Master Chief está de volta em sua melhor forma [vídeo]

Videoanálise

O ano está chegando ao fim e, com ele, chega ao mercado a enxurrada de grandes jogos que prometem movimentar a temporada de Natal e garantir muita jogatina pelos meses vindouros. Entre os lançamentos, está Halo 4, considerado por muitos o rei dos FPSs no Xbox 360 e protagonizado por Master Chief, personagem que acabou se tornando símbolo do aparelho.

Retornando após quatro anos em sono criogênico, o herói se vê em meio a uma nova guerra. Desta vez, porém, a batalha envolve não apenas o destino da Terra como também questões pessoais. Confrontado com o abandono UNSC e a morte iminente de sua companheira Cortana, o Master Chief está de volta no que é um grande candidato a melhor jogo do ano.

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Halo 4 é, sem dúvida nenhuma, um dos principais candidatos ao título de Melhor Jogo do Ano. A junção de uma campanha muito bem criada e um personagem carismático deve agradar àqueles que procuram uma história, enquanto os fanáticos por tiroteio vão pirar nas alucinantes arenas online e nos ótimos modos multiplayer do game.

Se você tem um Xbox 360 e gosta de ação, o jogo da 343 Industries é uma compra praticamente obrigatória. E, para muita gente, representa um grande motivo para pensar de verdade na aquisição do console.

Rompendo a barreira

A 343 Industries, desenvolvedora de Halo 4, estava disposta a impressionar desde o primeiro momento. Pelo menos, é essa a impressão deixada pela abertura do jogo, que rompe a barreira entre games e realidade e nos faz questionar se estamos vendo uma animação ou cenas gravadas com atores reais.

O cuidado é extremo e vai até os últimos detalhes. Os personagens, incrivelmente verossímeis e denotando um exímio trabalho de captura de movimentos, têm manchas na pele, rugas, pintas e tudo o mais para torná-los essencialmente humanos. Tal esmero, inclusive, é um alívio em um título que tem como protagonista um homem cujo rosto nunca é exibido.

É aqui, inclusive, que a imagem de Cortana se torna essencial. É impossível não se compadecer com o possível destino da moça, mesmo com todo mundo sabendo que ela não existe de verdade e é um mero holograma. A alienígena humanoide, que está sempre seminua, serve para aquecer os corações dos jogadores em meio à guerra sem fim.

Jogatina BJ - Modo campanha

A atenção ao visual se estende até mesmo ao modo multiplayer. A 343 Industries não se limitou a criar apenas as arenas de batalha, mas também se preocupou com o horizonte, adicionando elementos à distância e dando uma atmosfera ainda maior aos combates. E o melhor de tudo: sem popin.

A iluminação também merece citação. Não são raros os momentos em que a visão do jogador é ofuscada pelas fortíssimas luzes de naves ou explosões. E a 343 Industries investe muito nesse tipo de efeito, parte da mitologia futurista criada para a franquia. O mesmo vale para as sombras que, apesar de serrilhadas, incidem de forma natural sobre o ambiente e dão ao título um tom de realismo e beleza como existente em poucos jogos da atualidade.

Apenas matar não é o bastante

Apesar de marcar o início de uma nova trilogia, a grande inovação de Halo 4 vem mesmo no modo multiplayer. É aqui que a 343 Industries mostrou que um sangue novo e ideias frescas podem fazer muito bem a uma franquia consagrada. Os fãs tiveram pedidos atendidos e novas modalidades chegaram para tornar tudo muito mais variado.

Jogatina BJ

O grande destaque aqui é o modo Domínio, uma variação da jogabilidade básica na qual o objetivo é conquistar bases espalhadas pelo cenário. Só que agora, em vez de apenas possuí-las, você e seus companheiros também devem fortificá-la, dificultando os ataques inimigos ao mesmo tempo em que te obriga a se manter fixo em um único ponto do mapa.

