã das matanças características da série Grand Theft Auto, vai encontrar nesta expansão a melhor experiência da série até hoje, sem a menor sombra de dúvidas. Perseguições de moto entre cerca de vinte malucos assassinos trocando tiros pelas ruas de Liberty City era inimaginável até o lançamento deste jogo, mas agora, tudo isso é possível.

Gráficos renovados e animações espetaculares

Talvez o mais marcante em The Lost and Damned seja o resultado de suas animações. As introduções de cada missão possuem interpretações pelos dubladores que são dignas de receber um Oscar.

Qualé, vai encarar? Discussões fervorosas entre motoqueiros violentos representam grande parte do jogo, e tudo que podemos dizer é que a Rockstar se superou no preparo destas cenas pré-renderizadas. Ainda que a qualidade gráfica não seja a de um filme, o enredo é profundamente imersivo e prende a atenção do jogador, mais até que em GTA IV.

As texturas foram modificadas, a paleta de cores sofreu uma mudança drástica e, por fim, novos filtros foram inseridos nos gráficos do jogo, resultando em um visual completamente diferente do original e que faz os jogadores aprofundarem-se ainda mais à aventura.

A trilha sonora também ganhou músicas novas, recebendo um clima mais hardcore de raiz, bastante característico de motoqueiros como Johnny Klebitz e sua gangue. O resultado é, assim como no quesito gráfico, uma imersão maior no jogo.

Mais violência e ainda mais imersão

Por incrível que pareça, a Rockstar se superou. The Lost and Damned é uma das experiências mais imersivas dos últimos tempos. O jogo apresenta uma contextualização completamente renovada da franquia Grand Theft Auto, mais especificamente do título GTA IV.

Sendo a primeira expansão lançada para a série, The Lost and Damned deixou uma primeira impressão fantástica: ficamos na esperança de que a companhia lance ainda mais expansões como esta, além do já programado segundo episódio paralelo à história de GTA IV.

The Ballad of Gay Tony

Nada como um belo dia em Liberty City, o “pior lugar da America”. Caminhando pelas ruas de Algonquin, notamos o quão bela é esta cidade. O Burger Shot ainda continua delicioso — e sangrento —, um ótimo local para um lanche rápido. Os mais aventureiros podem partir para uma caminhada deliciosa em Middle Park, ou ainda visitar a belíssima Statue of Happiness. Tudo isso, é claro, ao lado de pessoas felizes e sempre de bem com a vida.

Bem, certamente esta não é bem a verdade de Liberty City, mas é o que Niko Bellic, protagonista de Grand Theft Auto IV acreditava ser após ser convencido de passar um tempo no local com seu primo Roman. Se você não esteve em uma câmara criogênica nos últimos 18 meses, provavelmente já ouviu falar de GTA IV, game dono dos maiores recordes da história do entretenimento.

O sucesso da Rockstar é, sem dúvidas, um jogo que rende horas e horas de diversão — só a campanha dura quase 40 horas. E, para prolongar, a desenvolvedora ainda inseriu um incrível modo multiplayer, que conta com diversas oportunidades para os jogadores se divertirem. Mas, felizmente, isto não é tudo.

Em um acordo exclusivo com a Microsoft, a Rockstar revelou dois pacotes de expansão para GTA IV. Um deles você já deve conhecer muito bem: GTA IV: The Lost & Damned. Neste primeiro pack, você encarnava Johnny Klebitz, um motoqueiro integrante de uma gangue chamada The Lost. Com a expansão, surgiram novas aventuras, modos multiplayer e uma experiência completamente diferente. O resultado? Mais um sucesso, muito longe de ser “apenas” uma expansão caça-níquel.

Como de costume, a Rockstar não parou por aí, e surpreendeu ainda mais com a segunda expansão. O nome já chama a atenção e prova porque a Rockstar é uma softhouse tão respeitada, mas as surpresas vão muito além. Senhoras e senhores sejam bem-vindos à Balada de Gay Tony.

Na segunda expansão de Grand Theft Auto temos, novamente, um personagem inédito — nada de missões novas com Niko Bellic. Mas não se preocupe. Você ainda encontrará personagens famosos, até mesmo Bellic, em aparições especiais durante o título. O fato é que com um novo personagem, temos um novo mundo a ser explorado. Uma nova realidade. E isto é o que chama a atenção nestas fabulosas expansões de GTA IV. A Rockstar é mesmo uma companhia criativa.

 Mas quem é o protagonista de The Ballad of Gay Tony? Ao contrário do que se pode imaginar, o jogador não encarna Tony, mas sim seu segurança e parceiro de negócios, o dominicano Luis Lopez. Um rapaz ousado, que busca sempre se aprimorar em relação a si mesmo, e muito fiel ao seu chefe, Gay Tony. Lopez também é reconhecido pela sua personalidade forte e sua força de vontade.

Além de Luis, você contará com vários outros personagens novos. A trama é reforçada por seus amigos Henrique e Armando, pela mãe de Luis, pelo ambicioso Yusuf Amir e diversos outros personagens, incluindo, é claro, o próprio Gay Tony. Tudo isto compõe um jornada tão intensa quanto da versão integral de GTA IV.

