Os aviões de Heatseeker decolam, mas não ganham altitude

Dos mesmos desenvolvedores de Heroes of the Pacific — mas sem as mesmas pretensões —, Heatseeker é um jogo de pilotagem no melhor estilo arcade.

Mesmo oferecendo uma biblioteca de aeronaves recheada de modelos reais, o título limita-se a uma sucessão de explosões sem grande aprofundamento na jogabilidade ou na trama.

A desenvolvedora IR Gurus e a Codemasters tentam “qualificar” o título recheando-o com muita ação e velocidade, mas a superficialidade do jogo limita Heatseeker a poucos e breves momentos de verdadeiro mérito.

Sem multiplayer, gráficos datados, som horrível e jogabilidade pouco inspirada, Heatseeker até consegue decolar, mas não ganha muita altitude. O jogo funciona em “doses homeopáticas”, mas os vários problemas acabam prejudicando consideravelmente o “quadro geral”.

Mesmo com todos os problemas, dizimar leva após leva de inimigo pode ser divertido. Mas com tantos títulos mais interessantes disponíveis no mercado, é melhor deixar Heatseeker aguardando a liberação de voo na prateleira.

Máquinas voadoras

Os aficionados por aviões certamente tiraram proveito da vasta seleção de aviões disponíveis em Heatseeker. São caças que vão do clássico F-15 e F-22 Raptor aos modernos F-35 Lightning II e o Russo Su-47 Berku, passando pelos inconfundíveis F/A-18 Hornet, MIG-31 e o “furtivo” SR-71 Blackbird.

Microsoft Flight Simulator 

Heatseeker é uma excelente pedida para quem não tem interesse algum de aprender os complexos comandos de um avião real — fielmente reproduzidos na tradicional franquia de simuladores aeronáuticos, Microsoft Flight Simulator.

Os comandos são simples e facilmente aprendidos pelos jogadores. O título utiliza a dupla Wimote e Nunchuk para controlar a movimentação e os armamentos dos aviões, tudo muito simples e intuitivo (porém sem realmente se aproveitar das peculiaridades dos controladores com sensores de movimento).

Feio, mas consistente

Os gráficos não são exatamente uma maravilha, porém a taxa de quadros por segundo (FPS) é estável e o jogo roda de forma suave sem grandes problemas.

Isso ganha importância na medida em que a ação é um dos elementos mais fortes do jogo e perder o foco por conta de um frame rate instável seria algo imperdoável.

Atira, atira, explode e voa

Combates aéreos extremamente divertidos, o pega-pega mortal pelos céus, o calor das turbinas e a chuva de destroços após um abate certeiro são elementos incrivelmente recompensadores.

Perseguir e derrubar outras aeronaves, bombardear embarcações náuticas ou disparar contra veículos terrestres em voos rasantes é sem sombra de dúvida o melhor aspecto de Heatseeker.
 

Consistentemente ruim

Salvo por alguns efeitos de velocidade e o frame rate estável, Heatseeker não conta com muitos atributos gráficos louváveis. Os níveis até são grandes, porém estão todos vazios (são vários quilômetros de mar aberto ou ilhotas sem grandes construções).

Por sinal, construções e outros tipos de terreno são horríveis, texturas borradas e outras aberrações. Apenas as explosões e os modelos dos aviões são moderadamente aceitáveis.

A verdadeira causa do

Música de três acordes

Explodir inimigos é divertido, até você ficar entediado. O grande problema de Heatseeker é a sua jogabilidade repetitiva e nada original, inventiva.

O jogo não é nem um pouco desafiador, basta mirar e disparar os mísseis (a metralhadora parece adorno) — observe: sua munição é infinita.

Depois de destruir sete ou oito levas de inimigos, que também não variam muito (são apenas aviões, navios e tanques) você estará entediado e mesmo que o jogo tivesse uma duração maior (somente 18 missões) você não teria interesse de seguir até o final.

Goooooose!

Maverick terá que voar sem Goose ao seu lado, já que o jogo não oferece nenhum tipo de componente multiplayer, online ou local. Assim, a única motivação para jogar Heatseeker é a possibilidade de desbloquear novos aviões.

50 wii
Fraco