O pensamento estratégico é constante durante todo o tempo, e a jogabilidade se torna muito mais frenética, principalmente quando os veículos entram na jogada. Quem joga com headset vai se divertir muito mais, coordenando ataques e defesas com os companheiros e indicando a direção dos ataques inimigos. É, sem dúvida, a mais divertida novidade não apenas para a franquia, mas para a cultura dos jogos multiplayer.

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Outras modalidades, como Flood ou Exterminador, também movimentam as coisas. No primeiro, você jogará do lado dos humanos contra monstros que querem te transformar em um deles. Já o segundo é o clássico mata-mata, agora potencializado pela alta tecnologia de Halo e pelos veículos que podem ser usado pelo alto poder de devastação ou apenas para atropelar os oponentes.

Por fim, as minicampanhas cooperativas do modo Spartan Ops adicionam um tempero a mais para quem gosta de trama e passa longe da jogabilidade competitiva. Aqui, ao lado de amigos reais ou personagens controlados pela IA, você participa de missões de infantaria ao lado da tropa espartana, com objetivos variados e enredo periférico à trama central.

Nada de Sessão da Tarde por aqui

A notícia de que a versão brasileira de Halo 4 teria apenas as dublagens em português desagradou muita gente. Se você é uma dessas pessoas, fique sabendo que a tradição de péssimas adaptações em games não se estende aqui. O trabalho foi muito bem realizado e faz jus à grandiosidade do game.

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É claro, existem pequenos erros ou problemas de adaptação de termos militares para a nossa língua. Mas, de maneira geral, o trabalho de dublagem impressiona e o jogador não se sentirá prejudicado por ter apenas essa opção. Mais um ponto para o Brasil, que ganha espaço no mundo dos games, e para o fã de Halo, que poderá entender o enredo de forma integral.

Reta torta

Como um jogo essencialmente vertical e de arquitetura futurista, Halo 4 abusa das linhas retas e dos elementos sobrepostos na composição dos cenários. E é justamente aí que surgem os malditos serrilhados, que maculam a beleza do game e deixam um aspecto e mostram que a potência da atual geração tem limites bem definidos.

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Ao mesmo tempo em que o game não tem problemas com o popin e se mantém firme na faixa dos 30 quadros por segundo, é possível perceber tremeliques nos cenários e ilusões de óptica causadas pelas “retas tortas” geradas pelos serrilhados. Um problema que impede Halo 4 de se tornar um título graficamente impecável.

Carros flutuantes

Um problema – que para muitos se tornou uma das mais engraçadas piadas da franquia – permanece em Halo 4. A presença de veículos faz parte do cerne da série e, no novo título, volta a aparecer junto com a física simplesmente inexistente, na qual as máquinas parecem feitas de isopor e capotam com qualquer elevação do cenário.

Tudo é muito divertido e Master Chief desvirando um jipe militar com um “totó”  é um dos grandes momentos dos games. Mas quando você depende do veículo para seguir em frente no game, como quando o protagonista deve fugir de um planeta em implosão, a alegria se transforma em dor.

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Halo 4 já é um título difícil por si só. E essa mecânica transforma uma parte de jogabilidade simples e clima extremamente empolgante em uma brincadeira sem graça na qual o usuário morre por bobeira. O fim sucessivo de Master Chief fará com que você decore os obstáculos e as mudanças do cenário para, aí sim, lidar com a física surreal e conseguir continuar no modo campanha.

Novela mexicana

A 343 Industries parece mal-acostumada com a presença de um personagem sem rosto, sendo assim, também sem movimentos faciais. Enquanto as aberturas e cutscenes aparecem magistrais e belíssimas, diversos personagens durante a jogabilidade apresentam problemas de sincronia entre os lábios e as falas.

Quem está acostumado a ver as novelas da Televisa conhece bem o efeito, no qual um personagem ventríloquo de boca fechada está bradando em alto e bom som ou então com movimentos labiais que simplesmente não condizem com o que está sendo dito. Aqui, estamos diante de um problema tolo, mas que impede o trabalho técnico de se aproximar da perfeição.

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