Conheça Luis LopezNa campanha, que dura aproximadamente 12 horas, você terá de realizar diversas missões diferentes para cuidar dos negócios de Tony e de outros personagens. O bacana é que as missões de The Ballad of Gay Tony são muito variadas, envolvendo objetivos distintos e abusando dos novos recursos de jogabilidade, como o pára-quedas, por exemplo.

Existem também missões secundárias, que aumentam ainda mais a longevidade do título. Você tem toda Liberty City para explorar, e nela poderá encontrar diversas missões das categorias Base Jumping, na qual o jogador salta de pára-quedas para atingir um determinado alvo, Drug Wars, em que o objetivo é roubar drogas, e ainda outras.

Para alimentar ainda mais a diversão, a Rockstar tratou de inserir novas armas, veículos e estações de rádio. Agora você terá um arsenal muito mais poderoso, incluindo novas espingardas e submetralhadoras. Quanto aos veículos, o jogador tem acesso a possantes e veículos de luxo que se adéquam ao clima do jogo.

Falando em clima, assim como em The Lost & Damned, The Ballad of Gay Tony traz um conceito bacana e característico, adaptado ao luxo e às noites quentes de Liberty City. A cor rosa tem uma forte predominância, assim como as luzes coloridas e os objetos reluzentes.

O multiplayer não traz novos modos, mas aprimora os existentes, provenientes de GTA IV, com os toques únicos de Gay Tony, adicionando pára-quedas ao Free Mode, por exemplo, e permitindo que os jogadores desfrutem do arsenal e dos demais elementos exclusivos da expansão.

Em suma, você tem a sua disposição um jogo muito bacana, principalmente para quem é fã da série. Novamente, a Rockstar consegue surpreender com sua narrativa espetacular e com toda a liberdade que você só encontra em Liberty City, que para os jogadores está longe de ser o “pior lugar da América”.

Por apenas 1,600 Microsoft Points, cerca de US$ 20, você tem acesso a uma expansão que oferece muito mais do que diversos títulos lançados como games integrais no mercado. Dificilmente a Rockstar decepciona os jogadores, e certamente não foi desta vez. Uma balada tão boa que você nem precisa sair de casa para curtir.

Tão cativante quanto um filme

Não há como negar que um dos chamativos de GTA IV é a liberdade de exploração. Entretanto, outro fator que não pode ser deixado de lado é a narrativa. Conforme mencionamos anteriormente, Gay Tony mantém a belíssima construção em sua trama, graças aos atores de primeira que encarnam cada um dos personagens e os tornam convincentes.

Maisonette 9. Este é o nome de uma das baladas de Gay Tony, o não tão carismático homossexual que se encontra afundado em dívidas e prestes a entrar em depressão devido à situação de sua vida financeira. Felizmente, o Lopez consegue livrar a cara de seu chefe, mas acaba se envolvendo com diversas outras pessoas. Uma delas é Mori Kibbutz, ninguém menos que o irmão de Brucie Kibbutz, o inspirado atleta do primeiro jogo. Mori também gosta de mostrar seus músculos, e vive provocando seu “pequeno” irmãozinho.

Gay Tony é seu patrão no game
 

Além dos novos personagens, você também terá a chance de encontrar velhos conhecidos, como Johhny Klebitz e Niko Bellic. O bacana é que o jogador conta com a oportunidade de observar algumas das missões, e até participar delas, sob uma visão diferente, o que pode arrancar um sorriso de quem já desfrutou das versões anteriores.

E se Lost & Damned era caracterizado pela sua atmosfera obscura e durona, The Ballad of Gay Tony assume um identidade quase contrária. Conforme já mencionamos, tudo é mais colorido e vívido, principalmente quando estamos na balada cuidando dos negócios e, por que não, curtindo.

Seja durante as cutscenes ou no próprio jogo, A Balada de Gay Tony dá um show de atuação. As conversas são convincentes, com toques sarcásticos de humor e trocas de elogios farpados. É possível afirmar que o game conta com uma das narrativas mais impressionantes da indústria dos video games.

Resumindo, The Ballad of Gay Tony ostenta uma narrativa de qualidade, e consegue criar um universo distinto dentro dos limites de Liberty City. Novos amigos, novos objetivos e uma vida nova. Ou seja, um jogo novo.

Melhorando o que já era bomQue coragem, hein?

Mas, obviamente, GTA não é GTA se não tivermos muita ação e tiroteios. Mesmo que no início o ritmo não seja tão intenso, Ballad of Gay Tony consegue cativar também os jogadores fãs de games intensos.

A jogabilidade continua a mesma de GTA IV, mas as missões são muito mais variadas. Desta vez, a cada missão, você terá de cumprir objetivos diferentes, o que torna o game ainda mais interessante e evita uma experiência monótona.

