Praticidade, dinamismo e muita diversão com um RTS único para Xbox 360.

Realmente, o universo Halo — aclamado por milhares de jogadores no mundo dos videogames — despontou recentemente no Xbox 360 na forma de RTS com um esplendor único. Halo Wars, desenvolvido pela forte equipe da Ensemble Studios, mostrou que games de estratégia em tempo real podem fazer sucesso em consoles e não apenas em computadores.

Por se tratar de pura ficção científica, muitos podem achar que Halo Wars não seja um game realista e não aborde estratégias bem elaboradas. Muito pelo contrário: controlando unidades da United Nations Space Command ou dos Covenant, o jogador tem a possibilidade de atacar e se defender com muita facilidade e praticidade.


Problemas mínimos

A campanha mostra que o sargento John Forge está investigando atividades incomuns dos Covenant, os alienígenas malignos da trama. Ao lado da professora Anders e da mulher holográfica da nave Spirit of Fire, Serina, o sargento acaba descobrindo que Arbiter, o líder das forças Covenant no planeta local, conseguiu colocar as mãos em uma arma secreta muito poderosa deixada pelos extintos Forerunners.

 Ao progredir no modo principal do game, o jogador logo pode perceber que a variedade das missões é crucial para mantê-lo preso à trama. É claro que há um modo tutorial que mostra, passo a passo, como fazer uso das unidades e das habilidades dos combatentes. Os dois tutoriais são simples e esclarecem muitos pontos, mas não cobrem todas as funcionalidades das unidades.

Conheça a Spirit of Fire

É manuseando grupos de soldados que o gamer descobre algumas das poucas falhas que Halo Wars apresenta: seleção de unidades. É possível selecionar todas as unidades do mapa, todas as unidades na região observada no momento, todas as unidades em uma pequena área ou todas as unidades do mesmo tipo. Mas, infelizmente, não há a opção "drag box" (escolher unidades com um retângulo desenhado na tela) e também não é possível formar grupos personalizados, como pequenas tropas.

Com isso, manejar grupos variados em vários locais do mapa não se torna tão fácil quanto parece, principalmente no modo multiplayer, no qual a velocidade na formação de exércitos é crucial para a vitória. Felizmente, o painel direcional — D-pad — facilita a rápida seleção de algumas construções e unidades, e, como os principais comandos são realizados através de apenas dois botões, praticidade não é o que falta.

Depois do tutorial, a pancadariaAinda assim, há outras pequenas falhas a serem consideradas. Não é possível, por exemplo, selecionar pontos de destinação de construções diferentes. A única construção capaz de determinar para onde que as unidades se movimentarão ao serem criadas é a construção principal. Portanto, todas as unidades criadas numa base vão apenas para um ponto em comum.

No mais, ação pura

Com exceção dos pequenos problemas na jogabilidade, não há motivo para não experimentar Halo Wars. A seleção espetacular das unidades UNSC e Covenant que a Ensemble realizou faz com que o game se torne bastante diversificado e amplo, mesmo com algumas opções limitadas de controle militar.

Assim, os fãs de Halo Wars encontram um prato cheio. Marines, Spartans, Warthogs, tanques Scorpion, Flamethrowers, Cyclopes, veículos Cobras, Wolverines… A criação de um exército diversificado é fundamental para aqueles que não conhecem os pontos fortes dos inimigos e pretendem destruir completamente unidades de qualquer tipo: infantaria, aérea ou veicular.

É claro que, quanto mais o jogador se aprofunda em Halo Wars, mais novidades vão aparecendo. O descobrimento de novas tecnologias colabora para o desenvolvimento de unidades mais potentes e para a solidez das defesas das bases.


E, embora não haja a possibilidade de controlar unidades Covenant durante a campanha principal do jogo, certos soldados podem causar um sentimento de nostalgia nos fãs da franquia. Pois, com a presença de Elites, Brutes, Hunters, Scarabs e outras unidades, a ficção torna-se ainda mais forte na atmosfera pesada das batalhas. A raça Flood é encontrada no game, porém, infelizmente, não pode ser controlada em nenhum modo de jogo.

