Análise de Heroes of the Might and Magic V: Hammers of Fate

Clima igual ao anterior e uma campanha muito mais elaborada, mas com algumas falhas graves.

Hammers of Fate é uma expansão de Heroes of Might & Magic 5 e consiste no mesmo tipo de jogo e diversão, mantendo a qualidade gráfica e, principalmente, sonora. O jogo original apresentava um grande número de falhas que foram corrigidas com a expansão. Apresentando uma campanha bem mais amigável, um novo editor de mapas e uma nova facção, a dos Anões (Dwarf), com novas unidades recrutáveis e facilidades para os jogadores, com certeza faz valer a pena a aquisição do título.

A repetição da mesma fórmula consagrada


Não significa algo ruim, pelo contrário, percebe-se que Heroes of Might & Magic 5: Hammers of Fate mantém o belíssimo visual e som estonteante orquestrado das cidades. Foi adicionada uma nova facção de anões (Dwarfs), e as unidades Rebels, rebeldes Haven que perceberam que a rainha Isabel não era mais a mesma pessoa (final do anterior) e decidiram não aceitar mais as ordens dela.

Fora o novo enredo e suas cutscenes realmente melhoradas, essa expansão também traz ao jogador mais 15 missões e 5 mapas novos para o modo singleplayer, 10 mapas novos para o multiplayer, novas construções, heróis, unidades e artefatos.

Finalmente, a Nival Interactive deu mais atenção para as cenas de campanha, agora bem mais animadas e repletas de efeitos e magias para todos os lados. Também  foi melhorada a história do jogo e o editor de mapas, que foi prometido no início da primeira versão, mas só apareceu na expansão.

Ser neutro nem sempre evita a guerra!

Seguindo os mesmos passos do original, o jogador inicia a campanha controlando a facção Heaven e aqui é possível perceber que a Nival Interactive poderia ter sido mais criativa, introduzindo algo como novos focos no enredo, mas infelizmente isso não aconteceu.

Para os fãs da série, os velhos anões das Montanhas estão de volta com força total, tudo pelo fato do rapto do príncipe Andrei, que é entregue a salvo na mão dos anões, para ser protegido da rainha possuída, Isabel. Após descobrir isso, ela inicia seu ataque contra os anões, que por sua vez, decidem deixar de serem neutros na guerra e resolvem assumir uma posição. Ainda por cima, eles terão que lidar com os Elfos Negros, que estão planejando um ataque à cidade anã.

A cidade dos anões ficou bem interessante, com construções feitas até o encontro com a lava e são mostradas conforme se evolui a cidade, no mesmo esquema anterior. As novas unidades dão um toque de originalidade, com habilidades e estilo bastante variados entre elas, sendo que todas elas se resumem a anões barbudos, possuindo somente uma exceção, a unidade nível 7, que são os poderosos Magma Dragons.

Um novo tipo de magia, a Rune Magic

Os anões utilizam um sistema de magias próprio (Rune Magic), que não gasta Mana, mas gasta recursos, e também podem aprender as demais magias do jogo. A diferença é que estas Runes, em níveis altos, podem dar habilidades muito variadas às unidades anãs no decorrer do jogo, como transformar um exército normal em unidades fantasmas, atacar duas vezes ao invés de uma, ressuscitar uma porcentagem do exército, fornecer vários tipos de bônus para ataque, defesa, velocidade, iniciativa, ou algum outro bônus.

Graficamente encantador, mas com falhas pertubadoras

Hammers of Fate vem com a mesma bagagem gráfica da versão original, com novas unidades muito bem produzidas e cutscenes ao entrar em uma cidade (que produz um efeito muito legal), que foi mantida para os anões assim como o jogo de cores que já se destacava.

Os novos cenários mantêm a qualidade dos anteriores, mas com um detalhe que perturba um pouco, alguns itens e unidades não ficaram com a textura estável,  ficando como se estivessem piscando, tornando claro que se trata de um problema causado pela pressa na produção.

O silêncio dá o tom

Heroes of Might & Magic 5 chamou muito a atenção pela trilha sonora, que conseguiu reproduzir com perfeição uma música cativante durante todo o jogo (mesmo na introdução), fazendo com que o jogador queira, ao menos na primeira vez, ouvir um bom pedaço ou toda a música tocada. Mas Hammers of Fate não impressionou muito neste aspecto, pelo contrário, deixou a desejar quanto às músicas dos anões.

A maior decepção é a comemoração de vitória da nova facção, que quando ganham uma batalha nada se ouve, apenas um silêncio irritante marca o triunfo do jogador, deixando a expressão de vitória muito fraca e monótona, mesmo após massacrar o inimigo.

Multiplayer até 8 vezes mais rápido!


Outra mudança considerável é a volta da aclamada caravan (Heroes of Might & Magic 4), que realmente agiliza e facilita a jogabilidade. Elas conseguem recrutar as unidades que vão se acumulando nos pontos que produzem unidades extras e castelos e é possível levá-las para algum outro castelo (antes, era obrigado a ter um herói ou mais para buscar unidades).

Um das mudanças mais esperadas pelos jogadores que gostam mais das partidas online é o turno simultâneo. Antes o jogo consistia em um de cada vez, mas agora é possível que todos joguem ao mesmo tempo, agilizando muito a partida. Ao menos era para ser assim, mas o turno simultâneo termina de um jeito estranho e volta a ser um jogador de cada vez assim que a área de visão de um jogador coincide com a de outro, mesmo havendo uma montanha entre eles ou que eles não possam se alcançar nem em uma semana. Resumindo, o turno simultâneo é mais como um começo simultâneo e serve para ajudar nas primeiras semanas de uma partida, agilizando todo o começo.

Uma opção razoável para os apreciadores do gênero

Hammers of Fate é uma expansão que poderia oferecer bem mais, tanto na parte sonora, quanto no resto, como unidades, itens, magias e raças. Possui alguns bugs, mas a Nival tem se esforçado para corrigir todos esses problemas através dos patches que são dispostos para download, aproximadamente um a cada mês.

A série sempre foi famosa pelas suas várias expansões em todos os jogos da série e esperamos que continue assim com Heroes of Might & Magic 5, para aumentar ainda mais a experiência com o jogo e, aperfeiçoando-o a cada expansão afim de melhorá-lo bastante.

Para um bom estrategista que gosta de jogos em turnos ou até mesmo um apreciador de RPGs, o modo campanha pode ser um pouco repetitivo (a maioria das missões consiste em limpar o mapa e destrua tudo), é uma ótima opção que não pode passar em branco. Agora é possível terminar várias partidas em um único dia, mesmo em mapas grandes e, para quem gosta de jogar sozinho, também é uma opção a tentar, pois a campanha foi bem realizada e proporciona algumas boas horas de diversão.
72 pc
Bom