Não vamos contar detalhes para não estragar sua jogatina, mas espere por missões ainda mais malucas, nas quais você terá de pilotar helicópteros, saltar de pára-quedas, realizar perseguições, eliminar membros da própria The Lost e muito mais. Novamente, você contará com várias missões diferentes a sua escolha, todas marcadas convenientemente em seu mapa.

O celular continua sendo seu fiel companheiro para navegação, mas agora há uma novidade que vai agradar, e muito, os jogadores. Ao final de cada missão, você verá uma tela exibindo critérios como o número de inimigos mortos, o dano sofrido e o tempo exigido para completá-las. Isto gera uma pontuação que pode ser enviada aos rankings da Xbox Live. Além disso, depois de completar o jogo você tem a chance de repetir quais missões desejar, algo muito atraente e bem-vindo à série.

Uma das adições mais impactantes de Gay Tony são os pára-quedas — extintos desde GTA: San Andreas. Nesta expansão, você pode carregar um pára-quedas, que, normalmente, é utilizado em missões específicas. Controlá-lo não é um problema. Depois de saltar, você pode aproveitar uns instantes de sua queda livre e então pressionar o botão A para ativar o dispositivo. Você utiliza os gatilhos para acionar os freios e se movimenta com os analógicos. Bem simples e muito divertido.

Fora isto, existem também algumas pequenas adições em algumas das missões do game, que trazem alguns minigames específicos. Mas, na balada, você pode dançar, ganhar uns drinks grátis no bar e até fazer um campeonato de bebedeira na área vip. Para curtir a pista de dança, basta participar de um minigame e manter-se no tempo das batidas. Se tudo der certo, você acabará conquistando uma garota e... Bem, o resto você descobre no jogo.

Eu me remexo muito!
 

Há também as bebedeiras. No andar superior da balada, o jogador participa de outro minigame, no qual se deve sacudir uma garrafa de champanhe e beber o máximo possível. Depois disso, controlar Lopez pode se tornar um problema. E outra: cuidado com o bar. Se beber demasiadamente, você pode desmaiar e acabar mergulhado numa fonte de Liberty City.

Cuidando do que é seu

Nas baladas, você também terá de trabalhar, principalmente nas que você é praticamente o dono. Para isso, basta acessar a opção Management, que pode ser encontrada em determinada sala do local. Quando o modo estiver ativado, você terá de vigiar os locais e cuidar com os mal encarados. O jogo oferece uma perspectiva de primeira pessoa em determinados momentos para facilitar a observação.

Usualmente, você terá de dar cabo nos traficantes que estão trazendo drogas para dentro de sua casa. Isto gera novas missões, que podem se estender pelas ruas de Liberty City. Estes objetivos envolvem salvar famosos das lentes de paparazzis, obter uma lanchinho para uma super modelo, entre outros.

Arsenal e carangas

Vários tipos de armas foram implementadas em The Ballad of Gay Tony. Você pode tentar conseguir cada uma delas na raça, participando de missões e coletando o máximo que puder. Entretanto, também é possível chamar por Armando, um companheiro de Lopez que faz um papel semelhante ao de Little Jacob em GTA IV, dirigindo-se ao personagem com uma van repleta de armas.Seu novo brinquedinho


 

Você tem acesso a espingardas com munição explosiva, pistolas de calibre .44, submetralhadoras P90, rifles de longo alcance, bazucas, coquetéis Molotov, C4s adesivadas e muito mais. Certamente, seu arsenal está muito mais poderoso do que nos jogos anteriores.

Além disso, as novas carangas deixam o jogo ainda mais luxuoso. Limousines e outros carros de grande porte inundam a aventura de Lopez e se mostram muito úteis durante as fugas. Até mesmo um carro de golfe pode ser utilizado pelo jogador em uma etapa muito cômica do game. Para os mais nervosos, The Ballad of Gay Tony oferece um tanque de guerra.

Dividindo a glória

Novamente, o modo multiplayer retorna com tudo. Aqui, você terá acesso aos modos Deathmatch, Team Deathmatch, Race, GTA Race e Free Play. Todas estas modalidades já foram conferidas na versão original do game, mas agora elas contam com um toque especial.

O Free Play, por exemplo, permite que os jogadores desfrutem dos pontos de Base Jumping da cidade — nos quais é possível saltar de pára-quedas. Já GTA Race, que é uma corrida mais agressiva, oferece novos carros e as novas armas de destruição. Não existem novos modos, mas estes dão conta da diversão.

Pura adrenalina

Difícil tirar o brilho desta balada

Assim como Grand Theft Auto IV, The Ballad of Gay Tony é um “jogo” excepcional. Tudo o que estava presente na versão original também pode ser encontrado na jornada Gay Tony. Sendo assim, é difícil encontrar problemas. Mas, eles existem. Primeiramente, os gráficos do título já não impressionam mais, e começam a demonstrar sua idade (18 meses). Além disso, os pop-ins (surgimento súbito de texturas e estruturas) também denigrem um pouco da jogabilidade. Mais modos de multiplayer também seriam muito bem-vindos.

Compre com o menor preço:
92 xbox-360
Excelente