De um modo geral, o desenvolvimento de bases funciona bem, mesmo com um número limitado de construções (número que também depende do nível da construção principal, localizada no centro da base). Basta controlar sabiamente os dois tipos de recursos disponíveis e desenvolver estratégias bem definidas, como ataque, na qual a criação de soldados deve ser rápida e eficiente; defesa, na qual armazenamento de recursos e evolução das construções são primordiais; ou o equilíbrio.

Isso não é tão preocupante na campanha de Halo Wars, visto que o modo principal aborda principalmente o controle de pequenos grupos em prol do cumprimento dos objetivos propostos. Os estrategistas de plantão podem considerar que a campanha é um tanto fácil de ser finalizada (pelo menos nos níveis mais fáceis de dificuldade).

UNSC x Covenant E o melhor: há a chance de experimentar a campanha cooperativamente com outro jogador. Nesse caso, os recursos são inteiramente compartilhados, o que torna a comunicação entre os gamers fundamental para o sucesso nas missões. O inimigo pode parecer tolo nos primeiros níveis de dificuldade, mas o nível Legendary, por exemplo, oferece um ótimo nível de desafio.

Multiplayer simples e envolvente

Muitos jogadores podem gastar horas e horas na campanha, seja experimentando-a novamente para conhecer mais sobre a história, seja para cumprir missões extras ou seja para descobrir segredos e atingir Conquistas do game. Mas, sem sombra de dúvidas, um dos pilares de Halo Wars é o modo multiplayer.

Não há muita variedade nos modos multiplayer, sendo que o famoso Skirmish é a única forma de combater com outros jogadores. Mas isso já é o suficiente para que até seis jogadores (um, dois, ou três em cada time, sendo que o máximo número de times em um combate é dois) possam combater freneticamente dentro dos belos mapas disponíveis.

Belo e dinâmico, mesmo em um console

Nesse caso, a velocidade é tudo. Além de controlar unidades e recursos com sabedoria (se o modo não for Deathmatch, no qual os jogadores são agraciados com construções evoluídas e uma quantidade elevada de recursos), o gamer deve prestar atenção na utilização de poderes especiais que cada facção possui.

O uso de poderes é limitado e demanda recursos, e deve ser utilizado juntamente com os ataques especiais que as unidades são capazes de fazer. Com outros jogadores, todas as ações devem ser executadas com ainda mais precisão e velocidade. Portanto, a jogabilidade tem que estar dominada completamente antes que o gamer parta para os combates multiplayer.

Visuais de peso

Para um RTS, Halo Wars esbanja qualidade. O game não é perfeito (pois algumas sombras, texturas e limites de objetos deixam a desejar em certas ocasiões), mas o conjunto visual, como um todo, é muito bom. Os gráficos estão plenamente satisfatórios e não causam muitos problemas quando há várias unidades e ações na tela.

As animações e vídeos entre as missões da campanha são excelentes. O problema é que as "cutscenes" (cenas de corte) criadas com as próprias tecnologias gráficas do game são um tanto estranhas. Mas isso não interfere no belo conjunto de animações e efeitos visuais apresentados nos combates.


Quanto à ambientação sonora, não há o que reclamar, pois era óbvio que a Ensemble iria utilizar uma trilha orquestrada para cativar os fãs da série com temas já conhecidos no universo Halo. Além da ótima trilha sonora, Halo Wars conta com sons de guerra muito convincentes e limpos, o que enaltece o impacto das batalhas.

O game poderia ser melhorado em alguns pontos, mas a Microsoft acertou em cheio ao distribuir um RTS atraente e cativante. Halo Wars é um título distinto e conquista facilmente a atenção dos fãs de estratégia, fãs de Halo ou não.
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